Helena chegou com a menina nos braços. Sarah ainda chorava, soluçando baixinho, chamando por "mamãe" e "papai Arturo" entre suspiros infantis. A menina estava vermelha de tanto chorar e apertava nas mãos uma pulseira de miçangas coloridas. — Ela não para de repetir o nome dele — Helena reclamou, largando a criança no sofá gasto da sala. — Vai acabar me enlouquecendo. — Ela é só uma criança — respondi, pegando uma latinha de refrigerante na geladeira velha. Abri e despejei discretamente o conteúdo de um frasco âmbar ali dentro. Sonífero. O suficiente para derrubar um adulto por horas. Para uma criança, bastaria alguns goles. Entreguei a lata gelada à menina com um sorriso falso. — Ei, princesa. Toma um refrigerante geladinho. Vai te fazer bem. Sarah olhou desconfiada, mas a sede e o ca

