Capítulo 6

1603 Words
Mavie Minhas mãos estão tremendo quando eu aperto o botão do elevador. Não acredito que estou fazendo isso. Quanto mais eu digo a mim mesma que é totalmente inocente e nem de longe um encontro casual, mais me convenço de que é exatamente o oposto. É por causa do jeito que ele olhou para mim quando me pegou no meio de uma foto nua. Aquele olhar, o desejo em sua expressão, a pura luxúria animal, como se ele quisesse atravessar a sala e me tomar rudemente em sua mesa. Ele me olhou de cima a baixo e gostou do que viu — gostou o suficiente para me ligar uma semana depois para uma reunião não especificada. Eu atravesso a área de recepção vazia, entro na galeria de cubos e atravesso o prédio em direção ao seu escritório de canto. Eu deveria me virar e correr para casa — esta não sou eu, eu não faço coisas assim — mas a lembrança daquele olhar, o desejo de suas mãos fortes em meu corpo, me mantém seguindo em frente. E se eu for honesta comigo mesmo, está com total controle da situação, não foi nada bom para mim. Estou completamente dividida. Fico parada do lado de fora da porta dele, tentando me recompor, reunindo coragem para bater. Passei toda a minha vida, desde os meus doze anos, fugindo do risco, fazendo a coisa certa, seguindo o caminho fácil. Conforto, rotina, confiabilidade. Era tudo o que eu realmente desejava. Mas isso nunca me rendeu nada. Um namorado de merda, um emprego medíocre, um apartamento decadente e agora isso. Eu não conseguia nem ficar com a única pessoa na minha vida que me conhecia melhor. Até ele fugiu e me deixou destruída, tudo porque eu não era o suficiente. Quero tentar algo novo. Quero ser mais do que o ratinho que sempre fui. Mas sempre que dou um passo para fora do que é aceitável para mim, coisas ruins sempre acontecem. Como ser pega tirando fotos sensuais, pelo meu chefe de olhos ardentes e desejo animal. — Eu posso ouvir você respirando aí fora, Mavie. Por favor, entre. Eu pulo e tapo a boca com as mãos para evitar que um grito saia. A voz de Raylan é baixa e distante, mas devo estar muito mais alto do que percebi. Não há como voltar atrás — não posso fugir agora que ele sabe que estou aqui. Giro a maçaneta e entro. Esperava encontrar ele sentado sobre a mesa, nu, ardendo em chamas, com aquele peitoral escupido e abdômen perfeito. Em vez de, encontrar ele curvado sobre um arquivo, vestindo seu terno normal, e m*l olhou para cima quando entro. — Olá, Senhor. Ferrari. Você me chamou, eu estou aqui. Ele acena para a cadeira. — Sente-se. E ele ainda não me olhou por cima do que ele está lendo. Eu caminho até lá, as mãos aVanessando minhas calças sociais. Meu suéter grande é um pouco áspero e esquenta, mas isso é tão seguro e aconchegante, um caminho para esconder eu mesmo do mundo. Nicole sempre me diz para usar algo que acentue minha curvas, mas eu não quero atenção ou confusão, e de qualquer forma, Martin nunca pareceu se importar. Martin e um i****a e eu não deveria nem sequer lembrar dele. Um agonizante minuto se passa e Raylan suspira e empurra seus papéis para longe. Ele olha para mim, com seus olhos intensos e escuros com a aparência de esgotado, mas há um vislumbre de desejo de novo. Esse é o jeito que ele olha para os meus lábios, a maneira como sua língua aparece por apenas um momento como se estivesse com fome antes de desaparecer de volta em sua boca. É a maneira como seu pomo de Adão incha, engolindo de volta sua necessidade. Eu tremo e cruzo minhas pernas, o coração disparado. — Sei que é estranho eu ter pedido para você vir num sábado — ele diz finalmente. — Está tudo bem, Senhor. Ferrari. Eu não estava ocupada. — Me chame de Raylan. — Ele se recosta e eu recebo todo o peso de sua atenção. Ele está me estudando e não tenta esconder. — Há quanto tempo você trabalha aqui, Mavie? — Uh, dois anos, mais ou menos. — E durante todo esse tempo, quantas vezes você diria que conversamos ? — Não sei — admito. — Talvez algumas vezes? Eu fico na minha e você está sempre tão ocupado. — Isso é verdade. Você fica na sua. — Sua cabeça se inclina, lábios pressionados. — Exceto na semana passada no escritório de Vanessa. Soltei um gemido suave e olhei para o meu colo. — Sinto muito. Isso foi realmente e******o, pouco profissional eu prometo que isso vai nunca acontecer de novo. É isso. Raylan não me chamou