Caveira Narrando Quando a Jaque falou que queria ir embora… eu já sabia. Antes mesmo dela terminar a frase. Eu conheço ela. Conheço o jeito que ela fica quando alguma coisa mexe com ela de verdade. O olhar muda, a postura muda… e, principalmente, aquela sensação de que a cabeça dela não tá mais ali. Ela pode até tentar disfarçar. Mas comigo? Não cola. E quando ela falou da Bárbara… Do jeito que a voz dela ficou… Eu entendi na hora. Não era só preocupação. Era instinto. E instinto de mãe… não se ignora. — Então vamo embora — eu falei. Simples assim. Porque não tinha o que discutir. Não tinha o que argumentar. Ela precisava voltar. E eu ia junto. Sempre. Eu fiquei aqui pra podermos aproveitar a viagem, agora que ela quer voltar e o fornecedor tá morto, tá tudo em paz. Arrumar as coi

