Capítulo 9
O dia marcado para a retirada dos pontos amanheceu ensolarado, trazendo uma sensação de renovação para a suíte principal. Com a habilidade e a delicadeza de quem conhecia cada centímetro da pele de seu noivo, Mel utilizou o material esterilizado para remover, um a um, os fios de sutura do peito, do ombro e da coxa de Breno. As cicatrizaçoes estavam limpas e perfeitas, o testemunho tátil da dedicação e do cuidado com que ela o cercara nas últimas semanas.
Após o procedimento, Mel desceu para a cozinha e preparou pessoalmente um café da manhã reforçado. Eles se sentaram à mesa do jardim privativo, desfrutando do aroma de café fresco e do areno calmo da manhã.
Breno, vestindo apenas um calção de seda e uma camisa de linho aberta que deixava à mostra o peito cicatrizado, olhou para ela com um brilho intenso nos olhos cinzentos.
— No próximo final de semana teremos o jantar oficial do nosso noivado perante toda a sociedade e a minha família — declarou ele, deslizando os dedos pela mão de Mel, onde o anel de diamante faiscava ao sol. — E eu quero você impecável, meu amor.
Mel sorriu, os olhos brilhando com uma cumplicidade quente.
— Sempre, meu Dominador.
Breno retirou do bolso do robe de seda uma pequena caixa de veludo preto e a colocou sobre a mesa. Quando Mel a abriu, encontrou dois itens elegantes: um plug anal de silicone aveludado de tamanho pequeno, com uma base adornada por um pequeno cristal carmesim, e uma calcinha de renda vermelha equipada com um microvibrador imperceptível de controle à distância.
— Este pequeno acessório é um pouco desconfortável no início... mas vai lhe dar uma sensação inesquecível — explicou Breno, a voz baixando para um tom rosnado e sensual. — Não vou colocá-lo agora. Para o jantar, quero que você escolha um vestido de tom escuro... de preferência um vermelho-fechado, profundo. Porque por baixo dele, na frente de toda a minha família e da imprensa, você usará a calcinha vibratória... e o meu presente.
Mel sentiu um arrepio imediato subir por sua espinha, o ventre contorcendo-se em uma mistura de choque e excitação proibida. Ela encarou o cristal reluzente no plug e depois fixou os olhos castanhos nos dele, cruzando as pernas por baixo da mesa.
— O que você quer fazer comigo, hein, Sr. Breno? — provocou ela, com um tom audacioso que não tinha no início do contrato.
Breno deu um meio sorriso perigoso, curvando-se sobre a mesa até que seus lábios ficassem a milímetros dos dela.
— Quero testar o seu autocontrole, pequena. Quero que todos a vejam como a noiva perfeita do bilionário Breno Albuquerque, enquanto apenas nós dois sabemos que a cada brinde, a cada conversa da minha mãe ou da Serena, o seu corpo estará inteiramente sob o meu controle e vibrando nas minhas mãos.
A imagem imaginada fez o peito de Mel arfar. Ela mordeu o lábio inferior, um sorriso safado e brincalhão desenhando-se em seus lábios enquanto se lembrava de como a mansão era imensa e cheia de recantos escondidos.
— Entendi... — sussurrou ela, passando a ponta da língua nos lábios. — Mas até o final de semana chegar... podemos brincar de novo de pique-esconde?
Breno soltou uma risada baixa e envolvente, os olhos cinzentos faiscando diante do desafio. Ele adorava a transformação de Mel: a jovem inocente e tímida agora sabia exatamente como atiçar o instinto de caçador do seu Dominador.
— Pique-esconde, pequena? — Breno levantou-se lentamente da cadeira, desabotoando os últimos botões da camisa de linho e deixando-a cair no chão, exibindo seu porte físico recuperado. — Você tem cinco minutos para se esconder nesta mansão. Se eu a encontrar antes de dez minutos... o treino da calcinha vibratória começa hoje mesmo.
Mel não esperou a contagem. Com uma gargalhada solta e cheia de adrenalina, ela tirou o chinelo de quarto, pegou o vestido e saiu correndo pelos corredores da mansão, com os pés descalços deslizando pelo mármore frio.
O jogo de sedução e caça durou quase meia hora. Mel usou seu conhecimento dos atalhos de serviço para se esconder no andar da biblioteca privada, atrás das pesadas cortinas de veludo. No entanto, Breno conhecia cada centímetro daquela casa melhor do que ninguém. O som dos passos firmes dele no assoalho era uma tortura deliciosa para o coração acelerado de Mel.
