Onde se meteu

582 Words
Barão Entrei em casa e fui direto pro que eu precisava. Estiquei uma carreira de cocaína na mesa da sala, sentindo a adrenalina já pulsar nas veias antes mesmo de dar o primeiro tiro. Aquela sensação de poder, de controle absoluto, era o que me mantinha no pique. O morro tava sob controle, e agora, com a novinha a caminho, a noite prometia ficar ainda melhor. Já tinha visto a Cristal por aí algumas vezes. Ela não era dessas que se jogam pra cima de qualquer um. Dava pra ver que ela vinha de um lugar diferente, talvez com mais princípios, sei lá. Mas eu conhecia o tipo dela: achava que estava acima da vida que a gente levava aqui. Sempre mantendo distância, sempre evitando se envolver com caras como eu. Mas olha só agora... Ela veio. E isso já dizia tudo que eu precisava saber. Se ela tava no meu baile, andando com a Jéssica e parou pra me dar moral, então a escolha já tava feita. Agora, ela era minha. Respirei fundo depois de cheirar a carreira, sentindo a energia subir como um foguete. A noite ia ser longa, e eu tava pronto. Ouvi o barulho da moto de longe e já fui direto pra porta, queria ver ela chegando. A curiosidade era grande, mas o prazer de observar a reação dela, de ver o medo nos olhos enquanto se aproximava, era ainda maior. E lá estava ela, parada na frente da casa, hesitante, tentando não demonstrar o quanto estava assustada. Eu gostava disso. Gostava de ver a luta interna, o medo misturado com a coragem, porque no fundo, ela sabia que não tinha mais volta. — Entra — disse, a voz baixa, mas firme, sem precisar de mais nada. Ela obedeceu, claro, e eu fechei a porta atrás da gente com calma, fazendo o som do clique ecoar pela casa. Virei pra ela, observando cada movimento. Ela estava tensa, mas tentando manter a compostura, o que só me dava mais prazer em vê-la naquele estado. — Você já fez isso antes ou é virgem? — perguntei, sem rodeios, já medindo a resposta dela antes mesmo de ouvir. Vi a cor subir no rosto dela, um leve rubor que entregava o nervosismo. Eu sabia que ela estava ali por necessidade, não por escolha. — Já fiz sim — respondeu, a voz quase inaudível, baixa, como se estivesse pedindo desculpas por estar ali. — Ótimo — falei, cortando o silêncio. — Vai pro quarto e tira essa roupa. Sem mais palavras. Sem rodeios. Eu dava as ordens, e agora, ela estava no meu território. Cristal realmente não fazia ideia de onde estava se metendo. O medo que ela tentava esconder só me fazia querer mais. Ela achava que estava ali só por causa da situação, por necessidade, mas agora que entrou no meu radar, não ia sair nunca mais. Era assim que funcionava no meu mundo. E, olhando pra ela, com aquele jeito meio perdido, mas determinada a fazer o que fosse preciso, comecei a considerar algo diferente. Talvez, só talvez, eu fizesse dela minha baronesa. Não era qualquer uma que tinha essa chance, mas eu via algo nela. Uma força que ela mesma não sabia que tinha, algo que eu podia moldar. E se fosse isso que acontecesse, ela teria tudo. Dinheiro, poder, respeito. Mas também teria que aprender a seguir as minhas regras. Não tinha volta pra ela agora. Cristal era minha, e no fundo, ela já sabia disso.
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