Nunca precisei forçar uma mulher

1032 Words
Nathaly Já que o Thales pagou caro pela mercadoria que não vendi, tenho que estar à altura da aquisição. Quando ele vem todo cheio de si me beijando, correspondo docilmente. - Vou me trocar primeiro. Vou para o banheiro e me visto o mais rápido que consigo. Pego o estojo de maquiagem e faço uma verdadeira obra de arte, estou orgulhosa do talento que nem sabia que tinha. Ele já havia me dito que não gosta de mulher com maquiagem forte e eu capricho nas cores mais ousadas. Com um pouco de glitter prateado, faço uma gota na testa e acho que ficou perfeito. Escolho um perfume e estou pronta para a guerra. Acho que é assim que as mulheres de programa dizem. Voltei para o quarto e para minha sorte ela não está. Procuro o melhor lugar para ficar antes que ele volte, a janela parece a melhor opção, então fico de costas e aguardo sua chegada. Não demorou muito para ele entrar e me enlaçar pela cintura, seus lábios em meu pescoço me faz extremecer de prazer. Sua mão acariciando meu seio quase me faz cair em tentação e para provocar, dou uma rebolada no seu p@u que está pulsando em meu bumbum. Ele está cada vez mais louco me apertando e querendo mais. Ao me virar de frente para ele, vejo o choque estampado em seu rosto. O momento é impagável! Deveria ser eternizado em vídeo e me esforço para não rir. - Que p@r r@ é essa? - Estou pronta para você querido. Falo me aproximando enquanto ele se afasta enojado. - Está fantasiada para o halloween por acaso? Me divirto com sua cara de bravo. Está tendo exatamente o que merece. Se vai me tratar como p**a, vou me comportar com uma. - Por favor me desculpe! Não tenho muita experiência nessa profissão. Mas prometo que vou me esforçar para melhorar. - O c****e que vai! Sem dizer mais nada ele me joga nas costas e me enfia no chuveiro, eu já esperava por isso. - Querido, está estragado minha maquiagem. Eu falo fazendo beijinho e sua cara não é nada boa enquanto passa a mão pelo meu rosto. - Fica quieta! - Olha só o que você fez com minha linda camisola. Está toda manchada! Abaixo a cabeça como se estivesse realmente chateada e para minha surpresa, ele rasga a delicada peça como se rasgasse papel. - Te compro uma loja de camisolas se for preciso. - Também vou querer umas sintas com ligas e aquelas luvinhas de renda! Falo com voz coquetel e ele me olha furioso, terminando de rasgar a linda e cara camisola vermelha. Não me importo! O importante é que o volume do seu prazer desapareceu completamente. Ponto para mim! - Me dá licença, pode deixar que termino sozinha. Agora que só resta a minúscula tira da calcinha fio, não ia provocar o homem que está me comendo com os olhos. - Está brincando com fogo Nathaly. - Não fiz nada! Afirmei com a cara mais inocente do mundo. Me enrolei na toalha e fui passar um demaquilante para terminar de limpar o rosto. Encostado na porta, Thales fica me observando com olhos profundos. - Assim está muito melhor. Não faz mais isso, estava parecendo uma bruxa. Sento o perigo em sua voz levemente rouca e tento escapar. Enrolada na toalha sem nada por baixo, me sinto exposta. - Então tem que me explicar como você quer. Você é muito difícil de agradar. Não consigo escapar dos braços que me prendem e sou facilmente levada para a cama. Fico inerte e deixo ele fazer o que quer. Me recuso a colaborar com o ato, apesar do meu corpo traidor não obedecer a minha vontade. Mordo meus lábios forte, para conseguir aplacar o fogo que se espalha pelo meu corpo enquanto os lábios e mãos dela tentam me deixar no clima. - Nathaly! Abro os olhos e vejo Thales me olhando confuso. Não digo nada me concentrando em morder os lábios, a dor ajuda minha mente a se manter fixa no propósito de não me entregar. Não me dei conta de que estava chorando. - Por que isso, Nathaly? Ele se afastou, seus dedos limpando minhas lágrimas com delicadeza. - O que você está fazendo? Pare de morder, está sangrando. Abriu a gaveta do criado mudo e pegou lenços de papel. Virei o rosto, não quero que ele me toque, não quero que seja gentil. Só quero que se afaste e me deixe em paz. - O que vou fazer com você Nathaly? Vai se automutilar agora? - Eu prefiro morrer a me submeter a isso. - Você é minha Nathaly! Sabe disso desde que me sentei ao seu lado naquele hotel. Tudo que vivemos foi profundo, você não pode negar. - Eu era livre e escolhi me entregar. Agora sou como um bife que você comprou. - Sempre te tratei bem. Fiz de você minha esposa e vou fazer de tudo para te fazer feliz. - Você fez de mim uma prostituta com uma aliança no dedo. - Nunca te tratei como tal. Sempre te dei carinho e prazer, na cama e fora dela também. - Está me tratando agora. Você mesmo disse o quanto pagou caro por mim. - Pare com isso, porque estragar o que fazemos tão bem? - Não vou te negar o que você comprou, Pode fazer o que quiser. Só não vou participar, não me propus a vender meu corpo. Agora sei que o tirei do sério. - Nunca precisei forçar uma mulher. Não vou começar agora. Thales se levanta furioso e ainda diz antes de sair do quarto. - Por mais que te queira, só vou te tocar quando você implorar por isso. Não me subestime. Eu deveria estar aliviada por conseguir o que queria, mas não estava. Deixei que as lágrimas caíssem livremente com minha dor e frustração. Tive um sono agitado e ao acordar, percebi que passei a noite sozinha. Me levanto e vou para o banheiro fazer minha higiene matinal. Meu rosto está assustador, os lábios feridos, olhos inchados e uma dor de cabeça infernal. Nada m*l para o primeiro dia de casada.
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