Não quero brigar com ela

1064 Words
Sei que forcei a barra para me casar com a Nathaly, estava ficando louco quando descobri que iria se casar com o Augusto. Quando encontrei uma brecha, não exitei em usá-la e fazer ela desistir do casamento. Só não imaginei que iria me casar e não tê-la Como quero. A ideia era exatamente me acertar com ela e fazer valer a pena nossa união. Nem tive a oportunidade de lhe dizer que pretendia fazer a cerimônia religiosa adequadamente. Apesar de acreditar firmemente que ela não tem sentimentos por ele, fico louco quando ela diz que o ama. Sai de casa para esfriar a cabeça, não quero discutir com ela a todo momento e a ideia de que ela se entregou a ele está acabando com a minha sanidade mental. Fui parar no lugar que estou acostumado a ir todos os dias. - Bom dia, Thales! Achei que ia ficar em casa por uns dias. Elizabeth veio até mim assim que sai do elevador. - Eu resolvi dar uma olhada em como estão as coisas por aqui. - Tudo perfeito. Tedson deve voltar em dois ou três dias. Ele sempre fala diretamente com seu assessor e orienta o que deve ser feito. Entro em minha sala e olho a pilha de papel sobre a mesa. Não estou nem um pouco animado para trabalhar, só quero colocar a cabeça no lugar. - O Sr precisa de alguma coisa? Elizabeth é mais que uma secretária, é uma grande amiga desde a faculdade e de certa forma, meu braço direito na empresa. - Na verdade, sim. Senta aí. Vamos conversar um pouco. Resolvo pedir ajuda a ela. - Sabe que minha esposa não conhece a cidade. Então, quero que se aproxime , a ajudei no que precisar. - Pode contar comigo. Mas o ideal seria arrumar uma assistente para ela. Assim teria alguém a sua disposição em tempo integral. - Eu sei. Mas não quero colocar qualquer um. Pretendo trazer Lana para está função, só não dá para ser agora. Ela está terminando um trabalho importante no Brasil. - Posso olhar alguém, Thales. Como a sua esposa não conhece ninguém, nem está acostumada com a cidade, não é aconselhável andar sozinha por aí. - Veja isso para mim. Preciso de alguém de confiança, pois vai lidar com tudo por ela e terá acesso a conta que vou abrir para ela. - Não entendi? Qual o problema em sua mulher lidar com isso?. - Quero que ela tenha tudo que precisa e de qualidade, mas não quero que tenha acesso direto ao dinheiro. Vendo a cara de Elizabeth, sou obrigado a dar uma breve explicação da real situação do meu casamento. - Então, tenho medo que ela fuja se der acesso ao dinheiro para ela. - Isso é loucura, ela vai se sentir uma verdadeira prisioneira dessa forma. - Eu sei! Mas por enquanto, não posso arriscar. - Porque insistiu nessa casamento? É um absurdo essa situação. É para vingar de sua família? - Não, de forma alguma. Minha relação com Nathaly é perfeita, nenhuma mulher me faz sentir como ela. - Mas Thales, você poderia ter cortejado ela e se casar pelas vias normais. - Você não entende. Apesar de ter se entregado a mim, ela realmente ia se casar com meu irmão Augusto Renan. Eu não tive outra alternativa. - Eu iria odiar me casar dessa forma. Vai ser difícil manter o casamento nessas condições. Te desejo sorte meu caro. Elizabeth sai e me ponho a pensar no que ela disse. Que droga, preciso ganhar a confiança da minha mulher ou vou achar enlouquecendo. Resolvo trabalhar um pouco para me distrair e peço para mandar o almoço para ela em casa. - Thales, você não vai almoçar? - Vou pedir alguma coisa e almoço aqui mesmo. - De jeito nenhum, você ficou maluco? Como espera agradar a sua mulher e a trata desse jeito? - Não quero ir para casa e brigar com ela. - Você a deixa sozinha, sem um empregado na casa e acha isso normal? Então, por que dispensou os funcionários se não pretendia fazer companhia a ela? Penso que Elizabeth tem toda a razão, mas ainda não estou preparado para enfrentar a Nathaly. Nunca tive que me esconder de ninguém, mas com ela eu me sinto inseguro.l - Haja como marido e vai ficar com a sua mulher. A leve para passear, fazer compras ou ao cinema. Se continuar a ignorar ela dessa forma, não reclame quando ela te largar. Sinto um arrepio pelo corpo com as suas palavras. Pego o casaco e as chaves do carro e antes de sair, Elizabeth ainda me diz: - Não quero ver sua cara aqui na empresa hoje. Se a deixar abandonada de novo, eu mesma vou dar dinheiro para ela e aconselhar a deixar você. Eu sei que ela não faria isso, mas não posso negar que ela tem razão. Não sei o que está acontecendo comigo, mas Nathaly está mexendo com minha estrutura. Dirijo rápido até em casa e consigo chegar antes da entrega do almoço. Entro no meu apartamento e o cheiro de comida está invadindo o ar. A porta da cozinha está fechada, ela não percebeu que cheguei. Abra devagar e a visão da minha mulher cozinhando me surpreende. - O cheiro está muito bom! Me aproximo e dou um beijo no seu rosto. Antes de perguntar: - Precisa de ajuda? - Não, já está quase pronto. - Eu pedi almoço, não tinha ideia de que você iria cozinhar. - Que bom, se não gostar da minha comida terá outra opção. Ela diz séria e sinto-me desconfortável. Não sou exigente com comida, como praticamente de tudo. Mas também não quero que ela se sinta como uma empregada. - Tenho certeza que vou gostar. Só não quero que tenha trabalho. Temos muitas pessoas para cuidar dos afazeres domésticos. Você não precisa se preocupar. - Não vi ninguém por aqui, então supus que eu tinha que fazer. - Me desculpe Nathaly, devia ter avisado ou te levado para almoçar. Você é minha esposa e eu te negligenciei. Ela não me responde e começa a pôr a mesa, a minha vontade de ir até lá e a envolver nos meus braços é grande. - Deixa que pego os talheres e pratos. A campainha tocou, o almoço chegou e ela vai atender enquanto finalizo a mesa.
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