A noite caía devagar sobre o morro, e o movimento das ruas diminuía conforme os comércios fechavam suas portas. Bianca ajeitava o cabelo diante do espelho pequeno de seu quarto, o coração batendo acelerado. Não era comum sair em encontros, ainda mais com alguém como Naipe, o gerente do morro, homem respeitado e temido. Mas havia algo nele que despertava nela uma mistura de receio e curiosidade. Quando ele mandou mensagem curta dizendo apenas “tô passando aí às nove”, Bianca não soube se sorria ou se ficava nervosa. O jeito dele sempre foi direto, sem enrolação. E agora, enquanto vestia uma blusa simples de alcinha e calça jeans, percebia que sua ansiedade só aumentava. Do lado de fora, a moto de Naipe parou diante do seu portão. Ele não desceu, apenas encostou, olhando para frente, o cap

