As palavras dele caíram sobre a madeira escura da mesa de mogno escuro como pesados blocos de chumbo maciço, afundando direto no meu estômago e esmagando o que restava do meu fôlego. Oficialmente grávida do meu filho. Hoje. Em questão de poucas horas, o meu corpo deixaria de ser meu por completo, violado pela ciência e pela ambição desmedida de um homem que só enxergava cifrões e linhagem. O meu útero seria invadido por tubos estéreis, agulhas frias e a biologia calculista de um laboratório corporativo de ponta. O sangue simplesmente congelou nas minhas veias, transformando-se em gelo. Aquele homem de pé logo à minha frente uma figura imponente, dominante, intimidadora e letal, com a camisa escura sob o terno perfeitamente cortado moldando os ombros absurdamente largos e os braços grossos

