A porta do escritório se fechou suavemente atrás deles. O ambiente era amplo, iluminado pela luz que entrava através da parede inteira de vidro que dava vista para a cidade. Do décimo andar, os carros lá embaixo pareciam brinquedos deslizando lentamente pelas avenidas. O ar condicionado deixava o ar fresco, quase frio demais. O homem atrás da mesa tinha postura calma, segura. Terno cinza claro, gravata discreta, cabelo grisalho bem cortado. Ele tinha o tipo de olhar que parecia avaliar tudo em segundos — pessoas, postura, confiança. Valente percebeu isso na mesma hora. Esse cara estava acostumado a negociar. Muito. Ele se dirigiu à Valente. — Sabe Bruno, eu gosto de negociar com homens de presença como você, parece jovem, mas tem poder no olhar. Dioguinho ficou mais atrás, apenas

