Capitulo 4

5000 Words
Dias atuais... Edu Ela voltou. Para o país, para a cidade, para mim. Ela voltou. E sua língua estava mais afiada do que nunca e seu coração mais duro que diamante. A diaba continuava linda como uma manhã gloriosa de primavera, e caminhava com a confiança de uma rainha, ela se tornou mulher, uma mulher bem-sucedida e independente. Observei sua silhueta delgada e voluptuosa, ciente de que ela não veria meus olhos percorrendo as pernas bronzeadas e destacadas por conta daquela sainha infernal que quase mostrava sua b***a, a blusa de mangas caídas que deixava seus ombros lindos á mostra, comprida o bastante para cobrir o umbigo, mas curta o suficiente para deixar uma faixa de pele espreitando, destacando aquele caminho do pecado formados de pelinhos ainda descoloridos na barriga chapada. O cabelo preto encaracolado batia na cintura, volumoso e cheio de cachos exuberantes, eles ainda me lembravam um monte de macarrões parafuso, as bochechas levemente proeminentes, os olhos escuros e inteligentes ainda eram penetrantes como punhais de gelo e magnéticos como um ímã. O sorriso de moleca ainda estava lá, espreitando, o conjunto todo era de tirar o folêgo, podia apostar que aquele corpinho quente ainda se encaixava perfeitamente em mim, ela ainda se arrepiaria se a puxasse pela nuca e a beijasse? Pelo que vi hoje, tinha tudo pra acreditar que sim. Laura não mudou muito, ou melhor, mudou o suficiente. O estilo era o mesmo, apenas um pouco mais elegante, mas ainda despojado, o corpo estava diferente, mais definido, maduro e suculento. Minha boca secou e senti minha calça se tornar repentinamente apertada. Pisquei voltando a realidade, ainda estava parado em frente ao bar observando-a sumir ao virar na avenida que a levaria ao conjunto de apartamentos em cima da padaria. -Parece que não sou o único que levei um pé na b***a. Olhei para o lado vendo Arthur me observando com um meio sorriso. -Suas piadas sobre v*****s não encantaram a melhor ginecologista da cidade? Surpreendente. -Já te disseram que seu sarcasmo é um tanto quanto c***l? -Jura? Te magoei, bebezão? Ele se aproximou tentando me socar e gargalhei ao prendê-lo facilmente com uma chave de braço, ele era o mais baixo da turma, quer dizer, tão baixo quanto um cara de 1,85 m pode ser considerado, mas era o menor entre nós quatro, o que consequentemente o transformou no mascote da turma. -Onde estão os caras? -Pedi pra eles darem um perdido, enquanto a doutora chutava minha b***a. -Que fofo, é por isso que vive atrás dela? -Falou o cara que foi estrangulado pelas bolas, e pela namoradinha do colégio! -Aquilo é praticamente uma preliminar pra gente, babaca. -É um masoquista mesmo! Aquela menina ainda é capaz de decepar suas preciosidades e pendurar no pescoço como se fosse um colar de diamantes... -ele me olhou de esguelha ficando sério de repente. -Mas parece que tu gosta disso, não é? -Tão enxerido, pequeno Romeu apaixonado. -rebati cortando o assunto e o puxei para dentro. -Vamos cortar alguns galetos, teremos casa cheia amanhã. -Cara, sabe que odeio isso. Fico impregnado com cheiro de frango! -Vem, mauricinho! (...) Deveria tê-la beijado. Mas não... fiquei apenas assistindo ela me massacrar mais uma vez, ela estava nervosa, p**a da vida e excitada. Exatamente como ficava dez anos atrás, era como se o tempo não tivesse passado para nós. Eu deveria tê-la encurralado do jeito que ela gosta e beijado aquela boca atrevida. Com força. Mas me deixei levar pela raiva, a ofendi. Merda, como pude dizer tanta porcaria, eu a chamei de cretina? Puta que pariu. Ela me tirava do sério. E, não. Ela não foi apenas uma transa gostosa, ela foi o c*****o da melhor transa da minha vida. E tive muito disso, com mulheres demais para falar a verdade, e afirmo com toda certeza de que isso entre nós não é normal, o magnetismo, o t***o que me faz ficar duro apenas de senti-la por perto. Que droga, maldita mulher! Batia a machadinha com violência, acertando com precisão cirúrgica a articulação, já tinha perdido a conta de quantos frangos havia cortado, Arthur ficou