Capítulo 8
Os últimos quatro meses haviam transformado completamente a dinâmica entre Mel e Breno. O que começara como uma relação estritamente contratual se tornara um laço indissolúvel. Não fora apenas naquela noite de atentado que Mel salvara a vida de Breno; ao longo daqueles quatro meses, fosse cuidando de uma gripe forte que o derrubara pela primeira vez em anos ou tratando de ferimentos de bala daquele ataque violento, ela havia se tornado o seu porto seguro.
Antes do atentado perpetrado por Gustavo, Breno planejava marcar o jantar oficial de noivado para a sociedade. Mas, diante dos últimos acontecimentos e da revelação da lealdade incondicional de Mel, ele tomou uma decisão definitiva: rescindir o contrato original de submissão temporária. Ela não seria mais uma contratada tentando pagar dívidas. Ele queria que Mel fosse sua esposa por escolha, sua parceira de vida e sua submissa por desejo mútuo. Mas, dessa vez, a decisão final pertenceria a ela.
Na suíte master, o silêncio era quebrado apenas pelo som ritmado da respiração de Breno. Ele ainda trazia os pontos recentes no peito, no ombro e na coxa, recém-saturados com perfeição pelas mãos habilidosas de Mel. Com a voz ainda um pouco grogue devido ao efeito residual da anestesia e dos analgésicos, ele segurou fracamente os dedos dela.
— Fica comigo aqui... — murmurou ele antes de sucumbir novamente a um sono reparador.
Mel permaneceu ao lado dele. Ela havia tomado um banho quente para tirar o cansaço do procedimento e vestira apenas uma camisa social branca de Breno, cujas barras caíam até a metade de suas coxas.
Sobre a mesa de cabeceira, repousava um novo envelope pardo que Breno deixara preparado antes do ataque. Mel pegou o documento de quatro páginas e começou a ler. O texto revogava todas as dívidas restantes de seus pais, passava o apartamento da família definitivamente para o nome dela e garantia o financiamento do curso de Medicina sem qualquer contrapartida obrigatória. No final, havia uma nova proposta: um casamento definitivo, pautado na confiança e na submissão consentida, sem prazos de validade.
A cada linha lida, Mel se lembrava das palavras que ouvira dos seguranças: Ninguém jamais arriscaria a vida por ele... até você chegar.
Ela olhou para o homem poderoso que agora repousava de forma vulnerável em seu colo. Deslizando os dedos suavemente pelos cabelos amadeirados de Breno, fazendo um cafuné calmo, ela se inclinou e sussurrou bem perto do ouvido dele:
— Eu aceito me casar com você... e ser a sua submissa pelo tempo que você quiser.
Nos dias que se seguiram, a rotina na mansão transformou-se em um centro de cuidados rigoroso e afetuoso. Mel avisara à diretoria da faculdade de Medicina que se ausentaria das aulas durante 15 dias — tempo que tirou exclusivamente para dedicar-se à recuperação total de Breno.
Como ex-estudante de Enfermagem e futura médica, ela não facilitava. Trocava os curativos nas horas exatas, higienizava os pontos com precisão cirúrgica e garantia que os antibióticos e anti-inflamatórios fossem administrados sem um minuto de atraso. Quando Breno tentava teimar para checar e-mails da empresa, Mel usava de sua autoridade médica (e de noiva) para fazê-lo repousar.
Ela mesma preparava sopas nutritivas e leves, servindo-o na boca enquanto ele descansava reclinado na cama. Aos poucos, a cor saudável voltava ao rosto de Breno, e a força de seus músculos se restabelecia.
No décimo dia de resguardo, enquanto Mel terminava de aplicar uma pomada cicatrizante no peito dele, o chefe da segurança da mansão bateu à porta e pediu permissão para entrar.
— Sr. Albuquerque, Sra. Mel — disse o segurança, mantendo uma postura ereta. — A Polícia Federal e nossa equipe jurídica concluíram a operação. Gustavo e todos os capangas envolvidos no atentado foram presos em flagrante em uma tentativa de fuga na fronteira. As provas contra ele são irrefutáveis: tentativa de homicídio qualificado, formação de quadrilha e invasão armada. Ele pegará no mínimo trinta anos de prisão sem direito a fiança. A universidade também já assinou a expulsão definitiva e a cassação dos direitos acadêmicos dele.
Breno ouviu tudo com a expressão fria e serena de quem sabia que a justiça fora feita de forma implacável. Ele olhou para Mel, que soltou um suspiro profundo de alívio, sentindo o último rastro de medo daquele episódio se dissipar.
— Excelente — declarou Breno. — Garanta que os advogados acompanhem o processo até a sentença final.
O segurança assentiu e retirou-se da suíte.
Assim que a porta se fechou, Breno segurou a cintura de Mel com o braço não lesionado e a puxou para cima de seu corpo, acomodando-a sobre o seu peito firme. Ele olhou no fundo dos olhos castanhos dela, notando o anel de noivado brilhando à luz da tarde.
— Quinze dias de cuidados intensivos, doutora... — disse ele, um sorriso de canto e provocador surgindo em seus lábios. — Acho que já estou forte o suficiente para retomar as nossas aulas no Quarto Vermelho. O que você acha?
Mel sentiu o rosto arder em um rubor quente, mas não desviou o olhar. Um sorriso audacioso desenhou-se em seus lábios enquanto ela se inclinava para selar a boca dele com um beijo demorado.
