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Vitória narrando… Entrei em casa com as pernas ainda meio bambas, como se o chão não tivesse voltado completamente pro lugar depois daquele beijo. Fechei o portão devagar, como se o barulho pudesse chamar o mundo inteiro de volta pra minha cabeça — e eu não queria o mundo agora, só o resto do calor dele na minha boca. A sala estava na penumbra, a luz fraca vindo da janela. O silêncio parecia outro, mais cheio, como se a casa tivesse ficado esperando por mim, sabendo que eu ia voltar diferente. Passei a mão pela boca sem perceber, lembrando do jeito que ele me olhou antes de entrar no carro. Por um segundo, meu corpo todo respondeu de novo, como se tivesse acontecido ali na sala, e não lá fora, na rua. Respirei fundo, fechei os olhos um instante e deixei a memória bater de frente: A mão

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