encarregado de preparar o tempero, tenho certeza de que estavamos abastecidos para as porções de amanhã, mas continuei cortando até que senti a tábua de madeira rachar sob meu golpe. -Vai com calma aí, seu troglodita! O pobre frango não tem culpa se não vai trepar hoje! -E quem disse que não? -Olha, a Laurinha fechou as pernas com um cadeado de aço hoje. -Não tem só ela de mulher nessa cidade. –joguei a machadinha na pia e os restos da tábua no lixo. – e advinha? Posso ter qualquer uma. -Poder não é querer. – uma outra voz rebateu e desamarrei o avental bruscamente. -É isso que está te irritando? Gabriel perguntou e pude ouvir o divertimento em sua voz, ele estava na porta da cozinha do bar, completamente ridiculo com uma touca descartável na cabeça, mas regras eram regras, e elas eram seguidas á risca na minha cozinha, eu não queria cabelos na minha comida, mas foi o sorrisinho convencido dele que me irritou. -Pareço irritado pra você? Não esperei sua resposta e fui em direção ao vestiário, joguei o avental no cesto com um arremesso certeiro, ele me seguiu e ficou me encarando enquanto lavava o rosto na pia do banheiro. -Estou bem, p***a. -A tábua discorda. Arthur gargalhou da cozinha enquanto mergulhava os últimos pedaços de frango no molho, uma receita que havia nos feito ganhar a fama de melhor frango frito da cidade, e uma preferência muito oportuna para dar um empurrão no nosso bar. O expediente já havia acabado, os funcionários estavam quase terminando de limpar a cozinha. -Ela chegou bem em casa? -perguntei em tom neutro, ele bufou e cruzou os braços. Eu não confiava naquela amiga dela atrás de um volante, nada contra mulheres que dirigem, mas ela havia acabado de comprar o primeiro carro e... -Você tem que parar de se importar com aquela filha da p**a. Olhei para Gabriel com raiva, ele era meu melhor amigo. Todos éramos amigos há muito tempo, mas havia um entendimento implícito entre eu e Biel que era inexplicável, e sabia que ele só estava tentando me proteger, mas fiquei irritado mesmo assim. -Olha como fala. -Você a chamou de cretina. -rebateu erguendo os braços. -Isso mesmo, ela. Não a mãe dela. -Muito bem, aquela p**a não merece respirar o mesmo ar que você. -Cuidado. -ameacei, ele fechou a cara e se endireitou. -Dez anos depois e tu ainda corre atrás dela como um cachorro que caiu do caminhão de mudança, se valorize cara! -Quando a sua vida for um exemplo, me lembrarei de te pedir conselhos. Afinal, você não teve o mesmo problema com aquela garota... como era mesmo o nome dela? -Karen! -Arthur berrou do corredor. Gabriel semicerrou os olhos, os ombros agora rígidos. Isso era golpe baixo, mas eu não o deixaria falar de Laura assim, independente do quanto a odiava, apenas eu podia falar assim com ela, ela era minha para atormentar e fazer o quiser, mas não permitiria que ninguém além de mim mexesse com ela. -Ela era gostosinha na escola, deve ter ficado ainda mais, não acha? Talvez ela goste de um ex-jogador endinheirado... Gabriel sabia das regras, jamais mexer no que pertence ao seu irmão. Mas tinha que colocar ele no seu lugar, e falar daquela garota era tirá-lo da sua zona de conforto. Todos brincávamos, nos divertíamos, mas erámos completamente independentes do dinheiro de nossos pais e nossos negócios eram todos entremeados. Biel era um excelente Relações Públicas, ele cuidou de minha imagem enquanto era jogador, pena que minha carreira não durou tanto quanto esperava, uma lesão no joelho havia me tirado dos gramados, e ele culpava Laura por isso. Eu também, até certa parte. Não foi Laura que causou a lesão, mas ela foi um fator que me levou aquilo, ou pelo menos um dos fatores. Ele ficou do meu lado durante toda a reabilitação, todos os meus amigos ficaram, mas ele se mudou para Barcelona, morou comigo, me levava para a fisioterapia, e aguentava meu m*l humor e isso me deixou instantaneamente com a consciência pesada. -Foi mal... eu só... -Você não a superou. -Isso está tão na cara? -perguntei desanimado. Ele bufou uma risada. -Está escrito na sua testa, em caixa alta neon. -exalei audivelmente. Ela