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Entre o Amor e a Dor (A Descoberta do Amor)

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Álvaro entrou pela porta e antes que dissesse algo, Athos já estava avançando sobre ele, na tentativa de esmurrá-lo sem prévio aviso.

— Socorro. Socorro! — Hillary volta correndo de onde veio.

Despertei do estado de transe e corri até eles. Me joguei sobre as costas de Athos e tentei sem êxito puxá-lo de cima de Al, que por sua vez, tentava segurar as mãos do Rock Balboa descontrolado, sem entender por que estava sendo agredido.

— ATHOS! — Desviou o rosto de outro soco. — PARE. p***a! VOCÊ VAI MACHUCAR A MÃE DO SEU FILHO!

A frase do deus Nórdico teve efeito instantâneo aos ouvidos do seu agressor, que recuou de imediato. Álvaro nocauteou Athos sem desferir qualquer golpe.

— Eu não tenho filhos! — Athos ofegou e então respirou fundo, buscando algum fôlego. — Pelo menos não com ela!

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CAPÍTULO 1
“Qualquer um que tomasse o seu lugar seria um substituto fraco. Amo você, com um amor tão grande que simplesmente não pode continuar crescendo no coração, precisa saltar para fora e se revelar em toda magnitude.” — Anne Frank O apartamento estava silencioso, as persianas da sala estavam abertas, deixando a luz do sol iluminar todo o seu interior. Alguém já deve estar em pé! Espiei pela porta do escritório, Álvaro digitava ferozmente concentrado no que fazia. — Trabalhando logo cedo? — Acabei o assustando. — Trabalhando ainda... — Sua resposta é vaga e seca. — Você virou a noite? É algum projeto novo? — Me aproximei, apoiando-me no encosto de sua cadeira, para ver melhor o que ele desenvolvia. — Na verdade, não é nada demais! — só então ele me olhou e eu notei quão grande estavam suas olheiras — eu apenas percebi que passaria a noite em claro te esperando, resolvi aproveitar o tempo e... acabei adiantando o trabalho de quase uma semana inteira! — Seu sorriso amarelo denuncia a falsa mansidão. — Por que não me ligou? Isso te pouparia uma noite perdida. — Respondi indiferente. — Para quê? Para você mentir e dizer que estava estudando? Não ligo que ele tenha me flagrado em uma mentira. Todos mentem para o meu bem, para me "proteger". Logo, eu também posso fazer isso em meu favor! — Então somos dois perfeitos mentirosos! — É a verdade que você quer, querido amigo? Aproximei-me para vê-lo melhor — sim, é isso que somos. Você sabia de tudo. Sabia de todos os planos de Athos e não me contou nada. Nem uma palavra sequer... — acusei. Álvaro não mudou a expressão. Pior, continuou impassível. — E o que mudaria se eu te dissesse alguma coisa? — Seu olhar me atravessou como estaca de gelo — você acha que Athos mudaria de ideia se eu te contasse? Diga-me Esther, depois de tudo que sofreu, depois de todos os dias difíceis que tivemos, mudaria algo nisso se eu te dissesse qualquer coisa do que Diógenes havia me contado? — A voz dele era fria. Crua. Engoli saliva. Al realmente mudou demais e só naquele momento eu estava percebendo. — Não. — Minha voz saiu como um fio ligeiro e fraco — não iria mudar ou diminuir meu sofrimento! — Doeu concordar com ele. — Foi o que imaginei! — Ele voltou a trabalhar em seu notebook. — Mas isto muda muita coisa entre você e eu! — Foi impossível esconder minha magoa. Meu melhor amigo nem mesmo levantou os olhos para fingir que foi atingido com o que eu disse. Esses homens da minha vida vão aprender na marra a aceitar que agora eu tomo minhas decisões. Segurei as lágrimas e entrei no corredor para os quartos, cruzei com