Capítulo 7
O sorriso de Breno se aprofundou na penumbra do Quarto Vermelho, carregado de uma satisfação n***a e dominadora. A intensidade do vibrador já fazia Mel arfar sem controle, mas ele queria levá-la exatamente até o limite onde o orgulho se desfazia por completo.
Com gestos lentos e calculados, Breno afastou a renda da calcinha e começou a introduzir o aparelho, centímetro a centímetro, na entrada de sua i********e virgem. Mel soltou um arquejo alto, fechando os olhos enquanto seu quadril buscava instintivamente o estresse daquele preenchimento inédito. A sensação interna era avassaladora, uma mistura de invasão consentida e um prazer tão agudo que fazia seus dedos dos pés se contrairem contra o tapete.
— Breno... por favor, não para... — pediu ela, a voz entrecortada por gemidos baixos, a beira de desmoronar no ápice.
Breno inclinou-se até o ouvido dela, a respiração quente roçando sua pele:
— Não vou parar tão cedo, pequena. A noite é uma criança.
— Mas... eu tenho faculdade amanhã... — sussurrou Mel num fio de voz, tentando focar em qualquer vestígio de realidade enquanto o corpo todo vibrava.
Breno apenas deu um riso baixo, rouco e debochado. Ele continuou ajustando a frequência e acariciando os pontos mais sensíveis da pele de Mel, desenhando círculos lentos em suas coxas e barriga, até que a resistência dela ruísse por completo. O corpo de Mel estremeceu de ponta a ponta em uma sequência violenta de orgasmos múltiplos. Ela se contorceu, soltando um gemido longo e desesperado, entregando-se ao prazer mais intenso e avassalador que já experimentara na vida.
Quando o tremor final começou a ceder, Breno desligou o aparelho e o removeu com cuidado, ajoelhando-se à sua altura. Ele acariciou o rosto corado de Mel e disse, a voz cheia de uma promessa densa:
— Você acabou de sentir o seu primeiro orgasmo intenso... mas em breve não será um brinquedo. Serei eu dentro de você.
Aquelas palavras caíram sobre Mel como um choque de realidade. Como virgem, alimentada por mitos, medos e histórias que ouvia, o pânico tomou conta do seu peito. Assim que Breno soltou os nós das cordas em seus pulsos, Mel praticamente se jogou para fora da mesa, correu para a suíte, pulou na cama e se enfiou inteiramente debaixo das cobertas, virando um bolinho encolhido.
Breno, que a seguiu sem pressa, parou na porta do quarto e soltou uma gargalhada alta e genuína ao ver a cena.
— Não adianta se esconder de mim, pequena — disse ele, divertindo-se com a inocência dela.
Ele se aproximou da cama, puxou o edredom com suavidade e a pegou no colo sem pedir licença. Breno a conduziu até o banheiro espaçoso da suíte, onde uma banheira de hidromassagem já estava cheia com água morna e espumante. Ele a colocou na água e entrou logo em seguida, sentando-se atrás dela.
Com extrema delicadeza, Breno começou a passar as mãos pelo corpo de Mel. Não havia intenção de violá-la ou forçar qualquer limite; suas mãos deslizavam por seus ombros, braços e costas apenas em carícias calmas e respeitosas, com a permissão silenciosa dela, ajudando-a a relaxar a musculatura tensa após a sessão.
Puxando-a contra o seu peito largo, Breno repousou o queixo no topo da cabeça de Mel. Ela encostou a cabeça nele, sentindo os batimentos cardíacos firmes do seu Dominador. Ali, na água morna, a tensão da briga evaporou. Depois do banho, eles se deitaram na imensa cama de casal e passaram a noite abraçados, o corpo firme de Breno servindo de escudo para o descanso de Mel até o amanhecer.
No dia seguinte, o sol inundava o hall da faculdade de Medicina. A atmosfera no campus era completamente diferente. A notícia da briga no laboratório no dia anterior e da expulsão sumária de Gustavo já havia se espalhado como fogo em palha seca.