havia chegado a menos de 24 horas e eu estava com os nervos à flor da pele. -Lembre-se de tudo que ela fez, como foi embora e partiu seu coração, nunca ligou. Ela nunca voltou. Lembre-se disso todas as vezes que sentir saudade e tiver vontade de ligar ou ir falar com ela. -É isso que tu faz? -Perguntei ao pegar as chaves do carro no armário. -Algo assim. -E funciona? -Na maior parte do tempo me impede de ligar pra um certo alguém. -E na menor parte? -Aí eu olho no histórico de chamadas e mensagens do meu celular. - E o que encontra? -Nada. O encarei com mais atenção. Eram palavras amarguradas para um cara de 28 anos, mas parece que éramos um bando de otários fodidos pelos rabos de saia que nos encantaram e nos foderam na adolescência. Não deveria ser o contrário? Que bosta. -Entendi. -assenti. Passei por ele dando um tapinha consolador no ombro. -Nos vemos amanhã no Shopping. -Eu fecho hoje! -Arthur disse distraidamente enquanto conversava com o gerente conferindo o caixa. Nos encaminhamos para fora. -Aonde vai? -Pra casa, preciso de uma bebida e de uma cama. Precisamente nessa ordem. -Vem cá. -ele me agarrou pelos ombros e me virou para direção onde seu carro estava estacionado, duas garotas estavam encostadas no SUV preto. -Olha só, tem um banquete na sua cara. As garotas riram, as observei por um momento, admirando as pernas, os cabelos, imaginado como seria fácil me embrenhar no lençóis com uma delas, talvez com as duas. Fácil e descomplicado. Sem passado, sem se fazer de dificil, elas saberiam o que espero delas e sabiam o que teriam de mim, mas de repente aquilo não era suficiente. As peles não eram do tom certo, os cabelos eram lisos demais, e elas não me olhavam como se quisessem arrancar minhas bolas e esganar meu pescoço. Não queria isso essa noite, não mais. Não depois de vê-la aqui, na minha cidade, no meu bar. Eu só queria uma mulher em minha cama, e nenhuma daquelas duas garotas se parecia com ela. -Você nunca será bom o suficiente. Ela é uma desgraçada gananciosa. -Gabriel comentou quebrando o silêncio. O encarei. -Nem se tivesse se tornado o camisa 10 do Barcelona, ainda assim, não teria sido o suficiente. O encarei, como ele sabia que estava pensando nela? -Você parece o meu pai falando. -comentei amargurado, dei de ombros me livrando de sua mão. -O cara que se diz meu amigo deveria me ajudar, não me empurrar mais para baixo. -Estou te ajudando a não se afundar ainda mais. Deveria f***r uma dessas garotas na frente dela, mostrar que não precisa dela, isso abaixaria aquele narizinho empinado. Laura do c*****o Macedo não está com essa bola toda. -Ela não é assim, e se eu fizesse algo parecido, seria capaz dela me roubar a garota e fodê-la na minha frente, só para me pôr no lugar. -Seria uma lição e tanto. -comentou sorrindo maliciosamente. -Seria, Laura é profunda demais para se importar com os rabos de saias que passam por minha cama. -Ela pode ser profunda, mas é ciumenta e possessiva, eu via como ela olhava pra você na escola. Quando pensava que ninguém estava vendo eu a observava. -seu olhar ficou contemplativo por um tempo, como se ele tivesse sido transportado de volta aqueles dias. Me perguntei quando ele havia começado a observá-la, Laura não era muito popular naquela época. -Ela não gosta que mexam com que é dela, cara. -Se eu a irritar demais, a peste vai me virar as costas, e ela não é do tipo que volta atrás. -Mas é um p*u mandado mesmo. -praguejou e me encarou irritado. -Acha que ela gosta de caras assim? Ela precisa de um homem, Edu. Um homem que a faça tremer na base, mulheres querem estar no controle, mas no fundo torcem para encontrar um cara que as permita ter apenas a ilusão de que estão no controle, elas querem ser fodidas grudadas em uma parede de vez em quando, e esse é um tipo de entrega superior, a que realmente importa e elas não se entregariam a alguém que não respeitam. E a Laura não te respeita. Ela não o acha respeitável. -O que acha que fiz todos esses anos, p***a? Sabe todo o trabalho duro? Fiz tudo por um motivo, agora somos donos de metade dessa cidade. -Ela