BÁRBARA NARRANDO O dia passou voando e eu nem percebi direito, em que momento o sol subiu e depois começou a ir embora. O restaurante da minha mãe estava cheio, como quase sempre fica, e isso fez com que o tempo corresse rápido demais. Quando eu me dei conta, já estava recolhendo pratos, conferindo pedidos e ajudando a fechar o caixa. A Lisa ficou de olho em mim o tempo inteiro. — Bárbara, você tem certeza que tá tudo bem? — Ela perguntava, com aquela preocupação estampada no rosto. E eu respondia sempre a mesma coisa: — Tô bem, Lisa. Relaxa! Mesmo quando eu sentia o corpo mais cansado do que o normal… mesmo quando aquela pontada leve na lombar aparecia… eu insistia que estava tudo bem. Porque, no fundo, eu queria que estivesse. O movimento do restaurante nunca deixa espaço pra fr

