O bunker, que antes era barulho, correria e gritaria, agora parecia outro lugar. Silencioso. Concentrado. Tenso de um jeito diferente. Não era mais sobre produzir. Nem vender. Era sobre esconder. Transformar. Fazer um milhão de reais… deixar de parecer o que realmente era. Alice estava sentada na frente do computador. Postura reta. Olhos focados. Dedo correndo pelo teclado como se aquilo fosse natural pra ela. E de certa forma… era. Valente encostado na parede. Braços cruzados. Observando. Dioguinho andando de um lado pro outro. — Mano… eu ainda não entendo como isso aqui vira dinheiro limpo. Alice nem olhou. — Não vira. Ele travou. — Como assim? Ela respondeu, seca: — Ele só parece limpo. Silêncio. Valente soltou um riso baixo. — Já gostei. Alice abriu uma plan

