Sorriso narrando Eu não queria sair de casa. Não queria mesmo. Meu lugar era ali, era ficar lá, colado naquela mulher, sentindo o cheiro dela grudado em mim, o gosto ainda preso na boca, a cabeça longe de tudo. Era ali que eu queria estar. Mas não deu. Tive que sair pra resolver essa p***a dessa mensagem. Saí agoniado, nervoso, montei na moto e desci direto pra boca pra falar com o Foguete. Tinha que ser rápido pra poder voltar e buscar ela de volta. Só que eu tava puto, puto de verdade, porque o gosto dela não saía da minha boca, não saía da minha cabeça. — Que que tu descobriu, irmão? — eu pergunto pra ele, já acendendo um baseado, tentando focar no que realmente importava, mesmo com a mente a mil. Ele me encara sério antes de falar, daquele jeito que eu já conheço. — Bagulho é o s