— Acho que o meu paciente ainda precisa de mais uma inspeção... meu Dominador.
O beijo de Mel começou calmo, mas rapidamente ganhou contornos quentes e profundos, traduzindo quatro meses de um desejo reprimido que agora não encontrava mais barreiras. Breno estava sentado na borda da cama, e Mel se acomodou sobre o colo dele com todo o cuidado para não pressionar os pontos em seu peito, ombro e coxa. Porém, a proximidade física inevitável fez com que ela sentisse, através do tecido fino da calcinha e da camisa social dele, a rigidez e o volume sob o quadril de Breno.
Aproximando os lábios do ouvido dele, Mel murmurou com uma provocação carinhosa:
— Sr. Breno... nem pensar em movimentos bruscos. Você ainda está em recuperação.
Breno segurou a cintura dela com firmeza, os olhos cinzentos faiscando de intenção.
— Você está tomando algum remédio ou usando algum tipo de anticoncepcional? — perguntou ele, a voz grave e rouca.
Mel deu um sorriso de canto e sussurrou de volta:
— Por quê?
— Porque hoje a próxima aula não vai ser no Quarto Vermelho. Vai ser aqui e agora — declarou Breno, o tom de comando inquestionável. — Tranque a porta.
Sem hesitar, Mel saiu do colo dele por um segundo, caminhou até a porta e girou a tranca metálica. Em seguida, pegou o celular, colocou uma música suave e envolvente para preencher o ambiente e voltou para a cama.
Breno a puxou para si, iniciando uma sequência de beijos intensos e carícias que desceram do pescoço até a cintura dela. Desabotoando a camisa que ela vestia, ele revelou a pele macia de Mel.
— Faça pequenos movimentos em cima do meu membro... devagar, pequena — instruiu ele, a voz baixa contra os lábios dela.
Mel obedeceu, movimentando o quadril em um ritmo lento e cadenciado sobre a rigidez dele. Satisfeito com a entrega, Breno deslizou a mão por baixo de sua lingerie e introduziu um dedo em sua i********e. Ela já estava completamente molhada e aquecida. Ele começou um movimento sutil de vai e vem, adaptando o corpo dela, até introduzir o segundo dedo.
Uma pontada aguda de dor fez Mel arfar. Ela deu um pequeno grito contido, escondeu o rosto no pescoço de Breno e abraçou-o com força, deixando algumas lágrimas involuntárias de dor escorrerem pelos olhos.
— Calma, minha pequena... vai passar — sussurrou Breno com extrema paciência, beijando suas bochechas, a testa e os lábios, acalmando o tremor do corpo dela com carinhos contínuos nas costas.
Ele retirou os dedos e liberou seu m****o da calça. Com movimentos calculados, começou a roçar a cabeça de seu m****o diretamente contra o c******s dela, espalhando a umidade e reacendendo o calor do prazer sobre a dor inicial.
— Vai doer só um pouquinho no começo... mas depois o seu corpo se acostuma — explicou ele, mantendo os olhos cravados nos dela.
À medida que os estímulos no c******s se intensificavam, Mel começou a mover o quadril com mais força e ritmo, buscando o encaixe perfeito. Sentindo que ela estava pronta, Breno guiou a entrada e introduziu apenas um pedacinho de seu m****o na i********e de Mel.
A combinação do preenchimento inédito com a fricção precisa disparou uma reação avassaladora no corpo da jovem. Mel contorceu-se em cima dele, soltando gemidos altos e ritmados enquanto uma sequência de orgasmos múltiplos percorria toda a sua espinha. O aperto de sua i********e e a intensidade de sua entrega foram demais para o autocontrole de Breno: pela primeira vez na vida, o dominador inabalável perdeu o comando e atingiu o ápice absoluto, derramando-se inteiramente dentro da mulher da sua vida.
Reação de Mel:
Mel ficou deitada sobre o peito de Breno, arfando profundamente, com o queixo apoiado na pele quente dele. A dor inicial havia desaparecido por completo, substituída por um alívio pleno e uma sensação de preenchimento e conexão que ela jamais imaginara sentir. Olhando para a mancha de sangue sutil no lençol — o símbolo de sua entrega definitiva —, ela sentiu o coração desacelerar em uma paz absoluta. Não havia mais medo, nem dúvida. Ela se sentia amada, protegida e inteiramente pertencente àquele homem. Com um sorriso bobo e apaixonado nos lábios, ela desenhou círculos com a ponta do dedo no peito de Breno e sussurrou: "Eu sou sua... de verdade."
Reação de Breno:
Para Breno, aquele momento redefiniu tudo o que ele conhecia sobre prazer e controle. Sempre tão frio, metódico e acostumado a reger suas sessões com distância emocional, ter se derramado dentro de Mel — ser a sua primeira e única experiência — trouxe uma onda de posse, triunfo e uma vulnerabilidade inédita ao seu peito. Ele manteve os braços fortes ao redor da cintura dela, puxando-a para ainda mais perto, beijando o topo de sua cabeça com uma intensidade quase dolorosa. O olhar cinzento dele, antes severo, transbordava de um orgulho e de uma paixão escancarada. Ele olhou nos olhos dela e respondeu, a voz rouca e carregada de emoção: "E você é a minha esposa, Mel. Para sempre."