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Blurb

Kai Macgiver sempre foi um mulherengo sem igual e jamais se incomodou em ser chamado e reconhecido assim. A sua filosofia de vida era dizer "enquanto a minha prometida não aparecer, serei de todas" e ele o fez, ele conheceu e seduziu todas as garotas que conseguiu, até Beatrix aparecer.

Beatrix Donover é uma humana normal com uma vida normal, amigos normais e até um namorado normal, até Kai aparecer e mudar seu mundinho colorido de cabeça para baixo afirmando que eles estão destinados a ficarem juntos e falando sobre um mundo que ela jamais ouviu falar.

Dois mundos, duas pessoas, duas realidades diferentes entrelaçadas pelo amor.

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– Atividades extracurriculares
– Você vai se atrasar de novo se continuar na cama desse jeito. Não sabe que temos uma hora para acordar? Por que sempre se atrasa? – Sarge me chacoalha na cama e eu gemo em resposta. – Eu estou cansado. – Digo sem abrir os olhos puxando o lençol que ele puxou anteriormente. – O que tanto você fez noite passada que te deixou cansado? – Sarge pergunta e eu abro o olho. Ele está ao pé da cama com os braços cruzados, já vestido com o uniforme da escola e com a bolsa a tiracolo. – Atividades extracurriculares. – Respondo vagamente sentando-me na cama e processando o novo dia que se inicia. Estou cansado como um gambá. Sinto o ar frio da janela entrar no quarto e arrepiar minha pele nua já que estou sem camisa. Em casa eu sempre durmo pelado, mas aqui por respeito aos meus irmãos eu me contento em dormir apenas de cueca. – Ou seja, ele saiu para pegar garotas a noite inteira. – Tristan diz do outro lado do quarto enquanto arruma a sua mochila e eu aponto para ele fazendo sinal de arma. – Não sei como você conseguiu já que não temos permissão para fazer nada, praticamente. – Exatamente isso, você sabe que eu tenho os meus métodos. Que horas são? – Pergunto esfregando os olhos e tentando enxergar a hora a frente. Passo a mão pelos meus cabelos que insistem em cair na minha testa e isso me lembra que preciso ir ao cabeleireiro, daqui a pouco serei uma versão albina e de cabelos lisos de Justin. Meu cabelo cresceu bastante e eu não fiz questão alguma de cortar, sem falar que as garotas adoram passar a mão nele. – Não importa, você já está atrasado. Te encontramos na aula, você não vai encontrar nada na mesa de café mesmo. – Tristan diz e sai em silêncio, assim como Sarge. – Bundões. – Digo baixo observando Sarge fechar a porta. Sozinho no quarto e sabendo que não vou conseguir voltar a dormir, eu me levanto e caminho descalço até o banheiro. Como já estou atrasado, vou ter que me contentar com uma ducha rápida. Volto do banheiro com uma toalha na cintura e outra esfregando o cabelo e olho o horário das aulas da manha. 8:00 – Alquimia 10:15 – Encantamento 11:00 – Fisiologia – Ótimo, vou ter que enfrentar alquimia logo no primeiro horário da manha. Estou pulando de felicidade. – Devo dizer que não sou a pessoa mais paciente que existe nesse mundo para fazer misturas de elementos. Alquimia requer paciência e eu jamais tive isso em toda a minha vida. Visto a roupa, calço os sapatos com toda calma do mundo sem nem ao menos me preocupar se vou me atrasar, afinal, já estou atrasado mesmo. Coloco os livros necessários na bolsa e deixo a gravata solta no pescoço, não estou a fim de me engomar hoje. Antes de ir embora para a aula, passo na frente do espelho e passo os dedos entre os meus cabelos para dar uma organizada no meu visual e encaro meu olhar pelo espelho. – Como alguém pode nascer uma vez apenas e vir tao lindo ao mundo? – Digo para mim mesmo em admiração. Depois desse momento de autorreflexão, saio do quarto e fecho a porta me preparando para mais um dia de aula exaustivo. No caminho até a aula, começo a me arrepender por ter estendido a noite. Todos nos juntamos para pesquisar nos livros sobre as criaturas existentes e comparar com aquilo que vimos no dia do ataque, mas, infelizmente, não encontramos nada que parecesse, seja em aparência ou descrição e isso deixou todos frustrados, incluindo eu. No caminho até o meu quarto, acabei encontrando Hadassa, uma linda fada de cabelos azuis que já sai algumas vezes e nunca me decepcionou e ela acabou por me convidar a entrar e conversar um pouco com ela e