não sabe disso. -rebateu. Fui em direção ao carro e sorri ao entrar. -Ela vai saber. Entrei na caminhonete e sai dali, fui em direção à avenida e pisei no acelerador, ansioso para chegar em casa. Coloquei o braço na porta enquanto esfregava o queixo. Ana Laura Macedo jamais se entregaria de bandeja a ninguém. Ela sabia o que merecia, e não aceitaria nada menos que isso, ela me odiava, mas e daí? Laura odiava praticamente o resto do mundo, ela estava me fazendo suar? Estava. Mas não teria graça se fosse fácil, certo? Sinceramente, eu não a respeitaria se ela facilitasse para mim. Me incomodava que a mulher que eu amo não gostava dos meus amigos? Sim. p***a e muito, já que os três estavam obcecados pelas únicas amigas que ela tinha, e para o azar de todos nós, uma delas era sua irmã. Ela surtaria, com certeza. Se farejasse que Bruno estava de olho em sua irmãzinha, que o bom Deus o protegesse, mas eu tinha de me resolver com ela primeiro pra poder livrar o r**o dele, sempre foi ela. Desde sempre. Mesmo enquanto era um garoto aprendendo a amarrar os cadarços, sempre gostei dela, sempre a busquei com o olhar. Os anos se passaram rápido, convenci meu pai a arrumar uma bolsa de estudos pra ela na mesma escola em que estudava, porque eu não queria ficar longe. Ela sempre teve potencial, mas eu não queria que ninguém se aproximasse, aos oito anos eu já amava aquela menina briguenta. Crescer esbarrando com ela nos corredores da padaria, depois frequentando a mesma escola, e depois a mesma sala quando repeti de ano, sentindo aquela presença quase opressora me atraindo, como um maldito imã. Ela cresceu, ficou bonita, mesmo que ninguém notasse. Mas quando ela botou corpo, e as roupas que antes eram grandes demais começaram a parecer justas, marcando as curvas e volumes, Diabos, ela havia ficado deliciosa. Os caras começaram a nota-la, tive muitas brigas e desentendimentos por causa disso, mas não demorou até que entendessem que ela era minha, e ninguém nessa p***a de cidade mexia com o que era meu. Aquela pentelha endiabrada, tinha uma boquinha suja e petulante. E eu amava isso nela, ver como se empertigava a cada vez que eu ficava por perto, e como seus olhos incendiavam pouco antes dela rebater qualquer ofensa, ela era quente, mas sabia dar um gelo como ninguém. Ela seria do tipo que colocaria Darcy no seu devido lugar, Sr. Knightley correria dela arrancando os cabelos, e o capitão Wentworth... até mesmo ele ficaria fascinado com a teimosia, selvageria e imponência de seu temperamento, mesmo que gostasse da meiguice tolerante de Anne Elliot. Mas ela também tinha um lado fofo, e a maioria das pessoas desconhecia esse fato. Era engraçado como mesmo sendo uma criança aventureira e uma atleta na escola, ela vivia tropeçando em batentes, em cadeiras e qualquer superfície com quinas, e era encantador o modo como ficava imersa em um livro ignorando tudo ao redor, ou como ela as vezes ficava compenetrada ao ouvir música olhando através de uma janela. E era realmente fascinante o modo como ela ficava linda quando sorria para a irmã e a avô enquanto ficavam na calçada de casa conversando no final da tarde de domingo, ela cuidava da familia mesmo sendo tão jovem, dava duro na escola, participava do time de handebol, fazia cursinho e escrevia. E ainda trabalhava nos finais de anos fazendo extra escondida na padaria, ou faxinando nosso apartamento para emergências no andar de cima, até mesmo em nossa casa principal quando a faxineira tinha algum problema, ou fazendo b***s de babá cuidando do filho de alguém, geralmente algum funcionário da padaria. Cedo demais ela havia perdido a adolescência para ganhar responsabilidades de um adulto, eu não entendia naquela época, mas entendo agora, entendo o desprezo que ela tinha por mim e meus amigos, a vida dela era dificil e a nossa era fácil demais, ela havia aprendido a contar consigo mesma e nós sempre tinhamos uns aos outros e nossos pais. Talvez Gabriel estivesse certo. Alguém que sobreviveu tanto tempo se virando sozinha, não precisaria de ninguém. Eu não a teria nos braços