Diana
Acordei umas 05:00 da manhã, dormia tarde com medo de fechar meus olhos e acordava cedo por causa dos pesadelos.
Marcelo dormia tranquilamente ao meu lado, alheio ao meu desespero, nem sabia mais porque ele continuava comigo ou porque eu continuava com ele.
Os meses que passei nas mãos de Thomas trouxeram à tona sentimentos e lembranças que eu queria esquecer, fora que Marcelo me escondeu algo que eu deveria saber, algo que muda tudo entre nós, agora eu duvidava de tudo o que ele dizia ou fazia
Suspirei e levantei da cama, fui para o banheiro e tomei um banho frio, banhos quentes destroem o cabelo e não me deixa relaxar, após me banhar prendi meu cabelo em um r**o de cavalo curto vesti uma roupa de academia com biquíni por baixo - Pela primeira vez na minha vida - causei um tênis e desci e fui pra academia perto da piscina, quando chego lá a primeira coisa que vejo e Leandro levantando peso, ele é um ruivo maravilhoso, tem o corpo definido, uma barba rala e os olhos... não sei a cor dos olhos dele, Mel acha que são verdes, eu acho que são azuis, nunca vimos de muito perto pra saber exatamente. Ele levantou a cabeça e sorriu, um sorriso branco e lindo, faria qualquer mulher se derreter.
E convenhamos, eu sou mulher
- Bom dia Senhorita Diana - ele pôs os pesos no chão - Acordou cedo
- Não me faça xingar em plena madrugada Leandro - ele me olhou confuso - Senhorita não, me sinto velha. não sou velha.
- Pode apostar que velha você não está - ele sorriu me olhando
- Agora esta melhor - sorri e fui pra esteira correr.
- Então, so a dois motivos pra uma pessoa está acordada uma hora dessas, insônia ou não dormiu - ele pegou os pesos e voltou a exercitar os braços
- insônia, e você?
- Não dormi
- Preocupado com sua irmã? - O olhei diminuindo a velocidade
- Pois é, ninguém sabe dela, ninguém a viu ou ouviu falar dela, parece que ela simplesmente deixou de existir
Ele se levantou e foi para a esteira ao meu lado, ligou em uma velocidade super alta e começou a correr, acho que ele estava tentando gastar energia, pelo menos era o que eu estava fazendo, gastando energia pra me distrair.
- Então? Já perdoou Marcelo - Ele me olhou erguendo uma sobrancelha
- Não - Bufei e tenho certeza que vi um sorriso no seu rosto, a******o desses, sorrindo da desgraça alheia
- Na vida tudo passa não importa o que tu faça o que te fazia ri hoje já não tem mas graça, tudo muda tudo troca de lugar, o filme e o mesmo só o elenco e que tem que mudar
- Não canta - ri
- Que alterar pra poder se encaixar Se não for pra ser feliz É melhor largar Então se ligue E busque felicidade Pra existir história Tem que existir verdade - ele olhou pra mim esperando eu continuar mas neguei com a cabeça rindo - Numa estrela cadente O sonho se faz presente
- No compasso do batuque De um coração doente A fera tá ferida Mas não esta morta Deus fecha a janela Mas deixa aberta a porta.
Ele pulou da esteira e começou a cantar e dançar comigo me fazendo ri
" No compasso do batuque De um coração doente A fera tá ferida Mas não esta morta Deus fecha a janela Mas deixa aberta a porta "
Ele me girou e me puxou pra seus braços me balançando desajeitado de um lado para o outro ai eu comecei a cantar
" Porque o sol Não se tampa com a peneira Pra quem já esta molhado Um pingo é besteira Renovo minha força Vendo o sol se pôr Pensamento longe Renovo meu amor"
- Que p***a e essa Diana?
Olhei Marcelo e me afastei de Leandro, ele estava só de calças assim como Leandro, só que Marcelo tinha o corpo muito mas definido que Leo
- Nada de mas, só estamos nos divertindo
- Há e? Aposto que se eu me divertisse assim com outra mulher você arrancará meus ovos
- Claro, sou mulher sei me controlar, mas homens são propícios a cometerem erros graves como mentir e enganar não é - sorri e sai saltitante indo pro meu quarto, Marcelo me seguiu bufando igual um búfalo
Entrei no quarto e fui direto pro banheiro, eram quase 06:00h e eu tinha consulta no psicólogo as 07:00 e nem tinha tomado café da manhã
A água estava fria do jeito que amo, Marcelo entrou no banheiro e me encostou na parede de uma vez colocando seus braços no azulejo impedindo minha fuga
- Pode me dizer por que está agindo assim comigo?