Quando o SUV blindado de Breno parou em frente ao prédio principal, os estudantes no pátio se afastaram silenciosamente, abrindo caminho. Breno desceu do carro e fez questão de abrir a porta para Mel, estendendo-lhe a mão.
Ela trazia um vestido bege elegante e o anel de noivado brilhando no dedo. No entanto, dessa vez não havia raiva em seu olhar, mas sim uma firmeza renovada.
— Se alguém olhar torto para você hoje, me ligue imediatamente — instruiu Breno, ajustando a alça da bolsa de couro de Mel sobre o ombro dela.
Mel olhou nos olhos cinzentos dele e deu um meio sorriso. A revolta do dia anterior fora substituída por um entendimento claro: a proteção de Breno era implacável, mas ela também precisava impor sua presença como a futura médica que era.
— Ninguém vai me incomodar hoje, Breno. Eu sei me cuidar... mas se precisar, sei exatamente quem chamar — disse ela, ficando na ponta dos pés para dar um beijo rápido e selado no canto dos lábios dele.
Breno segurou a cintura dela por um segundo, surpreso e satisfeito com a atitude confiante da jovem.
— Tenha uma boa aula, minha pequena. Esteja pronta às cinco. Eu mesmo venho te buscar.
Mel acenou e caminhou em direção à entrada do prédio. Ao passar pelos corredores, percebeu que o respeito e o espaço que os colegas lhe davam não vinham apenas pelo medo de Breno, mas também pela postura altiva que ela agora carregava.
A primeira aula de Fisiologia correu de forma impecável. Ao final do dia, exatamente às cinco horas, o motor do SUV de Breno roncou em frente à faculdade. Mel saiu do prédio acompanhada por duas colegas de turma com quem fizera amizade.
Breno estava encostado na porta do carro, de óculos escuros e terno impecável. Ao ver Mel se aproximar com um sorriso no rosto, ele deu um passo à frente, abrindo a porta para a sua noiva. A dinâmica entre os dois havia mudado: o domínio dele continuava absoluto, mas a confiança de Mel nele — e em si mesma — só fazia crescer.
A promessa daquela sensação inusitada permaneceu vibrando nos pensamentos de Mel durante todo o trajeto. No carro, curiosa e fascinada pelo turbilhão de emoções dos últimos dias, ela olhou para Breno e perguntou com a voz suave qual seria a próxima aula do treinamento. Breno, porém, deu um meio sorriso enigmático e explicou que por algumas horas não haveria aula prática, pois precisava resolver negócios urgentes e pendentes na sede de suas empresas. Ao deixá-la na mansão, ele a presenteou com um beijo carinhoso na testa antes de partir.
No entanto, a humilhação sofrida por Gustavo na faculdade havia acendido um ódio cego e perigoso no jovem veterano. Movido pelo desejo de vingança, Gustavo contratou capangas armados para invadirem o edifício corporativo dos Albuquerque e eliminarem Breno.
No alto do arranha-céu, Breno conduzia uma reunião decisiva com o conselho de acionistas para fechar um contrato bilionário quando o caos se instalou. O som de vidros se partindo e gritos no saguão sinalizou a invasão por vândalos armados. Breno agiu rápido para evacuar os acionistas e acionar a equipe de segurança privada, mas no meio do confronto, um dos invasores sacou uma arma silenciosa e irrastreável.
Três disparos cortaram o ar. Devido aos constantes riscos de sua posição, Breno sempre vestia um colete à prova de balas velado. A proteção amortizou o impacto no peito, impedindo que a bala atingisse órgãos vitais, mas a força do projétil ainda perfurou a pele e provocou um trauma severo. Os outros dois disparos atingiram sua coxa e seu ombro.
A dor excruciante começou a nublar sua visão. Antes de desmaiar, Breno viu o homem à sua frente remover a máscara: era Gustavo.