novamente, por que ela não precisava de mim, não mais. Manobrei o carro no estacionamento, desliguei o motor desanimado e subi as escadas, estava prestes a dar meia-volta e ir atrás de meus amigos quando a vi, sentada no guarda corpo da varanda, uma taça de vinho na mão, descalça e ainda usando a roupa em que a vi mais cedo, o rosto virado observando o céu, a lua estava imensa e amarela, havia me esquecido que ela tinha fascinação por lua cheia. Deveria ter oferecido uma carona, mas ela não teria aceitado, não aceitou nem o Drink que ofereci e nem era meu, foi o maldito garçom, eu teria um conversinha com o filho da p**a amanhã. Ela jamais aceitaria nada de mim, não me respeitava, e eu entendia. Ela se tornou incrivel, como sabia que seria, duas graduações, morava no exterior, e eu era só uma ex-atleta fracassado que havia montado um negócio na sua cidadezinha, como ela previu, acabei fazendo fortuna aqui, bem debaixo do nariz de meu pai e ela conquistou o mundo sozinha, com a cara e a coragem. Me aproximei silenciosamente e antes do que gostaria, ela detectou minha presença. -Três vezes. -disse absorta. Cheguei mais perto, vendo que ela já tinha matado a garrafa de vinho tinto que estava quase vazia, minha pitchulinha ainda era uma alambique. Ela finalmente virou o rosto e me encarou, franzi o cenho ao ver a interrogação em seu rosto, não sabia o que ela esperava. -Cheguei hoje, há quase 12 horas e já nos encontramos três malditas vezes. Está me perseguindo? -Moro aqui. -argumentei em minha defesa e me encostei de costas no guarda corpo apoiando as mãos no mármore frio. -Aqui?- questionou com um gesto amplo e erguendo a sobrancelha. -Precisamente no apartamento em frente o da sua mãe. -É Claro. -murmurou amargurada. -Parece que ainda está embaixo da asa do seu papai, que previsível. Ela entornou o líquido da taça, parecia realmente chateada, mas eu não sabia se era com a minha presença ou com alguma outra coisa. Laura esticou a mão para se servir, fui mais rapido e peguei a garrafa, ela não parecia prestes a me agredir e estranhei aquela reação, estava muito melancólica e compadecidamente servi o restante do vinho em sua taça. -Sinto muito. -disse ao virar tudo de uma vez sem nem piscar. Sua voz soou áspera, como se ela tivesse chorado ou prestes a fazer isso. -Sabia da sua lesão, eu deveria ter ligado ou pegado um voo, mas... Um nó se apertou em meu estômago, cerrei a mandibula e joguei a garrafa vazia no canteiro de flores a frente do guarda corpo, ela estaria a salvo assim, pois eu queria muito quebrar alguma coisa agora, ela se virou completamente para me olhar, queria desviar de seus olhos escuros e tristes, aqueles malditos olhos que sempre me enganavam, que fingiam se importar. Após um momento muito longo de silêncio, ela pulou do guarda-corpo e passou esbarrando em mim, mas, ao invés de recuar, simplesmente a peguei por baixo dos braços e a coloquei novamente sentada no guarda corpo á minha frente, desta vez em um canto mais escuro, a salvo de olhares curiosos da vizinhança, tomei a taça de sua mão e a joguei no canteiro quase ao lado da garrafa. Ela jogou os braços ao redor do meu pescoço e chorou, um soluço escapou e eu grunhi, era a primeira vez que a via chorando por mim, e desde que a conhecia, era a segunda vez que ela deixava alguém ver suas lágrimas. A raiva estava se rasgando dentro de mim, meu maxilar doía, tamanha a força que usava para mantê-lo selado, ela sabia. Ela sabia que havia me machucado, e nunca se preocupou nem mesmo para fazer uma ligação, ela era enfermeira, p***a! Não deveria cuidar do próximo? Uma parte de mim ainda esperava que ela não soubesse, que de alguma forma, ela vivesse isolada o suficiente para a notícia não ter chegado a ela, mas talvez no fundo, eu sempre soubesse que isso também não faria diferença, ela não iria voltar. Tentei me lembrar de tudo que Gabriel me falou. Me lembrei dos anos sozinhos, das bebedeiras, do fim da minha carreira no futebol, da volta humilhante pra casa, do dia em que ela me abandonou há nove anos, o exato instante em que me dei conta de que