Uma Causa

1428 Words
É o máximo que sei até agora, mas o que preciso saber? Como devo... Solucionar? Cara, é isso mesmo? Pior! Tenho uma semana pra resolver esse problemão. Muito esquisito da minha parte pensar em salvar ela? Isso acontecer é mais adequado? É doentio pensar em simplesmente deixar acontecer? Não... Não vou deixar esse mundo ter mais essa conquista. Isso é um protesto contra toda maldade que existe aqui, é a revolução dos bichos! Enquanto estive pedalando, pensei em todas as formas de me reaproximar e retratar. Ela só precisa de alguém que pelo menos demonstre se importar, que escute e diga coisas gentis? Não vejo dizendo nada mais que o essencial. Então posso dizer que o que farei agora é essencialmente revolucionário? Que coisa! Quando cheguei no trabalho, peguei o meu celular e procurei pelo número de Marcela. Ao encontrar, pensei em todas as 1 mil de palavras que podia escrever. Honestamente, 1 mil é um número simbólico para tanta coisa que penso, mas tudo envolta do consenso de: Marcela não tinha que perder por causa de gente como essas. Tá, nunca estive tão ansioso para uma situação assim, reconheço isso, e acho que pode ser mais apropriado falar pessoalmente com ela, né? Vai saber... Assim que deu o horário, fui a escola o mais rápido possível. Cheguei lá ensopado de suor, mas acho isso resolvo na hora. Sempre trago toalha para tomar banho lá, pois há dias que parece que moro no sol, sério. Há quem diga que esse m***a não tá esquentando mais, quero dizer, e ainda existe negacionista em meio a tantas evidências. FOCO, p***a! MARCELA! Ao chegar, procurei por Marcela antes que a aula começasse em todos os locais que faz o estilo dela, mas não consegui encontrá-la. Tive medo que ela não tivesse vindo, então só pude voltar pra sala de aula e aguardar ansiosamente ela aparecer. f**a que o pior aconteceu: ela não veio. m***a, Marcela, me ajude a ajudar-lhe! Como posso contornar isso agora? Mensagem? É o que resta. No meio da aula, peguei o meu celular e pensei como falar com ela. Vamos começar com o básico, né? Então digitei com todo carinho, algo extremamente elaborado que permitisse o nosso contacto e uma conversa fluida, sem pausas: "Oi". Tá me criticando, né? Duvido que faça melhor do que eu numas circunstâncias dessas. A aula passava e só escutava barulho desse povo, barulho do professor, e tudo parecia mais alto! E então, após uma longa demora, chegou uma notificação: a mensagem dela! Ela agiu melhor do que eu esperava, tipo... Um "oi", uma visualização apenas? Um... "Que foi?" Sei lá, ela agiu diferente mesmo no meio de todo caos que ela desabafou naquele dia enquanto jogava, mesmo após eu ter dito aquilo. Ela disse "Oiiiiiiiiiiiii", perguntou se eu estava BEM (não p***a), e se aula estava tão chata assim pra eu lembrar dela do nada... Seguido com alguns "kkkkk". Se você soubesse como estou, não estaria rindo nem fudendo, mas tudo bem. Você não tem culpa de não saber nem se comi hoje, então ok. Eu saí da aula e fui a uma pequena praça? Sei lá, mas ficava dentro da escola e podia descansar lá e pensar sem essa barulheira toda. Agora dava pensar como responder direito e pensar no que falar, então respondi: "Sim, estou bem, só achei incomum você faltar. Geralmente você vem pra ficar me perturbando com as pessoas te perturbando que poderiam sei lá... Ir embora se falasse isso". Caralho... Enviei isso mesmo, mas tá, é... Posso apag... Ela viu, bom, é isso. Tá digitando! p**a m***a, vamos esperar. Ela respondeu "kkkkk, você é tão amoroso. Se o mundo fosse como você, tenho medo de como seria. Muito fofo como demonstra sentir falta das coisas, mas um 'saudade' ia ficar mais interessante". Ela pode tá certa, mas não. Continuando, respondi: - É... Tanto faz, na verdade. Professor passou coisa importante. Aula de filosofia sempre despertava interesse em você, né? Os debates têm a sua cara! Caiu e quebrou a perna? - Mais ou menos, só quis ficar em casa. Entre o mau e pior, melhor ficar com o mau. Pelo menos tenho quarto e porta, kkkkkk. - Entendi. - É... - Cara, preciso da sua ajuda (cara, não acredito). A