Arturo Acordei com o cheiro doce da pele dela no meu peito e o som da respiração leve que escapava de seus lábios entreabertos. O sol começava a nascer, tímido, desenhando riscos dourados na parede do quarto. Emilly estava enroscada em mim, nua, os cabelos bagunçados, uma perna jogada por cima da minha. Sorri. Por um momento, só fiquei ali, em silêncio, observando. Era como se o tempo tivesse desacelerado de propósito pra me deixar absorver cada detalhe. O mundo poderia acabar naquela manhã e eu ainda morreria com um sorriso no rosto, porque a tinha nos braços. Beijei sua testa com carinho. — Bom dia, amor da minha vida — murmurei contra sua pele. Ela mexeu devagar, se espreguiçando, e então abriu os olhos. Aqueles olhos... que me desmontavam inteiro. — Hmmm... — ela sorriu, sonole