ela não iria chegar na rodoviária. Ela me puxou, me envolvendo com as pernas e pressionando sua testa na minha, o rosto úmido. -Edu... -começou com a voz rouca, meu p*u inchou na hora e eu me odiei. Odiei que ela tinha tanto efeito em mim, mesmo depois de tudo que fez. Antes que pudesse me controlar, estava pressionado meu corpo no seu, ela mordeu o lábio me hipnotizando, me inclinei para beijá-la, ela desviou, grunhi e me inclinei novamente, ela fez de novo. Com raiva, a segurei pela nuca mantendo aquela cabeça teimosa no lugar e pressionei nossas bocas, ela gemeu e mordeu meu lábio como a havia ensinado anos atrás, só que com força e raiva, avancei quase a engolindo em um beijo insano, ela tentou me empurrar, mas desistiu e puxou meu rosto pra ela enfiando a mão em meu cabelo, fazendo o couro cabeludo arder e meu corpo inteiro tremer, inspirei fundo, tentando me controlar e ela apertou as coxas ao meu redor se esfregando em mim, ela rosnou impaciente. Suas mãos desceram e puxaram minha camisa sobre minha cabeça, quase a rasgando, ela se afastou e gemi em adoração quando abruptamente baixou as alças da blusa e a brisa quente beijou seus s***s nus, eles ainda eram espetaculares, pontudos e empinados, arrogantes como a dona. Grunhi pressionado meu peito contra eles, ela me beijou novamente arranhando minhas costas, se movendo contra meu corpo, se esfregando em mim com força e eu estava enlouquecidamente mergulhando numa espiral de ódio, t***o e saudade, meu p*u latejava tanto que chegava a doer. Cravei meus dedos na carne macia de sua b***a e a arrastei para junto da minha ereção, cheguei a junção de suas coxas, dedilhando sua calcinha, meus dedos pairando em seu centro e ameaçando afastar o tecido de lado, ela se afastou. -Pare... não posso fazer isso. O quê? Parei, ofegante. Meus dedos pairando a centimetros do meu alvo. Eu estava tão perto, p***a! Tentei me conter para não torcer seu lindo pescoçinho. Meu Deus, que mulher maldita. Estava quase pondo o p*u pra fora e ela me faz uma dessas? Desgraçada. -Deveria ter dito isso há dez anos, quando te persegui na sua casa, ou quando te beijei e te fiz gozar no meu quarto. Ali, era o momento de dizer não. Me inclinei beijando seu pescoço, ela não me afastou, seu gemido doce me deixou em chamas, abocanhei seu seio e deixei um chupão ali, voltei para sua boca apertando seu pescoço. -Deveria ter dito não, no instante em que afundei meu p*u nessa b****a enfeitiçada. -grunhi. – eu teria parado, e não faria daquilo um problema, eu era um garoto legal. Teria conversado contigo, te deixaria confortavel, assistiríamos um filme e eu teria te levado em casa. Mas você quis ir em frente, e sei que gostou de tudo que fizemos. Ela se esfregou em mim com mais força, as unhas afundando na lateral do meu tronco, me puxando pra ela. A beijei com força mordendo seu lábio no final e me afastei um pouco. -Você gostou, mas não queria que ninguém soubesse, certo? Sua boca cobriu a minha, roubando meu folêgo, antes que me desse conta, ela estava abrindo minha calça, sua língua me enlouquecia a cada toque, tomando o controle de mim. -Por que me deixou? -perguntei fodidamente irritado. -Estava arrependida, de ter entregado sua virgindade? Eu era grudento demais? Poderiamos ter sido felizes, eu teria te dado tudo. Ainda tinhamos tanto pra viver... queria fazer tantas coisas contigo... Pressionei meu corpo contra ela, louco de t***o. Ela me mordeu, puxou meu p*u pra fora e o conduziu para o meio de suas pernas, senti o tecido rendado da calcinha encharcado e gemi em sua boca, ela queria aquilo, muito. Ela iria me f***r e iria embora de novo, como sempre fazia, ela sempre fodia comigo e me deixava querendo mais. Devagar, eu me afastei, cada célula do meu corpo protestou, abri os olhos. Ela parecia confusa. -Você me deixou. -acusei-a. Segurei firme em seu pescoço, acariciando sua b****a molhada, pensando no quão fantástico seria meter meu p*u ali. -Não vai me enganar de novo, não dessa vez. Ela piscou atordoada, a coloquei no chão, guardei meu p*u na calça, peguei minha camisa e sai dali antes