suas colegas de quarto. Não preciso nem dizer que nós conversamos a noite inteira e eu só voltei ao meu quarto muito tarde da madrugada, agora me pego a pensar como nenhum dos professores nos pegou. O resultado é que eu não dormi direito, não descansei e me sinto um peso morto sendo arrastado. Entro na sala de Alquimia bocejando e todos já estão sentados e o professor Jacob Bernadini está me esperando na porta, de braços cruzados. Dou-lhe um sorriso amarelo, que ele não retribui. – Bom dia, senhor. Como vai? – Pergunto da forma mais meiga que consigo e a expressão dele não muda jamais. – Estaria bem melhor se você não se atrasasse para as minhas aulas todos os dias. – Ele diz dando espaço para que eu passe e eu entro, como sempre, todos os olhos estão em mim. – Mas eu não tenho aula de alquimia todos os dias. – Me faço de desentendido enquanto ando até o meu lugar de sempre, ou seja, no fundo da sala. Coloco a minha mochila em cima da bancada onde eu normalmente faço as minhas poções, ou tento, por que as vezes sai completamente errado. – Sim, mas os dias que tem você sempre se atrasa. – Ele diz enquanto fecha a porta e caminha até a sua própria bancada. – A aula começou. Hoje vamos fazer uma poção para manipulação biológica com o objetivo de ativação e desativação. Façam duplas e então eu direi o que vocês precisam fazer. – Ele diz e eu faço uma careta. Não gosto de fazer duplas por que eu já faço um trabalho muito r**m sozinho, não quero fazer um trabalho ainda pior ou atrapalhar outra pessoa. – Senhor Macgiver? – Sim? – Pergunto saindo de meus devaneios e eu percebo que toda a sala já tem suas duplas, restando apenas eu. – Você ficou sozinho, portanto serei seu parceiro. – Ele diz me chamando com a mão e eu faço uma careta ainda maior. O que era r**m ficou ainda pior. Onde está Sarge e Tristan quando preciso deles? Pego as minhas coisas e caminho até a bancada do professor e fico ao seu lado encarando toda a sala. Não tenho problemas com isso, eu sempre chamei atenção por causa dos meus pais ou por causa da minha aparência. Na maioria do tempo, uma mistura dos dois. – Duplas formadas, agora vou dizer o que vocês tem que fazer. A poção de ativação e desativação tem como propósito, como o próprio nome já diz, desativar ou ativar os poderes dos aliados ou inimigos, mas também há uma duas variações delas, na primeira vocês conseguem desativar órgãos vitais como o coração ou os pulmões ou provocar uma paralisia sensorial, desativando os sentidos como o paladar, o tato, a visão e a audição. Hoje vamos começar pelo mais básico, eis o que quero que cada dupla faça: os dois terão que fazer uma poção de desativação e desativação de visão, cada um fará uma e ao final da aula os dois vão disputar para ver quem vai tomar a poçao, primeiro a de desativar e depois a de ativar para voltarem ao normal. Se fizerem algo errado na poção de desativação pode ser que afete mais de um sentido e se fizerem a de ativar errado vocês vão passar algumas horas assim até que o efeito da poção passe. Todos os alunos parecem ansiosos com as últimas recomendações, afinal, ninguém aqui quer ficar cego, s***o ou mudo, ou tudo junto por algumas horas. – As instruções estão no seu livro de poções, pag 23, e os ingredientes que vão precisar estão no armário. É uma poção rápida, sigam tudo que está escrito ai a risca e tudo dará certo. Comecem, quero que esteja pronta daqui a 20 minutos. Todos vão tomar ao mesmo tempo. – Ele bate palmas fazendo com que os caldeirões surjam e as duplas começam a se organizar com os ingredientes para o preparo da poção. Com um sorriso que me amedronta, ele se vira para mim. – Porque ainda não abriu o seu livro? Não estava me ouvindo? – Pergunta indo até o seu caldeirão, que é consideravelmente maior do que o dos alunos. – Ouvir eu ouvi tudo, mas estou tao apavorado que não tinha processado ainda. – Resmungo sem deixar que ele ouça. – O que disse? – Bom, pelo visto ele ainda ouviu. – Disse que é uma poção e tanto. Ainda bem que você tem prática nisso. – Digo enquanto abro o livro na bancada e olho para o meu caldeirão. – Sim, mas não posso dizer o mesmo sobre você, e você vai fazer a poção de ativação. Se a sua poção falhar e eu ficar cego, você sabe que o vai acontecer não é? – Ele pergunta e agora entendo o seu sorriso sadomasoquista. Ele está se divertindo bastante