— Vai me dar trabalho, gringa — falei, o suor descendo pela cicatriz no meu rosto, misturando-se com o sangue que começava a brotar. Agora eu não ia mais medir força. Acelerei. Sequência média: jab, cruzado, um gancho violento no fígado. Ela se fechou em concha, absorveu a pancada com um rosnado e girou a cintura me soltando uma cotovelada giratória que passou a dois dedos do meu nariz. Respondi com um pisão frontal no esterno, só para empurrar e ganhar espaço de manobra. Ela plantou os pés no chão e não arredou. Era abusada, confiante de um jeito que me irritava e me fascinava ao mesmo tempo. Cheguei junto de novo, sem dar espaço para ela respirar. Enfiei a mão na gola da jaqueta dela, girei o tronco e tentei um golpe de judô versão morro, sem técnica limpa, só força bruta e intenção de