Hillie que vestia apenas uma camiseta velha de Al. Ela bocejava, levantando os braços para se espreguiçar, deixando a calcinha pink minúscula a mostra, assim como mais uma de suas muitas tatuagens. — Você já está de saída? — Perguntou, confusa. Ela ainda está dormindo. Certeza! — Acabei de chegar! — Não me dei ao trabalho de parar para dar maiores detalhes. Não estava a fim de conversa. Conversei uma tarde e uma noite inteira. Precisaria de no mínimo, uma semana para digerir tantas revelações. Hillary forçou para abrir os olhos e me examinar, mas me apressei em entrar no quarto antes que ela despertasse. — Mas... Chegando de onde? Ignorei sua pergunta. — Deixa ela, Hillie! — A voz de Álvaro ecoou pelo corredor. Bati a porta, no melhor estilo adolescente que acaba de levar uma bronca dos pais. **** Fucei minhas gavetas e encontrei meu antigo celular enrolado em algumas camisetas. Pobrezinho. Ficou abandonado aqui desde que voltei da Capital! Para não receber ligações ou evitar qualquer contato com o mundo exterior eu preferi arrancar o chip e a bateria. Hora de reativa-lo! Remontei o celular e o coloquei para carregar, liguei o IPod e deixei Ozzy cantar a todos pulmões. Vasculhei o guarda-roupas e peguei algumas peças básicas, enfiei na mochila junto com as roupas sujas, não me importei em separar. — Onde você vai? — Al entrou no quarto. — Poderia bater na porta pelo menos? — Agora temos esse tipo de formalidades por aqui? — Ele encostou na parede — vai começar a trancar a porta também? Pensei em retrucar, mas desisti. Continuei a recolher minhas coisas. — Está me dando um gelo? Muito maduro para quem está querendo ser tratada como adulta! Ele está certo, Esther! — Eu vou para a casa da minha mãe... Respondi sem dar muita importância a presença dele, afinal, ele fez exatamente o mesmo comigo pouco minutos antes. Álvaro desligou o som e nos encaramos. — Não fique feliz. — Disse olhando duramente em seus olhos. — Só estou com saudades. Vou passar o final de semana com ela e dar uma força com as coisas da Olga! — Ainda segurando nossa troca de olhares, religuei o som e então desviei o olhar, voltando a arrumar minhas coisas. — Que bom... isto me traz grande alívio. Alívio? — Achou que eu iria ir embora? — Procurei uma sapatilha embaixo da cama. — Não mesmo! Você me convidou pra ficar... agora terá que me engolir. — O olhei mais serena, infelizmente não consigo sentir raiva dele por tanto tempo quanto gostaria. — E morar com minha mãe nessa altura do campeonato, realmente não rola! — Poderia dizer que não me deixaria porque iria sentir muito a minha falta... — ele sorriu desfazendo a feição dura, finalmente quebrando totalmente o clima pesado entre nós. Levantei do chão e o surpreendi com um abraço. — Por favor não me esconda mais nada, combinado? — Pedi. — Só se você fizer o mesmo! — Ele me apertou em seus braços. — Eu juro! — Fecho os olhos e suspirei. Esse cara fez e faz tanto por mim. Não é justo descontar minha ira nele! — Você tem crescido tanto, tanto... — afastou-se o suficiente para me observar — às vezes esqueço que não é mais meu moleque seboso! ­­— Já próximo de mim, bagunçou meus cabelos. Fiz uma careta repreensiva, mas não durou mais que alguns segundos. Rimos. Álvaro me ajudou a terminar de arrumar minha mochila. — Quer que eu te deixe lá? — Não. Não vou incomodar você. — Relaxa. Hillie vai almoçar com uma potencial cliente e parece que essa mesma mulher precisará de um modelo para a sua campanha... podemos deixar você na casa da sra. Reimann. É caminho! — Hummm... que casal promissor! Então você vai voltar a fazer