Thales a leva às compras

1107 Words
Nathaly Depois de tirar minha licença de direção, me sinto satisfeita e paro o carro em frente ao Rio Hudson, quero apreciar a visão da paisagem maravilhosa à minha frente. Thales sugeriu um passeio, então vou aproveitar a tarde fria, mas com um efeito diferente ou talvez, eu esteja vendo tudo lindo. Tiramos fotos e nos beijamos sem pressão ou a cobrança anterior. É tão gostoso sentir o gosto do beijo dele, me deixo levar e me entrego. As fotos ficaram ótimas e quero mandar umas para meu pai. Thales não parece gostar da ideia e meu humor escureceu. Entrego o telefone de volta a ele sem enviar nada para o meu. - Tudo bem, desculpe. Eu não vou mandar. - Porque? - Se não quer, não mando, não tem um porque. - Eu só estou surpreso. Seu pai já sabe da gente? - Claro que sim. Não escondemos nada um do outro. - Melhor assim. Mandei quantas fotos quiser, não me importo. Me estende o telefone e eu já não sei se é o melhor. Então falei antes de arrancar o carro. - Depois, olho isso. - Está zangada, querida? - Não, só me deixei levar pelo momento. - Nathaly, a gente estava em um clima tão gostoso. Não vamos estragar isso, pode ser? - Tudo bem. Continuo atenta ao trânsito, mas o clima já se quebrou. - Onde quer ir agora? - Vamos para sua casa, vou preparar o jantar. - É a nossa casa. Você mora lá agora, esqueceu? - Se você diz. - Que tal a gente jantar fora? O que quer comer? - Tem muita comida pronta lá, só tenho que fazer uma salada. - Não tem mais. Embalei e dei para o zelador. - Tudo bem, não me importo de cozinhar. - Eu não quero que você cozinhe, embora tenha gostado da sua comida. Quero passar esse tempo com você. Podemos jantar e fazer compras, o que acha? - Tudo bem. Vamos comprar o que? Até pensei que iríamos ao supermercado ou algo assim. - Roupas, sapatos ou, o que você quiser. - Não estou precisando de nada no momento. Minhas coisas já chegaram. - Eu só queria te deixar feliz, toda mulher adora fazer compras. - Você não precisa comprar nada para me fazer feliz. - Então como posso te deixar feliz? Olho para ele e tenho certeza que não vai gostar do que eu gostaria. Melhor nem falar. - Vamos gatinha, me diz o que tenho que fazer para ter de volta a Nathaly que conheci? - Eu quero ir para casa, ver o que está acontecendo com meu pai. - Menos isso Nathaly. Qualquer outra coisa. - Não tem mais nada que eu queira. - Por favor Nathaly, quero que você entenda. Não posso ir ao Brasil com você agora, e também não acho seguro você ir sozinha. Fico calada. Sei que no fundo ele tem razão, mas realmente estou preocupada com o que possa acontecer com meu pai. Também quero saber essa história de fraude e não quero olhar isso por telefone. Alguém pode estar armando para meu pai. - Entre no shopping à frente. Vamos comprar seu anel. - Eu não quero um anel. Respondi sem sequer pensar. Já está me incomodando o fato dele querer me comprar alguma coisa. - Eu te prometi um anel de noivado. Vamos escolher juntos. - Já somos casados, qual a necessidade? - Eu quero colocar um anel na sua mão. Um anel do nosso compromisso. Sei que pulamos essa etapa, mas quero te compensar. Você ficou zangada por eu ter tirado o seu anel no Brasil. - Eu não fiquei chateada por isso. Fiquei preocupada em perder algo que tinha que devolver. Você distorce tudo que falo. Passei direto pelo shopping e não entrei, senti a tensão no carro com seu olhar frio sobre mim. - Pare o carro Nathaly. Não era um pedido, era uma ordem e eu obedeci. Thales saiu do carro e deu a volta, abrindo minha porta para assumir a direção. - Vá para o lado! Desci e fui para o carona sem me queixar. Achei que ele ia entrar no shopping e me surpreendi quando seguiu em frente. Paramos em uma loja de roupas femininas pouco depois. - Vêm, Vamos olhar um vestido. Tenho um coquetel e quero que me acompanhe. De longe se via que era uma loja de roupas caras. O que eu não estava acostumada a usar, mesmo noiva de um homem rico, vivia do meu salário de secretária que não dava para pagar esses luxos. Já eram quase sete da noite e a loja estava vazia, as atendentes conversavam e com nossa entrada, quatro vieram nos atender. - Boa noite! Minha esposa vai olhar alguns vestidos. Todas me olharam avaliando com certeza o que eu vestia, mas a atenção mesmo estava em Thales. Não vou negar que me senti desconfortável com os olhares em cima dele. - Por aqui, Sra. Vou te mostrar algumas opções. Uma das vendedoras me conduziu. Outra estava se desmanchando para ele descaradamente. - O Sr pode aguardar na sala de espera. Vou lhe servir um café, ou talvez um suco. - Não quero nada, obrigado. De frente para uma arara de vestidos, eu estava maravilhada com as peças e não sabia o que escolher. Também estava incomodada com as mulheres em cima dele, virei com meu melhor sorriso e o chamei. - Querido, gostaria de sua opinião. Vindo até a mim, ele pousou a mão em minha cintura. - Estou entre o preto e o vermelho. Levantei os dois para que ele os visse e sua voz próxima aos meus ouvidos me dava arrepios. - Não está à sua altura, Sra Orsini. - Sra Orsini? Do grupo Hilton? Como voz séria, Thales informou. - Não conheço outro Orsini na cidade. A postura das vendedoras mudou completamente e vários vestidos foram trazidos pelas quatro. - Esses são modelos exclusivos que não serão encontrados em outros lugares. - Assim está melhor. Não deveria fazer ela perder tempo com coisas inúteis. Ele falou deixando as mulheres sem graça. - O Sr gostou desse Sr Orsini? - Eu não uso vestidos. Mostrei a ela. Thales nem levantou os olhos do celular para olhar. Experimentei vários com sapatos e acessórios. Não tinha noção do que ele gostou, sua expressão era neutra. - Acho que chega. Vou escolher um e pronto. - Mas todos ficaram lindos, querida. - Qual acha que devo levar? - Tudo que você gostar. - Ajudou muito. Fui para o trocador sem definir qual levar. Quando voltei ele me pegou pela mão e me conduziu para fora.
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