Guarda Pessoal.
{ Kara Zor-El }
Eu lembro de está voando em meio a uma batalha mortal, lembro de ouvir o tinir das espadas e o grito ao impunha-las, Kal-El liderava o ataque e eu tentava ultrapassar a barreira que fortemente se mostrava impenetrável. Lembro do fogo que queimava o corpo dos inimigos, lembro de está prestes a matar o Dorcan Luthor...
(...)
- Kara? Kara?! Acorde!! - Ouço a voz do meu primo, Kal-El.
- Desculpe, estava pensando alto demais! - Olho para ele com um pequeno breve sorriso.
Era dia de treino, e nosso líder não tolerava perdas de tempo, os Lookys estavam ficando mais fortes, e haviam descoberto um poder que poderia nos matar. A kryptonita feria nosso corpo e diminuía nossa força podendo nos levar a morte certa, felizmente os trajes que a senhorita Lena nos presenteou eram resistentes e deixava nossa pele longe da pedra brilhante e de todo seu efeito.
Ao fim do dia olho na direção da torre leste do castelo, como sempre, e vejo a silhueta magnífica de uma mulher, era a filha do rei, ela sempre tão bela e imponente, nunca iria olhar para uma guerreira suja de terra e suor.
Na cidade havia um bar que nos reunia todo fim de tarde, em quanto alguns ficavam de guarda na entrada do reino, e pra variar, eu era uma das que ficava... Mas, aquela tarde o rei ordenou que eu fosse chamada até sua sala. Ao entrar vejo ele sentado em seu trono coberto de ouro e pedras preciosas, mas, minha atenção foi por inteiro para a senhorita Lena, como estava bela... Com um vestido azul e decotado, coroa dourada cheia de diamantes e cabelos sobre os ombros, faço uma reverência e fico de joelhos perante os dois.
- Kara, fiquei sabendo do seu êxito nas missões, oque me deixa fascinado. Por isso tenho uma proposta para fazer! - Ele me olhava com um ar tenso. - Minha filha está muito desprotegida, sinto medo de que um dia a segurança falhe e ela fique totalmente nas mãos dos Lookys! - Respira fundo. - Quero que você largue a equipe e seja a guarda pessoal de minha filha! Pode fazer isso Kara Zor-El? -
- Eu... - Olho na direção da bela princesa. - Seria uma honra meu senhor! - Aceito e volto a mirar o chão.
- Papai! Francamente! - Ouço a voz doce e leve que vinha dos lábios da jovem. - Não preciso de um cão de guarda! - Revira os olhos e me olha com desdém.
- Isso é indiscutível Lena! Não deixarei meu bem mais precioso desprotegido! - O rei mantém sua palavra com firmeza.
Mais uma vez ela revira os olhos em reprovação, o rei dá sua última palavra, me ordenando para que eu já iniciasse a proteção agora.
Lena levanta do trono e saí andando rapidamente pelo corretor que daria em seus aposentos, sigo ela e ao chegar na porta ela para e vira apontando o dedo para mim.
- Até resolver isso com meu pai, você fica aqui fora!! - Bufa demostrando raiva.
Ao entrar bate a porta, como ela podia ser tão.... Tão..... Complicada? Era uma mulher maravilhosa com um temperamento de ogro montanhês. Fico de pé perto da porta fazendo guarda, não demorou muito tempo para que eu ouvisse a porta se abrir.
- Vamos sair! - Fala com rispidez.
Não discuto, apenas sigo ela atentamente, indo para o estábulo central onde estava seu lindo corcel, já pronto para cavalgar.
- Tente me seguir! - Fala em quanto monta no cavalo e começa a correr através da floresta que havia ao lado.
Que mulher complicada e teimosa! Sigo voando sobre ela. Seu rosto parecia faltar algo, talvez fosse a liberdade que ela tanto tinha, ter um guarda real o tempo todo no pé deve ser desgastante.
Noto ela aumentar a velocidade sobre a curta grama que povoava a floresta iluminada, ela estava tentando me deixar para trás, queria ficar sozinha possivelmente, tendo certeza disso começo a diminuir a velocidade até que consigo me esconder, continuo a seguir a princesa de uma forma camuflada. Finalmente eu consigo presenciar um sorriso verdadeiramente alegre, em quanto corria soltava as mãos das rédeas e as abria sentindo o ar passar arrepiando os pelos de seus braços. Depois de algumas horas ela para perto de um pequeno riacho, desce do cavalo e senta em uma pedra, resolvo também pousar ali perto e a observar, o vento tocava seus cabelos e trazia deles uma fragrância deliciosa de pêssego, respiro e absorvo o cheiro que me deixava flutuando.
Passando alguns minutos resolvo aparecer, salto sobre uma pedra com poucos musgos e fico escorada em uma árvore alta que tinha perto.
- A senhorita é muito rápida.... - Falo chamando a atenção dela.
- Pra uma vice líder você se perdeu de mim fácil demais! - Sorri levemente. - Aqui é um lugar calmo... Gosto de vir e tomar banho nessas águas. - Levanta e caminha até a borda do riacho que escorria calmamente. - Espero que não se importe de esperar.... - Vira para mim e sorri novamente.
Ela passa suas mãos pelo vestido o puxando para cima até retira-lo, suas roupas íntimas eram lindas e desenhavam bem suas curvas, brancas e um pouco transparentes, dava para ver a pele por baixo das peças visivelmente, meu corpo treme e sinto meu sexo molhar e minha boca secar, não conseguia tirar o olhar de cima daquela mulher maravilhosa.
Lentamente ela entra na água, a transparência ficou bem mais visível depois de molhada, seus cabelos brilhavam ao tocar a água, aquele momento foi muito agradável, ela não sentia vergonha de ficar quase nua em minha frente, e isso me parecia confiança.
Ela se divertiu durante seu banho, então resolve voltar para o castelo, veste seu belo vestido e monta no corcel, cavalgando de volta e recebendo minha proteção total agora.
Ao entrar no quarto fico parada do lado de fora e recebo um olhar penetrante.
- Não vai entrar? - Ergue as sombrancelhas.
- Eu... -
Ela não me dá tempo para responder e me puxa pelo braço me fazendo entrar e em seguida tranca a porta.
- Relaxa Supergirl! - Pisca e sorrir.
- Supergirl? - Pergunto sem entender.
- Acabo de te dá um nome de superherói! - Salta até chegar na cama e se joga.
Sorrio como agradecimento e sento em uma poltrona que estava no canto da parede, ela acaba caindo no sono, algum tempo depois levanto com cuidado para não fazer barulho e vou até a borda da cama, jogando o cobertor sobre seu corpo adormecido, depois volto a sentar e fico a observando a noite toda.