Quando Breno finalmente afastou a cortina e a encurralou contra o parapeito da janela, o olhar dele era de puro triunfo.
— Encontrei você — rosnou ele, puxando-a pela cintura para um beijo devastador que deixou Mel sem fôlego.
O final de semana chegou rápido, e o clima na mansão dos Albuquerque era de puro luxo e ostentação. A propriedade fora decorada com arranjos de orquídeas e iluminação cênica. Garçons em trajes impecáveis serviam champanhe francês aos convidados da alta sociedade, jornalistas e membros seletos da elite corporativa.
No quarto principal, Mel terminava de se arrumar diante do espelho de corpo inteiro. Ela vestia um suntuoso vestido de cetim vermelho-rubi, de ombros sós e f***a discreta, que abraçava suas curvas com perfeição. O anel de noivado brilhava em sua mão, e seus cabelos estavam presos em um coque elegante.
Mas o verdadeiro segredo estava por baixo do vestido.
Minutos antes de descer, Breno entrara no quarto e, com movimentos calmos, precisos e cheios de autoridade, posicionara o pequeno plug anal com o cristal carmesim e ajustara a calcinha vibratória vermelha. A sensação de preenchimento e a presença do acessório faziam Mel caminhar com uma postura ereta e passos ligeiramente contidos, mantendo uma onda constante de calor e sensibilidade entre suas pernas.
Breno guardou o controle remoto prateado no bolso interno de seu terno sob medida.
— Você está deslumbrante, minha esposa — elogiou ele, oferecendo o braço para conduzi-la ao salão. — Lembre-se: comporte-se. O controle está no meu bolso.
Quando o casal surgiu no topo da grande escadaria, os olhares de todos os convidados se voltaram para eles. Flashs de fotógrafos pipocaram, e murmúrios de admiração preencheram o recinto.
No centro do salão, vestida em um conjunto verde-esmeralda extravagante, estava Dona Marieta Albuquerque, acompanhada por Serena, que usava um vestido preto justo e ostentava um olhar venenoso de desprezo.
Marieta caminhou até o casal, erguendo o queixo com falsa cordialidade enquanto encarava Mel de cima para baixo.
— Ora, ora... Breno — disse Marieta, a voz gélida. — Você realmente levou essa farsa adiante. Apresentar uma ex-governanta sem berço como a futura senhora Albuquerque é uma afronta ao nome da nossa família. Serena sim saberia honrar este sobrenome.
Serena deu um passo à frente, cruzando os braços com um sorriso debochado:
— Aproveite o luxo enquanto dura, Mel. Homens como o Breno se cansam rápido de brinquedos baratos. Logo você estará de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.
Mel sentiu o sangue subir às bochechas, mas antes que pudesse responder com a firmeza que aprendera, sentiu a mão de Breno em sua cintura.
Com um movimento discreto do polegar dentro do bolso do paletó, Breno pressionou o botão do controle remoto.
A calcinha de renda de Mel começou a vibrar em um pulso de média intensidade.
A sensação repentina de invasão e prazer fez Mel travar, arfando baixinho e segurando no braço de Breno com força para não fraquejar as pernas diante da sogra e da rival. A combinação do preenchimento interno com a vibração no c******s fez suas pupilas se dilatarem.
Breno olhou para a mãe e para Serena com uma expressão gélida, cortante e terrivelmente dominante, enquanto mantinha o controle ativado:
— A única farsa aqui é a presença de vocês no meu noivado sem convite — declarou Breno, a voz ressoando com uma autoridade que calou os arredores. — Mel é a mulher que eu escolhi, a mulher que salvou a minha vida e a única que reinará nesta casa. Se disserem mais uma palavra desrespeitosa à minha noiva, farei questão de cortar a mesada de Marieta e cancelar todos os contratos da família de Serena com as minhas empresas.
Marieta empalideceu de choque, e Serena deu um passo para trás, humiliation estampada em seu rosto.
Breno inclinou-se sobre o ouvido de Mel, que tentava disfarçar os tremores de prazer que percorriam seu corpo enquanto mantinha o sorriso para os fotógrafos:
— Aguente firme, pequena... — sussurrou Breno, aumentou o nível da vibração mais um ponto. — O jantar está apenas começando.