fotos de cuecas? — Dei um tapinha em seu ombro. — Talvez... — Ele revirou os olhos. — Tudo bem! — Coloquei minha mochila nas costas. — Vamos, sr. Cueca de Outdoor! **** No meio do caminho decido fazer uma surpresa e peço que Al e Hillie que me deixem na cafeteria. Hoje é sábado, o movimento deve estar pesado. Mamãe já está com a barriga bem saliente e começando a pesar, vai ficar feliz em me ver. Entro correndo e acabo assustando dona Margarida que quase derruba uma bandeja de churros. — Jesus, Maria e José, menina... você parece um furação! Ela reclama, mas eu não paro para responde-la, apenas roubo um de seus churros e enfio na boca, correndo para a o escritório nos fundos. Já me chamaram disso! Sorrio por dentro. — Madrecita! — Entro sem bater. — Filha! — Feliz e com certa dificuldade, mamãe se levanta da poltrona ao lado de sua mesa de trabalho. Eu quase engasto com o churro ao perceber que ao tentar fazer uma surpresa, acabei surpreendida. — Olá Esther! — Athos balança a cadeira da dona Lourdes, para frente e para trás, mordiscando a ponta de um lápis. Ele está sentado à mesa, no lugar de minha mãe, como se fosse um rei imponente! — O que ele está fazendo aqui? — Fecho a cara. — Como assim, menina? Ele é o dono deste lugar! — Ela acaricia a barriga. — Dono não, Lourdes! — Ele a corrige. — Sócio, apenas! O Dono do Mundo levanta-se e sai de trás da mesa. Ele está especialmente lindo hoje, seu cabelo ainda molhado, está mais curto e acabou diminuindo muito de seus cachos. Deve ser o corte europeu! Mas isso não tira a beleza de seus cabelos... pelo contrário, seu rosto parece mais... selvagem. Diferente do habitual, ele veste uma camisa de lã e manga cumprida na cor creme, calça jeans escuras justa nas pernas, deixando os músculos salientes das coxas a mostras e botas marrom escuro. Está vestido para m***r! — Estamos revendo algumas contas... — mamãe parecia se justificar por ter sido pega no pulo. — Você sabe, logo sua irmãzinha chega e eu ficarei um tempo afastada... precisamos nos organizar! — Mas do jeito que tem feito tudo, certamente não teremos com o que nos preocuparmos! — O deus Grego sendo o velho sedutor de sempre — sabe querida Lourdes, eu lhe devo os parabéns. — Ela piscou para ele, orgulhosa de seu feito e faceira com o elogio, enquanto eu não consegui evitar revirar os olhos. — De fato o tato administrativo é algo nato nas mulheres desta família. Ontem nossa jovem Esther foi selecionada como líder de equipe dos estagiários no escritório, tudo graças a um método de organização das contas dos nossos clientes, que ela criou. Vejo agora de onde ela roubou inspiração. — Passou o braço sobre os ombros de minha mãe, cheio de i********e auto adquirida. Ela se derrete abrindo um largo sorriso. Sedutor barato! — Desculpe atrapalhar vocês, eu não imaginava que estavam reunidos, melhor voltar outra hora... — Não vá, filha. — Mamãe olhou para Athos que assentiu. Desde quando precisamos de sua autorização? — Já estamos terminando aqui, por favor fique. — Seus olhinhos cor do mar imploraram — gostaria de almoçar com você. — Mãe, eu posso esperar lá na frente. Sem pressa. — Tranquilizei. — Vim para ficar, vou passar o final de semana com a senhora! Pela primeira vez desde que cheguei olhei direto nos olhos de Athos. Ele parece bem confortável com a situação. — Não há "nada" que me faça arredar o pé daqui sem antes provar suas delícias! — Aproximei-me deles e deixei um demorado beijo no rosto da minha linda e redonda dona Lourdes. **** Infelizmente não consegui encontrar Pê, era sua folga, então aproveitei para bater papo com