Verena Ao retornar à mansão, minha prisão, observei com satisfação o tapa de Dona Eleonora na bochecha de Magnus enquanto nos cumprimentava, junto com Lucian. O som ecoou pelo corredor como um tiro e, por um instante, todos ficamos paralisados numa cena de tensão e surpresa. O meu coração disparou. Pelo canto do olho, notei Lucian cerrar os lábios, lutando para conter um sorriso. Mantive a minha expressão de inocente espanto, os olhos arregalados, como se não entendesse o que estava acontecendo. Magnus levou a mão à bochecha avermelhada, os olhos castanhos se tornando gélidos. — Que dia*bos foi isso, mãe? Ele rugiu, a voz um trovão abafado que fez as janelas da mansão tremerem. Dona Eleonora estava diante dele. Apesar de ser muito mais baixa que o filho, a sua presença preenchia o c

