- O que vocês querem almoçar? Hoje estou de bom-humor. Estou de volta!
Achei curioso, e então retruquei:
- Mãe, não sei. Acho que você deve escolher, pois não sou eu que fará o almoço. E se fosse, poderia opinar – respondi inocentemente e o mais sincero possível. (Fui ríspido?)
Ela sorriu novamente, antes de colocar a mão na testa, e disse:
- aí, meu filho, eu sei, mas você não tem sugestão? Pode ser qualquer coisa!
- Ah... sei lá, mãe – cocei a cabeça algumas vezes, pensando em algo específico (e não, não tenho piolho). Realmente não sei! Você que sabe.
Ela ficou pensativa e disse “já sei” entusiasmada. Isso me deixou curioso, mas não perguntei. Queria ter uma surpresa, e realmente tive! Ela fez lasanha e não qualquer lasanha. Era lasanha de alguma coisa (não lembro) que estava bem cremosa, bem recheada e deliciosa. Fiquei tão satisfeito que nem lanchei na escola meu chocolate com bolacha (mentira, pois comi sim).
NOTA*Não sei se entenderam, mas quando me refiro a chocolate, estou falando do chocolate em **, o que se torna uma mistura heterogênea, ou pensou que realmente a escola me deu chocolate em barra? (Brincadeiras à parte! Por favor, quero que se lembre: 90% das coisas que falo é uma tentativa de vislumbrar um sorriso teu, mesmo que eu falhe, ainda tentarei no decorrer do meu diário/textoelato. Se não desistiu de mim, parabéns! Mas antes de prosseguirmos com muito mais desconforto e desaventuras que jamais gostaria de ler, quero que lembre: esse sou eu e eu acho que o mundo deve acabar!4
Espero que esteja adorando minha narrativa e confissões. Não se preocupem, não há nada de especial no meu passado após estas histórias: nada de paixão, nada de diretoria, nada de bullying ou alguém morrendo de novo (ninguém que eu me interesse). Enfim, reli e notei deveria ter citado meus sonhos. 1 semana antes do meu pai morrer, sonhei com o acidente. Não lembro os detalhes, ok? Só pelo fato de lembrar já é muito. Lembro de quase tudo: o jeito que eu acordei sedento e com alguns choros, a voz trêmula da mamãe quase inaudível e meu coração morrendo de ansiedade. Lembro de ter pensado “será que eles discutiram?”. Tudo que houve no sonho, aconteceu na realidade. Mas peraí, sonho é sonho, realidade é a realidade! Ignorei isso por ser o correto a fazer (e novamente despenco nesse princípio). Sonhei que caía na m***a do cachorro e voltava para casa com intuito de tomar banho, DE NOVO, e colocar a roupa de molho. Lembro até da mamãe rindo (não sei de quem puxei esse desânimo, mas com certeza não era da mamãe), porém, não levei o sonho a sério.
NOTA*todos os meus sonhos aconteciam uma semana antes.
Show, vamos pular o tempo porque não tem nada relevante mesmo. Enfim, cheguei no ensino médio, e é aqui onde tudo fica interessante. Eba, vamos festejar! Sou um jovem contemporâneo viciado em jogos, hentai, animes e que realmente não liga para vida (eu era virjão, pô). Mano, não tem sentido, cara! Ela, a vida, é tão vasta, vaga, misteriosa e vazia. Se você aprender mais, você se sente ainda mais vazio, se aprender menos você fica mais vazio. Antes, esse vazio era inconveniente, mas soube que ele é normal, ele é parte de mim assim como ter um pulmão (acho que todos têm um, certo? Não vão me julgar por uma doença rara que desconheço, imagino. Mas pode me ensinar depois) melhor! É parte de mim como a respiração. Isso aí..., ficou melhor. Descobri que o vazio motiva as pessoas a abraçarem algo e lutar por isso. Daí lembrei de perseverança, otimismo, causas, conhecimento, emoções e razões provindas do que é necessário e desnecessário. Você não pode julgar algo como necessário sem o consentimento da natureza hierárquica humana: que é o sistema. E tampouco dizer o que é desnecessário. Tudo está filtrado com base no certo e errado. Seria desonestidade dizer que isso não nos mantém entretido a ponto de esquecer essa guerra de estar ou não vazio, a ponto de esquecer nossos devaneios insanamente insaciáveis e destemido que transbordam em nossa sanidade e nos despem de dignidade, digamos. Talvez a palavra que mais lerão é “retomando”, pois este jovem sem compromisso com a vida sempre se perde nos próprios raciocínios. Enfim! Vamos progredir. Não citarei datas, pois não me importo com o tempo e sempre me desprendo dele, embora ele esteja sempre cuidando de mim. Você pode entender isso de todas as formas, pois o tempo é isso: todas as formas elementares que avança em todas as suas ocasiões, escolhas e falta de escolha. Ele não é errado, não é certo (entenda isso de todas as formas), não julga, ele cura, nos fere e mesmo que possamos esquecer dele, ele não nos esquece – entenda isso de todas as formas. Não julgamos o tempo por sua imparcialidade diante das circunstâncias como guerra, injustiça e o pior do caos. O tempo flui e não julgamos (ou julgamos?) este elemento entre mundos como m*l sem causa, negligenciador (inventei essa palavra, eu acho) ou sádico. Não podemos lutar contra ele, nem julgar! Porque ele não está e está aqui. Enfim, vamos lá:
Estudo em uma escola pública, como boa parte de vocês e tenho notas... aceitáveis. f**a quando tem trabalho em grupo, porque não tenho a opção de fazer de qualquer jeito e o direito de, entre 1 a 10, ficar satisfeito com um 5.