dona Margarida e dona Lupe, elas estavam empenhadas em me engordar de toda forma. Fizeram-me provar todas as delícias da confeitaria. Todas mesmo! Uma a uma. Para fugir das duas mulheres desenfreadas, prendi o cabelo e coloquei uma redinha sobre o curto r**o de cavalo, amarrei um avental na cintura e peguei uma bandeja. Dei uma rápida estudada no cardápio. Nada de muito diferente do que já estava acostumada, afinal, grande parte do que tem aqui, eu mesma ajudava a minha mãe fazer quando ainda usávamos a cozinha dela para produzir suas encomendas. Hora de desenferrujar! Atendi duas mesas e pedi para que dona Lupe preparasse uma rosquinha com recheio de doce de leite para que eu entregasse na terceira mesa, assim que terminasse de recolher algumas bandejas. — Dona Lupe, onde está meu último ped... — Essas rosquinhas me fazem perder a cabeça... — Athos lambeu os dedos, o canto de sua boca ainda tinha um pouco de açúcar para confeitos. — Assim como tudo o que a Lourdes faz! — Passou lentamente a língua no local onde restava a prova de seu crime, limpando o último vestígio do açúcar. — Você não vai me provocar! — Deslizei para o lado de dentro do balcão e preparei o recheio de outra rosquinha. — Essa parece estar bem recheada! — Ele sorriu descaradamente. Não lhe dei ouvidos, entreguei o pedido ao cliente e fui para outra mesa. Athos continuava atrás do balcão, me observando. Isso aí querido. Apenas observe! **** O movimento, como de costume, aumentou consideravelmente próximo ao horário do almoço. Madrecita e eu nos desdobramos com o atendimento das mesas. Somos feras nisto! Dona Margarida tomou conta da cozinha e dona Lupe estava responsável pela preparação das bebidas e reposição dos salgados e doces. Athos, obviamente também quis mostrar trabalho, então se candidatou a cuidar do caixa. De dinheiro ele entende! Minha mãe começou a aparentar cansaço, embora quisesse demonstrar o contrário todas as vezes que nos cruzávamos pelo salão. — Mãe, você está bem? — Perguntei a ela no corredor entre o salão que vai para a cozinha. — Estou ótima, meu amor. — Apoiou as duas mãos na cintura, esticando a coluna. — Estou feliz por tê-la aqui comigo hoje! — Eu também. — Sorri e acariciei sua barriga. — Mas seus pés estão enormes. Está na hora de dar uma descansadinha, madrecita. — Pés inchados fazem parte da gravidez, sentada ou trabalhando eles sempre vão ficar enormes! — Era sua vez de acariciar meu rosto. — Um dia você vai entender o que eu digo! — Deslizou suas mãos sedosas por minhas bochechas. — Espero que este dia esteja bem longe! — Não tenho talento com pessoas, quem dirá com crianças! — Esther está certa, Lourdes. — O intruso, como sempre se metendo onde não é chamado. — Não... não sobre as crianças. Bom, não precisa demorar tanto, mas também não precisa ser para amanhã... — Do que você está falando, cara? — Franzi a testa. — Estou falando sobre essa linda gravidinha aqui ir colocar as perninhas para cima um pouco... — ele empurra minha mãe para o escritório. — Vamos descansar, que a minha cunhadinha não pode correr o risco de vir ao mundo estressada igual a irmã mais velha! — Me olhou por cima dos ombros, soltando uma piscadela. Eu apenas os observei, inexpressiva. Inacreditável! — Vocês precisam se resolver... agora que tudo está bem... — minha mãe resmunga enquanto somem no final do corredor. — É mole isto? — Comento com dona Lupe, que acaba de chegar ao meu lado, apontando na direção onde os dois iam. Ela deu de ombros e sorrindo voltou para o que estava fazendo. **** Athos deixou o caixa e veio me ajudar com as mesas, não preciso