- Creio que não é burro, você sabe muito bem o motivo - O empurrei mas não adiantou, Marcelo era uma uma muralha de puro músculo.
- Achei que depois de ontem....
- Sexo não cura tudo Marcelo, nem mesmo o seu. agora me deixa banhar homem
- Só quando me perdoar - ele bufou e espirrou gotas de água pra todo lado
- Vamos virar pedra aqui - passei a mão no seu peito nu - Se não me deixar banhar eu....
- Você? - ele mordeu levemente o lábio e aproximou o rosto do meu
- Vou da um chute bem onde mas dói - Desci a mão até seu m****o e sorri
Marcelo deu um passo pra trás e eu sorri, ele sabia que eu faria mesmo, sou doida e sempre cumpro o que digo, mas me surpreendi quando ele me puxou pela cintura fazendo meu corpo bater contra o seu, antes de poder reclamar ele tomou meus lábios nos seus em um beijo quase que selvagem, suas mãos passavam por todo meu corpo enquanto esfregava seu m****o e******o em meu ventre, estava quase sem ar e de pernas bambas quando ele me soltou e segurou apenas meu queixo me fazendo olha-lo
- Só se lembre Diana, você e minha, e nada no mundo vai mudar isso
Marcelo se afastou e saio do banheiro me deixando sem fala mais nada
Que filho da p**a.
Meia hora mas tarde eu já estava pronta, vestia uma calça simples e uma blusa folgada, amarrei meus cabelos em um r**o de cavalo e passei um Baton vermelho, esses últimos meses não tenho tido vontade de me arrumar muito
Marcelo estava me esperando, tinha amparado a barba, seus cabelos estavam bagunçados, uma calça jeans azul com uma camisa de flanela, Marcelo não era muito vaidoso, quase nunca usava terno ou alguma roupa de grife, ele era simples dês do dia que o conheci
- Esta pronta?
- Nunca, odeio isso - O olhei e sorri - Se vira
- Pra que? - ele ergueu uma sobrancelha me olhando e se virou
Me preparei e pulei em suas costas, Marcelo me segurou pelas pernas e segurei em seus ombros, sorri, mesmo estando zangada com ele, ainda era divertido fazer algumas coisas, tipo o usar como meu pônei, lembro que na infância sempre amei pôneis e sempre quis ter um.
- Isso é um perdão?
- De forma alguma, isso é um castigo, vai ter que me carregar e fazer muito mas por mim, agora pode começar a trotar pônei
- Pônei? - ele bufou e eu ri quando ele começou a andar -bufando assim esta mais para cavalo.
Quando saímos Leandro estava no Jardim da frente com Melanie e Mariele, as duas estavam em cima de um pano quadriculado e em baixo de um enorme guarda sol, Mel tinha uma rosa nas mãos, quando me viu acenou sorrindo, Mariele nos olhou e sorriu meia sem jeito, sua barriga estava enorme, ela me olhou sorrindo e depois olhou Marcelo, seu olhar desviou e vi Marcelo a olhando
- Se for lá a greve continua e você dorme na sala
- TPM e uma merda mesmo - Ele bufou e entramos no carro
O caminho foi silencioso, Marcelo iria me levar até o psicólogo e depois iria andar, não sei o que ele fazia, só sei que com certeza não prestava, Marcelo não era conhecido por fazer algo lucrativo com a vida dele. Ao chegar ele tentou pegar minha mão, eu podia ter montado em suas costas e dormir na mesma cama que ele. Não significa que eu o perdoei, afastei minha mão da dele e entrei no prédio
Marcelo não me seguiu, deve ter ficado com raiva e me deixou ir, suspirei e entrei no elevador, quando olhei para a entrada, vi Marcelo parado na entrada com os punhos fechados, sua respiração parecia estar pesada, suspirei e a porta do elevador se fechou.