Ele desmoronou completamente. O homem que, até poucos minutos atrás, se julgava o imperador intocável do submundo daquela rua fétida e decadente, reduziu-se a um verme patético, rastejando de joelhos no próprio mijo, na própria urina e no sangue quente que manchava as tábuas do piso, a choramingar e a implorar por migalhas de uma misericórdia que eu simplesmente não possuía. — Piedade, senhor! Pelo amor de Deus, tem piedade de mim, eu suplico! — Silas soluçava histericamente, com a voz completamente rasgada pela agonia lancinante da mão destroçada, o rosto colado ao chão imundo e grudento da boate. O sangue escuro continuava a escorrer livremente dos dedos esmagados, misturando-se à imundície daquele salão. — Eu sou só um fodido! Eu juro que não sabia quem a garota era! Eu tenho família,