Em questão de minutos, os reforços da segurança de Breno invadiram o andar, renderam todos os agressores e neutralizaram a ameaça. Conhecendo a aversão absoluta que seu chefe tinha a hospitais públicos ou privados devido a questões de privacidade e segurança corporativa, o chefe da guarda pegou o telefone de Breno e discou para o primeiro contato da lista.
Na mansão, Mel atendeu o celular no primeiro toque, esperando ouvir a voz grave do noivo. Em vez disso, a voz tensa do segurança cortou a linha:
— Sra. Mel! O Sr. Breno foi baleado na empresa e está gravemente ferido. Ele perdeu a consciência, mas deixou ordens expressas de que não quer ir a hospital nenhum e exige ser cuidado apenas pela senhora!
O coração de Mel disparou. O pânico inicial ameaçou paralisá-la, fazendo-a andar de um lado para o outro na sala principal. Mas a garota frágil deu lugar imediatamente à profissional de saúde: antes de ingressar na faculdade de Medicina, Mel havia concluído quatro anos de Enfermagem, acumulando vasta experiência prática em pronto-socorro, assepsia, anestesia local e suturas complexas.
— Tragam ele para a mansão imediatamente! — ordenou Mel com voz firme e autoritária. — Peçam para a equipe preparar a suíte master com panos limpos, iluminação forte, bisturis esterilizados, luvas, antissépticos e material de sutura do kit médico da casa! A caminho agora!
Vinte minutos depois, o SUV blindado entrou cantando pneu na garagem. Breno foi carregado pelos seguranças até a imensa cama da suíte principal. Ele estava inconsciente, empalecido, com a camisa de linho ensopada de sangue no ombro e na coxa, e o colete amortecedor danificado no peito.
Mel assumiu o comando da sala sem tremer.
— Todos fora, exceto dois para me auxiliarem com o material! — mandou ela, calçando as luvas cirúrgicas estéreis.
Com uma tesoura hospitalar, ela cortou a camisa e o colete de Breno, expondo os ferimentos. O impacto no peito havia perfurado a derme, criando uma laceração dolorosa que precisava de limpeza e pontos, mas sem perfuração cavitária. O ombro e a coxa, contudo, exigiam a extração limpa dos projéteis e uma sutura cirúrgica precisa para estancar a hemorragia.
Limpando o suor da testa com o antebraço, Mel preparou a anestesia local e aplicou-a ao redor das lesões. Suas mãos, antes trêmulas diante da dominação de Breno, agora se moviam com uma precisão cirúrgica admirável. Com o bisturi e a pinça de dissecção, ela extraiu os projéteis com extrema cautela para não danificar artérias principais, irrigou as feridas com soro fisiológico e antisséptico, e iniciou a sutura por planos.
Ponto por ponto, com nós firmes e alinhados, Mel fechou os cortes no ombro, na coxa e no peito de Breno, aplicando curativos compressivos em seguida.
Quando o último curativo foi fixado, a tensão finalmente saiu do corpo de Mel. Ela se sentou na borda da cama, retirou as luvas e segurou a mão fria de Breno, cobrindo o rosto com a outra mão enquanto soltava um suspiro de alívio misturado a lágrimas silenciosas.
Horas depois, já ao cair da noite, Breno começou a mover os dedos lentamente. Seus olhos cinzentos se abriram devagar, focando a luz suave do quarto até encontrarem o rosto de Mel, que velava seu sono ao lado da cama.
Ele sentiu as ataduras firmes em seu corpo e a dor amortecida pela medicação que ela lhe aplicará na veia.
— Você... salvou a minha vida, pequena — sussurrou Breno, a voz rouca, estendendo a mão fraca para tocar o rosto dela.
Mel olhou para ele com os olhos marejados, mas com um firme sorriso nos lábios.
— Você disse que cuidaria do meu futuro, Sr. Albuquerque... — disse ela, inclinando-se para beijar a mão dele. — Alguém precisa garantir que você esteja vivo para cumprir a sua palavra.