com isso. – Sim senhor. – Respondo automaticamente e ele dá dois tapinhas nas minhas costas. – Então mãos a obra, garoto. Quero que seja a melhor poção da sala, afinal, você é a minha dupla. – O professor Jacob diz e se afasta e eu quero gemer. Pego o livro e começo a ler a receita da poção atentamente, parece que todo o cansaço do meu corpo se vai com a perspectiva de passar meses de castigo pagando detenção. Depois de ler duas vezes, eu peso os ingredientes que precisam ser pesados e começo a fazer a poção, tudo isso com os olhos afiados do professor em cima de mim. A cada cinco minutos ele tirava os olhos de sua própria poção e vinha até a minha, olhava alguns instantes e voltava a sua sem falar coisa alguma. O silêncio dele estava me matando e quando deu o tempo de cozimento, tirei do fogo fazendo uma pequena prece. – Que esteja boa. Que funcione. Que funcione. – Dizia para mim mesmo baixinho enquanto, com uma concha, servia um pouco em um copo. A poção tem uma cor arroxeada e um cheiro não muito agradável e isso faz eu me questionar se coloquei algo errado nela. Todos os alunos terminaram a poção praticamente ao mesmo tempo e agora é a hora mais importante, hora de tomar. – Parece que todo mundo foi relativamente bem, ninguém explodiu nada. – O professor diz observando todos os alunos. – O mais velho de cada turma vai tomar a poção, portanto, se preparem. Há gemidos e lamurias de todos os lugares da turma, assim como comemorações também por parte dos alunos mais novos. Quase todos nós temos a mesma idade, mas temos diferenças de meses e o professor se aproveitou disso. Nos próximos minutos, todos os alunos mais velhos e o professor tomaram a poção de desativação. A poção começa a fazer efeito em menos de um minuto, portanto, todos já estão sem ver nada. – Professor, tem fumaça saindo dos olhos do Ethan. – Luna Malone diz se referindo a sua dupla. Realmente há muita fumaça saindo dos olhos de Ethan Brastford. – Isso quer dizer que vocês exageraram na raiz de hogweed. – O professor está sentado ao meu lado e olha para a frente mesmo sem enxergar nada. A sua poção não teve erro já que foi feita por ele mesmo. Cinco minutos depois, todos tomaram a poção para reativar a visão e eu senti as palmas das minhas mãos suarem em antecipação. – Vamos ver se você fez um bom trabalho ou se vai pagar detenção. – O professor disse quando entreguei o copo para ele. – Então? – Pergunto olhando o professor de perto um minuto depois, pelo que li, a visão dele já deve estar voltando. Em silêncio, o professor se levanta de cabeça baixa e ouço a sua voz alguns momentos depois. – Parece que você conseguiu. – O alívio que sinto dentro de mim é enorme e eu sorrio. O professor bate nas minhas costas. – Acha mesmo que eu ia tomar algo que você preparou se eu soubesse que não funcionaria? Sinceramente garoto, eu tenho aulas a dar. – Bem vi que você estava olhando demais. – Disse apontando. – Claro, precisava ver se você estava fazendo direito. Parabéns. Foi tao difícil assim? – Não? – Então continue com o bom trabalho. – Ele se vira para a turma. – Todos conseguiram? – Minha visão está aqui, mas tudo está nítido demais e brilhando. – Ethan diz esfregando os olhos e Luna parece apavorada. – Isso quer dizer que você colocou muitas pétalas de eufrásia. Parece que os dois têm um problema com medidas, não é? – Os dois se encolhem um pouco tímidos. Não acredito que fiz a minha primeira poção que não explodiu em minha cabeça ou que deu um efeito reverso. Estou feliz e quero comemorar, mas a minha comemoração é interrompida pela chegada do professor Valentim Delacroix, que parece esbaforido e agoniado. – Jacob, pode me ceder o Kai por alguns instantes? – Eu? O que ele poderia querer comigo? – Claro. – O professor Jacob diz e faz um gesto de mãos para mim indicando que eu posso ir. Caminho ate onde o professor está e fecho a porta da sala, acompanhando o mais além no corredor. – Desculpe interromper a sua aula, mas é algo muito importante. Sei da sua i********e e dos seus irmãos com a senhorita Cox e me vi na obrigação de avisá-lo que ela sumiu junto com a Senhorita Anne enquanto fazíamos uma aula ao ar livre. As duas… – Suas palavras se repetem na minha mente e eu não consigo continuar a ouvi-lo sem interrompê-lo. – A minha irma sumiu?

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