que pudesse mudar de ideia. Entrei no corredor orgulhoso de mim mesmo, ouvindo-a xingar em um italiano quase nativo, meu p*u estava tão duro que tinha medo dele rasgar a calça. Paciência, Laurinha, agora seria eu que te foderia, e seria nos meus termos. (...) Mas eu não conseguia dormir. Minha virilha doía e formigava, a ponto de eu ter de me virar de bruços na cama e me acomodar em cima do meu p*u, roçando levemente nos lençóis frios e vazios. Puta que pariu. Como é que aquela pentelha me fazia rastejar desse jeito? Eu havia saído por cima, é verdade, mas fiz aquilo apenas pra atiçá-la, apenas para forçá-la a vir até mim implorando por sexo, ao menos uma vez. Laura, era o tipo de mulher carnal que não ficaria sem sexo, ela jamais ficaria insatisfeita ou frustrada, ela tomava o que queria, não esperava que ninguém desse a ela, ela daria um jeito de ter o que queria, seja com aqueles brinquedos ridículos que as mulheres usam, ou com qualquer outro cara com um p*u decente. Ela faria qualquer coisa, exceto vir atrás de mim. Eu sabia que ela não viria. Eu queria estar errado, eu esperava estar errado. Queria vê-la abrir as portas com um chute, e exigir o que lhe era devido. Enfiei a mão por debaixo do shorts e me acariciei, devagar, firme, como ela faria se estivesse aqui. Laura era temperamental, mesmo durante o sexo. Ela ficaria nua, no seu tempo, acenderia a luz de cabeceira para que eu pudesse vê-la a meia luz, ela me deixaria montá-la. Me acariciei repetidamente, duro como uma rocha, me deliciando com imagens que estavam apenas em minha mente, coisas com as quais eu sonhava antes de dormir, pensar nela sempre foi um gatilho para me fazer dormir bem. Aqueles tipos de coisas impossíveis que você se imagina realizando, coisas que te fazem dormir e ter bons sonhos. Meu p*u gotejava com a imagem dela em minha cabeça, nua, em minha cama, as pernas grossas abraçando meu tronco, as unhas perfurando minha pele e apertando minha b***a, me forçando a entrar mais fundo nela, mergulhando no calor apertado de sua b****a. Contraí o abdome, ao imaginar os gemidos que arrancaria dela, meu p*u latejou com o orgasmo iminente. Me esfreguei com mais força, imaginei-a dominada pelo meu corpo, meu nariz enterrado na curva macia de seu pescoço, sentindo o cheiro exótico daquele maldito perfume, ela me beijaria com força, e me pediria pra gozar dentro dela. -p**a que pariu, Laura. -gemi entredentes. Eu me contorcia em agonia, estremeci, imaginando aquele aperto quente e pulsante, ejaculei na mão e pude jurar que senti o aroma de seu perfume tomar conta do quarto. Me virei na cama e pesquei do chão a camisa que usei hoje, me limpei no banheiro e escovei os dentes, depositei a camisa suja no cesto e me deitei encarando o teto. Como diabos essa mulher conseguia fazer isso comigo? Eu não lembro de uma época em que não fosse doido por ela. Sempre a desejei, sonhei e fantasiei com ela, sabia como era t*****r com ela, como era estar dentro dela, como era tê-la em meus braços, como era ter seu sorriso direcionado a mim. Havia tido um pouco disso, tão pouco, e eu paguei o preço. Ela era como um presente grego. Laura me deu o que sempre desejei e me fodeu, literalmente. Eu sabia... o que havia me custado. Arquejei sentindo os vestígios de outra ereção me atingir como ondas. c*****o. Aqui estava eu, pronto para pagar o preço de tê-la novamente em minha cama, em minha mesa, em minha vida. Desde o instante em que coloquei os olhos nela, eu sabia. Sabia que ela era encrenca, mas tudo a respeito dela era atraente, tudo me deixava louco de t***o, ela era agressiva, temperamental, critica no nivel mais irritante, ela nunca pegava leve comigo, nunca. Mas bastava ela sorrir, ela podia me f***r, me xingar, me desprezar, mas se ela sorrisse... eu esquecia de tudo e começava a persegui-la novamente, era como um maldito vicio. Ela era uma obsessão. Minha mãe diz que as doidas são as melhores, mas tenho certeza que mudaria de ideia se soubesse que Laura quebrou meu nariz na quinta série com um tamanco.
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