Capítulo 5

2026 Words
Mavie Nicole acena para que eu me sente e pare de andar em círculos enquanto esfrego minha cabeça, meu apartamento tem paredes brancas e agora prateleiras vazias. O doente Desgraçado até pegou todos meus dvds velhos. — Posso admitir uma coisa? — ela pergunta, passando as unhas entre minhas costelas. A garota sempre tem a melhor manicure da cidade. — Claro, vá em frente. — Eu sempre o odiei. — Ela para de esfregar e olha para mim, pernas cruzadas. Nicole é alta e magra, loira tem um cabelo incrível e um corpo perfeito. Nós trabalhamos juntas, mas ela é a verdadeira rata de academia. Tenho certeza de que não há uma única partícula de excesso de gordura em lugar algum dela — exceto nos p****s e na b***a. — Não estou surpresa que isso tenha acontecido. — Você não está surpresa que ele fugiu para se juntar a uma seita religiosa? Eu pesquisei um pouco no Google desde minha conversa de trabalho na semana passada e descobri muita coisa sobre o paradeiro atual do meu ex. — Você não está surpresa que ele decidiu dedicar sua vida e todos os seus pertences a seguir um retiro espiritual que ele nunca mencionou? — Primeiro, ele não tem nada. E segundo, não, obviamente não, mas eu sempre pensei que ele era um louco. Era isso ou ele acabaria sendo preso por se tocar no metrô. — É isso o que você pensava sobre o Martin? Ele era tão confiável e protetor. — O cara era um esquisitão. Você ficava com ele porque tinha muito medo de mudança, mas havia sinais. — Como o que? — Uh, ele colecionava crânios de pássaros, por exemplo. — Era um projeto de arte — discordo, mas desinflo no momento em que as palavras saem dos meus lábios. — Ok, eu talvez você tenha razão. — Ele passou horas online, lembra? Você acordava e o encontrava ás quatro da manhã postando memes estranhos? — Isso é verdade. Ele fez uma pasta perturbadora de memes no seu telefone. — Havia as dietas também, lembra delas? Ele não bebeu nada além de shakes de proteína por tipo um mês? E quando ele estava fazendo o jejum intenso? Martin sempre teve comportamentos bizarros, isso foi antes de se juntar ao retiro. Eu inclino minha cabeça para trás no sofá, olhos bem fechados. — Houve bons momentos — eu digo suavemente. — Houve? — Provavelmente. — Nicole inclina-se se aproximando de mim. — Você pode me citar alguns? Eu tento pensar em algo. Os primeiros dias foram divertidos, quando estávamos nos conhecendo, mas depois disso, foi basicamente só ok. Nunca foi bom o suficiente para me fazer feliz, nunca foi r**m o suficiente para me fazer ir embora. — Achei que íamos nos casar. Sinto-me miserável e patética. Já faz mais de uma semana que Martin decidiu que era um babaca fugindo para um retiro e eu já deveria ter superado isso. Mas eu me sinto, como se não pudesse seguir em frente. Não estou realmente de luto por ele, mas pela rotina dele. Sinto falta de acordar com ele, ouvi-lo tomar banho e escovar os dentes, ouvi-lo fazer café na cozinha, encontrá-lo no sofá quando chegava em casa. Todos os pequenos hábitos que construímos em torno um do outro agora se foram, e é como se houvesse um buraco no meu mundo que não consigo preencher. — Eu sei que não parece agora — Nicole diz, aconchegando-se em mim. — Mas você se esquivou de uma bala. Não, você se esquivou de um ataque de um lobo. — Sorte a minha — Eu murmúro, me sentindo péssima. Não sei como eu poderia ficar mais patética. Não só meu namorado me largou depois que eu mandei uma mensagem arriscada, mas ele também roubou todas as minhas coisas e me abandonou por um bando de Hippies Além de tudo isso, eu tenho a coragem de realmente sentir falta dele, como se eu não tivesse nenhum respeito próprio. Se