Desci aquela viela no ódio puro, pisando tão fundo que o salto agulha parecia querer furar a p***a do asfalto quente. O gosto na minha boca era um veneno desgraçado, um amargor que não saía nem com reza braba nem com a cachaça mais forte do morro. Não era só o resto do pó do Feroz que ainda queimava minha narina, nem o gosto do p*u dele que eu acabei de engolir por meia dúzia de nota amassada; era o gosto do desprezo, aquela p***a que desce rasgando a garganta e faz a gente querer tocar fogo em tudo. Aquele fdp me usou como se eu fosse um pedaço de carne estragada, me chutou da sala dele enquanto eu ainda tava limpando o batom borrado e tentando recuperar o fôlego. E pra fechar com chave de ouro, o desgraçado jogou o dinheiro no chão como se eu fosse um bicho, um vira-lata de esquina. Eu