para f********o — ele me chamou para me demitir da forma mais c***l imaginável. O que não é uma surpresa, dada a sua reputação de bastardo de coração frio. — Você tem certeza? — ele pergunta gentilmente, e é estranho, porque eu juro que ele parece quase... arrependido. Como se ele quisesse que eu mudasse de ideia. Eu olho para cima, franzindo a testa. — Sim, com certeza. Eu sei que isso é muito estranho, mas eu só estava tentando fazer algo legal para o meu namorado, e Vanessa tem toda aquela iluminação muito boa… — Namorado? — Ele inclina a cabeça. — Ex-namorado agora. Nós terminamos. — Isso é bom. Eu estou feliz em ouvir isso. — Maioria pessoas são menos simpáticos ao se referir a um término — Eu digo, como se quisesse o parar. Mas ele apenas sorri. — Você espera compaixão de mim, pequena Mavie? — Me chame de Mavie. — E não, eu realmente não espero nada. — Tudo bem então, Mavie. Você é solteira, o que significa que não há mais razão para tirar fotos explícitas no escritório. É uma pena, mas posso aceitar. Meu coração faz um batida dupla. É um vergonha. É esse na verdade um saque chamar então? Não sei se isso é uma coisa boa ou não. Ainda não consigo me decidir, e essa é a parte mais terrível disso. Eu quero Raylan. Ele é sexy pra caramba e eu o acho atraente de uma forma que nunca experimentei antes. Mas ele é meu chefe, tem uma péssima reputação e eu sei que não devo me envolver com alguém no trabalho. Oh, Deus, que bagunça. Meu coração está em guerra comigo mesma, querendo arriscar, mas com medo de estragar tudo de novo. — Por que você me chamou hoje, Raylan? — Gosto do jeito que o nome dele se forma nos meus lábios, e ele parece gostar também. Ele está olhando para minha boca com interesse sério. — Quero jantar com você. Eu me sento, surpresa. Atordoada, realmente. Não era essa a resposta que eu esperava. — Jantar? — Tenho uma reserva para dois no Les Bouchard. Você conhece? — Uh, sim, mas a lista de espera naquele lugar não é de um mês? Minha amiga Nicole tenta fazer reservas sempre que eles abrem. — Sou amigo do chef. Você está interessada? — Sim — Eu digo antes de pensar melhor. Jantar não é sexo, mas jantar geralmente é um convite ao sexo, pelo menos em situações como essa. — Tem um porém. — Ele levanta um dedo e eu tremo. Imagino o que aquele homem consegue fazer com um único dedo. Nada de bom, tenho certeza disso. — Qual é? — Tenho uma proposta para você. E antes que você deixe sua mente divagar, não é o que você pensa. Eu mordo meu lábio inferior. — O que você acha que eu acho que é? — Você está se perguntando se eu te chamei aqui para te f***r, Mavie. Nós dois sabemos disso. Por que mais eu entraria em contato com você em um sábado depois de te pegar seminua apenas uma semana antes, quando m*l falamos antes? Eu limpo minha garganta, me mexendo na cadeira, extremamente desconfortável e mais do que um pouco excitada. Estou preocupada que ele possa ver meus m*****s duros através do meu suéter, e meu pulso bate forte entre minhas pernas. — Uh, eu seria hipócrita se não disesse que isso não passou pela minha cabeça. — Gostei que você tenha aparecido de qualquer forma. Se eu pedisse para você se despir para mim, aqui e agora, você faria isso? — Eu, uh, eu não… — Ele não me deixa terminar, o que é um grande alívio porque minhas bochechas estão tão vermelhas que tenho medo que elas explodam, e eu realmente não sei o que eu estava prestes a dizer. — Você não precisa se preocupar. Eu não vou. Não é disso que se trata esta noite, eu prometo. Eu respiro profundamente para tentar parecer menos nervosa. — Então do que se trata? — Como eu disse, uma proposta. Chame de acordo comercial, se quiser. Venha jantar comigo e eu explico tudo. Então você estará livre para aceitar ou recusar, sem ressentimentos de qualquer forma. Você está falando sério? Eu pergunto, mordendo minha bochecha. — Se eu disser não, você não vai acabar comigo? — Prometo que nada vai te acontecer, Não sou um riquinho desprezível, Mavie. Eu aceno uma vez, também curiosa tentando entender o que um cara como ele iria querer com alguém como eu. — Ótimo. Vamos. — Fantástico. — Ele está de pé, com mais de um metro e oitenta de altura, repleto de músculos, envolto em um terno caro e elegante, parecendo o pecado, dor e sexo. — Venha comigo.
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