NARRAÇÃO LEONARDO O metal gélido e implacável do cano da minha Glock, cravado com pressão contra a testa suada de Silas, parecia ter sugado num único segundo a última gota de sangue do rosto daquele infeliz. O c*****o tremia de forma tão patética, descontrolada e convulsiva que os dentes amarelados batiam uns nos outros num estalido ruidoso. O silêncio sepulcral que dominava o interior da boate só era cortado pela respiração ofegante, sufocada e em pânico da escória alinhada de barriga para o chão sob a mira laser dos fuzis de assalto da minha equipa, além do som monótono e pesado da tempestade torrencial a castigar as telhas de zinco lá fora. Eu mantive a compostura intacta, sem pestanejar. Mantive o dedo milimetricamente posicionado e roçando levemente o gatilho, plenamente consciente

