LISA NARRANDO Acordei com meu celular tocando alto demais pro meu gosto. Abri os olhos ainda meio perdida, tateei a mesa de cabeceira e, quando vi o nome da Jaque brilhando na tela, sentei na cama na mesma hora. Se São Paulo estivesse pegando fogo, ela ainda assim mandaria mensagem antes de ligar. Se estava ligando àquela hora, podia ser coisa séria. — Oi, Jaque. Tudo bem? — atendi já preocupada. — Oi, Lisa. Tá tudo bem sim, calma — ela respondeu rápido, como se já soubesse que eu ia pensar o pior. — Mas eu tô te ligando porque sei que hoje é sua folga… só que tive um problema aqui em São Paulo e não vou conseguir voltar hoje. Será que você consegue ir pro restaurante, segurar as pontas por lá? Quando eu voltar, eu te recompenso. Eu nem precisei pensar. — Claro. Não precisa se preo

