Engoli o bolo ácido que fechava a minha garganta, cravando as unhas na palma das mãos com tanta força que senti a pele fina quase rasgar, ameaçando sangrar ali mesmo, no meio do tapete felpudo. As lágrimas queimaram impiedosamente atrás dos meus olhos, uma pressão dolorosa e quente, mas eu não deixei que absolutamente nenhuma caísse. Não na frente dele. Não para alimentar aquele sadismo doentio que brilhava na escuridão das íris dele. — Sim, senhor — a minha voz saiu em um sussurro submisso, completamente quebrado e desprovido de qualquer dignidade. Leonardo não esboçou a menor reação de pena ou remorso. Ele apenas me deu as costas, o tecido escuro e impecável da camisa esticando sobre os ombros absurdamente largos e os braços fortes, exalando aquele poder predatório, letal e intocável d

