BARBARA NARRANDO Quando eu dei por mim, o céu já estava escurecendo. Foi estranho. Eu estava sentada na areia observando o mar, quando levantei os olhos e percebi que o azul claro já tinha virado um laranja queimado, quase roxo. — Merda… — murmurei, procurando o celular na bolsa. Foi aí que o meu estômago afundou. A tela não acendia. Apertei o botão uma vez. Duas. Três. Nada. Descarregado. — Não… não, não, não. Eu sabia que minha mãe devia estar tentando falar comigo. Pensei em pedir um Uber, mas sem bateria não tinha como. Eu até considerei pedir o celular emprestado para alguém, mas a essa hora quase não tinha mais ninguém por ali. A solução era uma só: ônibus. Eu odiava pegar ônibus naquele horário, ainda mais saindo um pouco fora da mão do Morro. Mas não tinha opção. Limp