minha mãe ficará um pouco mais tarde no trabalho, tipo, e quer que eu fique cuidado dele. Não levo jeito com isso, não tenho paciência, mas acho que você pode facilitar o trabalho. EU JURO QUE TE PAGO! - Cara, sério? Não precisa pagar, será um prazer. A sua mãe é um amor e por ela até estendo a minha língua para ela pisar. Mas é agora? - Quando eu chegar em casa, beleza? Mando mensagem e você vem. Insisto que aceite o dinheiro. - Cara, deixa de coisa. Guarda esse dinheiro. - Tá bom, vou comprar lanche então e f**a-se. - kkkkkkkkk, tá bom, tá bom. Não posso fazer um cabeça dura como você mudar de ideia mesmo. Tá... Será que posso ter resolvido a situação? Ainda tenho uma semana para colocar a conversa em dia, entender o que tá acontecendo e "cortar os fios certos", tipo uma bomba, entenderam? Ou... A quantidade certa de sal. Que seja. Fiz o que devia, e hoje estava mais apático que o comum, apenas aguardando que chegasse a hora de sair. Mas como assim... Por que essa situação estava me afetando tanto? Por que estou tão preocupado e permitindo afetar toda minha rotina? Só sou um mero protestante desse mundo podre, e isso faz parte da minha indignação de como encaro toda essa m***a. Marcela representa algo muito maior do que ser só um benfeitor. Ao retornar para minha bela e linda casinha, a minha mãe ficou muito surpresa de eu voltar muito antes. Com certeza não deixaria esse momento passar para fazer festa só porque fiz algo que ela quis. Melhor, algo que ela precisava, mas independentemente de eu estar ali, ainda iríamos resolver isso. Enfim, ela fez uma cara de espanto, colocando a mão sobre o peito, agindo como se estivesse completamente espantada e disse: - Artur, você está doente, meu querido filho? - logo, se aproximara para verificar a minha temperatura com a mão - Consegui alguém para cuidar do Francisco, mãe. Lembra da Marcela? - perguntei enquanto tirava mãe dela da minha testa e caminha às pressas para trocar de roupa. Dessa vez, ela fez uma cara ainda mais espantada e perguntou: Desculpem-me, senhoras e senhoras, mas não entendi porque estava no quarto. Só escutei alguns murmúrios dela falando, mas deve ter sido "Marcela vem aqui?". Enfim, saí do quarto e fui até ela e perguntei: - O que você tinha dito? Tinha que trocar aquela roupa. - Você tá saindo com uma garota? Quem é a doida? - disse enquanto ria, e pasma. - Não enche, não tem nada a ver. Marcela parecia tá precisando espairecer. Lembra como ela gostava de vim aqui? - Ah, filho... Faz muito tempo, as coisas mudam, as pessoas mudam! - Não me diga, mas quero dizer que sempre brincávamos e você era a melhor titia. Lembra? - Como esquecer, não é? - retrucou enquanto sorria -, mas tudo ficou diferente. Não falo mais com os pais dela, não sei mais como estão, nem como ela está. Você reencontrar ela é até engraçado, né? Depois de todo esse tempo. - É a escola mais perto do nosso bairro - respondi de forma seca, a fim de tirar essa ideia de coincidência. Até porque isso não existe, assim como não há propósitos, mas causas que geram resultados um tanto... Inusitados? Enfim. Ela recrutou enquanto cruzava os braços indignada. - Você é incrivelmente chato, não consigo imaginar você sendo legal com ninguém. Acho que sou sua amiga mais próxima, né? Mas olha, achei muito legal você conseguir lembrar dela e ajudar. É difícil você comprometer-se assim com algo. Sério! - Entendi. Bom, avisarei que ela pode vim, se estiver tudo bem. - Sim, sim, filho. Fiz bolo! Não esqueça de dar comida ao Francisco! - Ah, pode deixar... - É sério! Ficarei muito brava. - Já disse que pode deixar comigo, mãe. Relaxa. Avisei a Marcela que podia vir faz tempo, assim que saí da escola, na verdade. Entretanto, ainda não recebi a sua resposta. Ela visualizou, mas não respondeu. Cara... Isso deixa-me aflito, p***a! Será que não vai funcionar? Aconteceu algum imprevisto? Se isso acontecer, praticamente estará evidente que esse jogo está no nível very hard. Após ter essa m***a de sequências de surtos de indagação ela respondeu finalmente.
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