Não falei nada na hora. Não era o momento. Mas assim que vi que a Bárbara já tava ficando nervosa… Que aquilo podia virar outra coisa… Eu encostei de leve no braço dela. — Bora — falei baixo. — Depois tu resolve isso. Ela ainda ficou alguns segundos ali, encarando a tia. Mas depois assentiu. E veio comigo. A gente voltou pro carro em silêncio. Ela entrou primeiro. Eu dei a volta e sentei no volante. Fiquei uns segundos sem falar nada, só ligando o carro. Pensando. Organizando. E então olhei pra ela. — Essa história tá muito estranha. Ela soltou um suspiro pesado, passando a mão no rosto. — Eu sei. Só não tô entendendo o motivo dela ter vindo até aqui, até porque ela mora na casa. Eu saí sem fazer questão de nada. Engatei a marcha, mas não saí ainda. — A casa que tu morava… era da