mencionar o desastre que este homem é atendendo clientes: trocou pedidos, entregou coisas a mais e as vezes faltando. No entanto, não surpreendentemente ele ainda conseguiu fazer sucesso com as mulheres, o filho de uma boa mãe ainda arrecadou boas gorjetas e para se vangloriar, passava por mim fazendo questão de contar as notas ou se abanando com elas. Galanteadorzinho de m***a! Ele jogou todo seu charme sobre as clientes, elogiou cabelo, unhas e até foi um pouco atirado com as mais velhas. Elas nem se davam conta de que consumiam algo diferente do que pediam. Tive que tira-lo de uma mesa praticamente pelo colarinho. — Sr. Athos, estamos precisando do senhor na cozinha! — Chamei entre os dentes enquanto forjava um sorriso. — Mas eu não entendo nada de cozinha! — Respondeu e voltou a falar com a senhora a sua frente. — As rosquinhas estão pegando fogo! — Puxei sua camisa. — Com licença belas damas, aproveitem bem esses deliciosos bolos feitos pelas mãos de fada da minha sócia. Elas se derreteram! Mulheres! Ele, levantou-se contrariado e me questionando. — Mas o que é? Não vê que estou no meio de um negócio? — Passou as mãos vaidosamente pelos cabelos. — Aqui não é sua sala de reunião. — Refresquei sua memória. — Nem local para pôr seus “talentos” em prática! Se for ajudar, concentre-se apenas em servir as mesas corretamente! — Está com ciúmes, dona Flor? — Acho que ele está tentando segurar um sorriso... Não me dei ao trabalho de responde-lo e fui atender os novos clientes que acabaram de chegar. — Gabriel? — O estagiário da Gonzalez Advogados sentou-se com outro rapaz. — Olá Esther! — Ele pareceu bem surpreso em me encontrar por aqui. — Você por um acaso... — Oh, não... não! — Pela expressão, entendi o que ele quis dizer — não vou sair do escritório. Na verdade, aqui é a confeitaria da minha mãe. Estou apenas dando uma mãozinha! — Ah! — Expressão de alívio. — Achei que fosse perder uma colega de trabalho, nem mesmo tivemos tempo de trocar contato... — Bom, não se preocupe com isso, segunda estarei lá! — Desconversei. — Aqui estão os cardápios, fiquem à vontade, me chamem quando escolherem! — Estendi os cardápios a cada um. — Ei Biel, não vai me apresentar a amiga? — O rapaz moreno, cutucou o amigo ao pegar o cardápio da minha mão. — Mas é claro! — Orgulhoso, se levantou. — Essa é Esther, a estagiária de quem te falei. — Senti um olhar cúmplice sendo trocado entre os dois. — Esther, esse é Marcos, meu amigo de faculdade. O tal Marcos também se colocou em pé e me estendeu a mão. Pega de repente, recebi um beijo no rosto. — Devagar amigo. — Gabriel fez careta para o colega. — Está com ciúmes? — Marcos riu debochado. — Gente, preciso atender outras mesas... — não estava a fim de presenciar essa rinha de meninos recém-saídos da puberdade. — Ei, Esther. — Gabriel insistiu. — Sinto pelo que aconteceu ontem... — ele falava sobre termos sido flagrados por Dio. — Ah, aquilo não foi nada... esqueça! — Bem, mas como não estamos no escritório, não há problema em perguntar se estará livre hoje à noite, não é mesmo? — As bochechas dele estavam rosadas muito mais que o costume. Meninos! Percebi a presença de Athos que estava anotando um pedido de uma mesa poucos metros de mim. O cliente falava, mas tenho certeza que os ouvidos dele estavam em minha mesa. m***a! Se ele ouvir essa conversa, vai me causar sérios problemas. Mas ele não se preocupou com o fato de eu me incomodar com seus galanteios para cima da clientela, pelo contrário, estava se divertindo as minhas custas. Foda-se, Athos!

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