NOTA *Não vou identificar de onde sou ou onde nasci e tampouco minha nacionalidade, mas sim, sou humano (até que se prove o contrário, falando eticamente, fisiologicamente e anatomicamente). Isso não importa, a meu ver. Você pode imaginar qualquer coisa aí, mas meu foco é escrever.
RETOMANDO! Acontece que raramente eu me dedicava as rotinas escolares, a não ser que eu quisesse me entorpecer com a sensação de ser reconhecido por algo. Sabe quando você se apaixona? Então... ou também, quando lhe elogiam em algo. São sensações boas e não serei desonesto para desconsiderá-la. Ser reconhecido é legal e dar ânimo. Quanto a paixão, aquilo me dava impulso para aquela moçoila (ficou mais bonitinho assim, não? Ou incomum? Usarei outro, na próxima) me notar e eu me dedicava para isso, a não ser que chegasse ao ponto que eu descobrisse que ela estava namorando ou então que não tivesse interesse em mim..., ou até quando a via beijando outro. Eu não ia perguntar “aquele que estava se beijando era seu namorado?” ... espera, observando agora, acho que deveria ter investigado mais, eu sei. Até porque poderia ser um ficante e isso me daria esperanças! Ah..., mas mudei isso depois de ter ficado m*l por minhas expectativas de um romance otaku, clichê ou só um romance moderno. f**a-SE. De qualquer forma, esses são meus motivos fúteis que fazia eu me dedicar e tirar um 10. Eu realmente posso escolher a nota que quero dependo do quanto me esforço e blá blá blá. Entretanto, prefiro jogar, ler alguns mangás e assistir animes e esse foi meu motivo de arrumar um emprego como balconista de uma loja otaku/gamer (nem queria) por meio-período. Depois tive um pouco de noção de informática para aplicar no meu PC e aprimorar ele ainda mais; coisas como placas de vídeo, memória RAM, HD, placa-mãe, CPU (tudo sobre hardware para a performance do software). E até sistemas operacionais (e caso não saiba disso, acredito que isso seja o mínimo de informática. Não sou bom com nomes, então não falarei sobre mais detalhes como placa GTX ou RTX2080 sei lá o quê). Não se preocupe, isso não tem importância para história, só é puro exibicionismo e uma forma de dizer que foi necessário aprender isso porque muitas vezes fui enganado quando meu PC tinha problemas. Eu pagava por um defeito diferente do que realmente era ou algo que me forçava a voltar para lá, no caso, surgiam mais e mais problemas. Então quando fui pela 3ª vez lá eu claramente afirmei que estavam aproveitando da minha leiguice através de uma forma prática: removi a memória RAM da placa-mãe e levei até lá e disse que ele só estava bipando (barulho bip). Ele observou minuciosamente, ligou minha CPU (levei até o local do conserto) e então colocou a mão de baixo do queixo e olhava todo “preocupado”, como se estivesse se preparando para uma péssima notícia. Então, o filho da pu... quero dizer, ele disse em tonalidade pesada de “preocupação”:
- É irmão, pelo visto, é problema na placa mãe, ó – em seguida, estirou sua mão na CPU e me fitou com os olhos esperando meu próximo passo –
E eu respondi tão sínico, tão cheio de veneno e tão poderoso por desmentir ele ali. Com certeza aquilo me deu prazer e reabasteceu minha mana:
- Poxa, irmão..., e agora?
- Teremos que substituir, sabe? Como você já é de casa, ao invés de eu cobrar 800R$, cobrarei 500R$. Fechamos?
Fiquei estarrecido! Sério, não acreditei no que aquele m***a estava vomitando da boca de m***a dele! Quero dizer... Mantive-me incrédulo diante da situação ultrajante e aproveitadora. Respirei fundo e disse, completamente empolgado para fazê-lo repensar sobre com quem estava lidando: COM O GRANDE KOPLIO KIRYU (ID online):
- Legal, fera... – coloquei a mão no bolso, retirei a memória RAM removida da placa e pus de volta, simultaneamente, com um sorriso em mim– pode dar-me licença? Quero fazer uns ajustes!
Ele demonstrou-se pálido e até tentou evitar timidamente com que eu mexesse, mas o PC é meu e eu faço o que eu quero! E essas foram minhas palavras tanto aqui quanto lá. Encaixei a memória, liguei e disse:
- Uau... estranho! Acho que a placa-mãe resolveu funcionar. Que repentino!
Ele emudeceu! Não foi capaz de falar p***a nenhuma, quero dizer, encontrou-se despido da dignidade de comunicar-se comigo diante da situação vergonhosa. Então roubei o pingo de dignidade que ele ainda tinha e disse:
- Tudo que você tiver mexido ou roubado de peça, devolva! Já que você não emitiu cupom fiscal, acabou de me enganar e deu o direito de eu denunciar isso aqui e fechar essa porcaria. E sim, gravei tudo, meu amigo. Acho que temos um acordo agora.
Ele ficou furioso, mas e daí? Humilhar era o mínimo. Ele me humilhou se aproveitando da minha falta de conhecimento. Acho que foi um movimento completamente adequado. Enfim, ele fez os ajustes e eu fui embora daquela pocilga. Tive que fazer esse teste em muitos estabelecimentos também, entretanto, tudo ocorreu bem e tive meu PC de volta. (Está aí a dica para não ser enganado)