Arturo Arturo Meu celular vibrou em cima da mesa do escritório, e o nome de Emilly piscou na tela. Atendi com um sorriso automático, mas a primeira palavra dela destruiu tudo ao meu redor. — Arturo... — a voz dela vinha trêmula, entrecortada. — Levaram a nossa filha... levaram a nossa menina... levaram a Sarah! Me levantei tão rápido que a cadeira tombou. Meu coração parou. O ar sumiu dos pulmões. — Como assim? O que você tá dizendo? — perguntei, andando já em direção à porta. — Ela sumiu! Sumiu! Ela tava na escola, e agora... agora ninguém sabe onde ela está! — a voz dela era puro pânico, soluços entrecortando as palavras. — Arturo, eu... eu não consigo pensar, não consigo respirar! Ela desapareceu! Minha filha desapareceu! — Tô indo agora! — respondi, já correndo para o elevador