ele aparecesse amanhã, eu provavelmente ficaria p**a e daria a ele o tratamento de silêncio por algumas horas, mas eu o ajudaria a se mudar de volta. Eu não sou b***a, pelo eu acho que ao sou, mas eu sou viciada em manter tudo igual. Eu gosto de estabilidade, de ter tudo sobre controle, ter os pés em terra firme. Aprendi isso da maneira mais difícil. Nicole se levanta para nos servir mais vinho. Termino minha taça, me sentindo miserável, desanimada e levemente tonta, quando meu telefone começa a tocar. Olho para a tela, franzindo um pouco a testa. Não reconheço o número. — Olá? — respondo. Nicole olha para mim da cozinha enquanto enche nossos copos até a borda. — Olá, Sra. Bianchi. Que voz. Meu coração dispara, vem a lembrança do meu chefe olhando com seus olhos intensos meus s***s nu. — Senhor. Ferrari — Eu consigo dizer, meu coração batendo forte no peito. — Olá, uh, senhor. Há uma breve pausa do outro lado da linha. Por que diabos meu chefe está me ligando em um sábado? Ele nunca fez isso antes, e é por isso que não conheço esse número — provavelmente é o celular particular dele. Eu o tenho evitado na semana passada. Sempre que ele está por perto, eu corro para longe e me deixo levar à inexistência. Já é r**m o suficiente eu ter sido abandonada e roubada, mas meu chefe dando uma espiadinha nos meus p****s é mais do que eu posso lidar. Eu engulo a seco o sentimento patético de constrangimento esperando que isso fique na parte mais escura do meu cérebro esperando que apodreça e desapareça. Por que ele está me ligando em um sábado. — Eu sei que não é normal, receber uma ligação minha dessa forma, mas eu preciso de você no escritório. — Olho para Nicole, piscando rapidamente. — Agora mesmo? — Sim, agora mesmo. — Senhor. Ferrari, são cinco da tarde e hoje é sábado. — Isso não é um pedido. Venha ao escritório. Temos algo que precisamos discutir. A foto. Oh, Deus. Ele quer para fogo meu, e ele é indo para fazer isto sobre um sábado. E por que não? Fui abandonada depois de enviar uma mensagem de texto. Por que não ser demitida em um fim de semana maldito? — Ok, senhor — Eu digo, me sentindo como uma fracote. — Te vejo daqui há meia hora. — Vejo você em breve. E, oh, Sra. Bianchi? Pode me chamar de Raylan. Sinto que nos tornamos muito mais íntimos depois do incidente da semana passada, não acha? Não consegui tirar essa pequena cena da minha cabeça desde então. Ele dá uma risada sarcástica e isso me faz travar antes de o responder. eu sou tão magra, tão sem graça, não entendo como um homem como ele gastaria o seu tempo pensando em mim. Meu chefe está pensando em mim. Bem, sobre meus s***s nu, sendo realista. — Era Raylan Ferrari — digo, olhando para Nicole enquanto ela me entrega o vinho. Tomo dois grandes goles. — Ele me chamou para o escritório. — Agora? São cinco horas e é sábado. — Ela faz uma cara perplexa. — Diga a ele que você tem um compromisso. — Eu não posso fazer isso. — Você não deveria ir, ele deveria entender que é seu dia de folga e a deixar descansar. — Ele mencionou a foto — eu sussurro para ela, mordendo meu lábio. Nicole a única pessoa a quem contei sobre aquele acontecimento estranho e mortificante da minha vida. As sobrancelhas dela se erguem. — Sério? — Ele disse que não para de pensar nisso. — Suas sobrancelhas ficam ainda mais altas. — Sério? — Não sei o que fazer. — Isso é uma chamada de sexo. Eu sacudir minha cabeça rapidamente. — Absolutamente sem chance. — Mavie. Querida. Queridinha. Minha linda e inocente Mavie. Seu chefe acabou de te ligar e propor um encontro em um sábado. Ele deu uma olhada no que você esconde por baixo desses suéteres desleixados e ele quer você. — Pare. — Tomo