O bunker parecia pequeno pra tudo que estava acontecendo ali dentro. Não por espaço. Mas pelo peso. Pelo que estava em jogo. Alice puxou a cadeira de frente pro Valente e se inclinou levemente, apoiando os cotovelos na mesa. Séria. Muito séria. — Presta atenção agora. Valente assentiu. Pela primeira vez… Sem marra. Sem ironia. Só focado. Dioguinho ficou de pé, encostado na parede, cruzando os braços. — Manda. Alice respirou fundo. — Quando você entregar esse dinheiro… — O Tubarão não vai só pegar e pronto. Valente já sabia. Mas deixou ela continuar. — Ele vai querer saber de onde veio. — Como foi feito. — Como foi limpo. Ela inclinou a cabeça. — Porque se tiver qualquer risco… — Ele não pega. Silêncio. Valente assentiu devagar. — Faz sentido. — Ele não vai quer