mais dois grandes goles antes de colocar o copo na mesa. — Provavelmente é só uma emergência no escritório. — Que não pode esperar até Segunda-feira? Você é a gerente do escritório não o DIRETOR FINANCEIRO. Sem ofensa. — Isso não pode ser um encontro casual. — Eu me levanto e começo a andar de um lado para o outro, com as mãos escorregadias de suor. E se ela estiver certa sobre isso? Raylan é lindo. Não há como negar que ele me faz sentir algo bizarro e muito indesejado. Sempre que o cara está por perto, há uma vozinha i****a no fundo da minha cabeça me pedindo para me jogar nele. Mas ele é um rico i****a, o tipo de cara Quem nunca olha para mim duas vezes. A menos que ele primeiro tenha um vislumbre do meu peito nu, aparentemente. — Eu sinceramente acho que pode ser isso. — Nicole diz, claramente tentando não rir. — O que você vai fazer? Quer dizer, se você for gravar, você pode processar ele por assédio s****l. Eu olhei fixamente para ela com minhas mãos apertando meus s***s. — Isso é loucura. — Ele é rico. Não iria acontecer nada com ele. — Nicole, pare. — Ei, apenas estou tentando te ajudar, a menos que você esteja interessada nele? Eu respiro profundamente e expiro para fora. — Não. Definitivamente não. — Uau. Essa foi uma pausa e tanto. — Não, definitivamente. Sem chances. Ela levanto a taça de vinho até os lábios, tomo um gole e então encontro o olhar dela. — Mavie, se você quer f***r com seu chefe gostoso, você deveria ir fazer isso. Eu deixo uma risada selvagem escapar. — Não, isso é loucura e arriscado e burro, isso é absolutamente. algo que eu não faria. — Verdade, mas sejamos sincera, o que você tem a perder? Você dedicou anos da sua vida ao Martin e ele terminou por telefone. Eu olho para as plantas que eu comprei em uma loja . Metade delas estão morrendo. — Meu jardim. Nicole faz uma cara de pena. — Isso é uma coleção folhas secas. Não um jardim. — Não posso f********o com Raylan Ferrari. Simplesmente não posso. — Então entre lá e diga não a ele. — Eu definitivamente não posso fazer isso também. E se eu me recusar a aparecer, serei demitida, e não posso perder meu emprego. — Eu ando de um lado para o outro novamente, surtando. — Oh, merda, eu não sei o que fazer. — Querida, escute. Vá para o escritório. Ouça o cara. Talvez ele só precise que você faça umas coisas extras e isso não seja s****l de jeito nenhum. Talvez você o veja em um daqueles ternos sensuais dele e decida jogar a cautela ao vento e jogar sua calcinha no chão. — Eu queria nunca ter falado dele a você. — Eu sussurro, sentimento miserável. — Só vá. Eu sei que você se sentindo péssima agora, mas eu odeio ver você assim. Você precisa de algo que o faça voltar ao seu antigo eu. — Dormir com meu chefe definitivamente não é a decisão certa aqui. — Provavelmente não! Mas você não pode descobrir a menos que você dá isso uma tentativa. Cubro meu rosto com as duas mãos, me sentindo miserável, mas o vinho no meu estômago está deixando minha cabeça um pouco solta, o suficiente para que eu possa me imaginar entrando naquele escritório, deixando Raylan colocar suas mãos grandes e fortes em meu corpo, deixando seus lábios fitarem minha garganta enquanto ele mordisca meus s***s nus. — Vou me arrepender disso — digo enquanto entro no meu quarto. — Sério! Isso é horrível! — Use algo sacana — Nicole diz com um sorriso enquanto me segue e se deita na minha cama. — Mas também, algo profissional. — Isso existe? — No armário de qualquer mulher, sim — ela diz, sorrindo. — Mas não aqui. Olho para o teto, me odiando por fazer isso, e acabo vestindo minhas roupas normais de trabalho.
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