CAPÍTULO SEIS

1357 Words
HADES A noite na Underworld já estava começando. O bar abastecido com os mais diversos tipos de bebida, das mais simples até as mais caras e refinadas, as luzes da pista de dança piscando, o DJ se preparando para tocar à noite toda. Tudo nos conformes. — O de sempre, chefe? — Perguntou Rick quando me aproximei do bar. Assenti o vendo preparar um uísque duplo com gelo. Peguei o copo lhe dando uma piscada como agradecimento. Segui meu caminho para o meu covil, a área premium da boate onde meus clientes me procuravam para resolver seus problemas com… Insetos. Além de funcionar como um cassino para altas apostas, um entretenimento para meus clientes especiais. — Boa noite Sr. Blackwood. — Acenou meu segurança se afastando para que eu subisse a escada. — Boa noite Dean. Como vão as crianças? — Crescendo rápido. — Sorriu. Dean era quase tão alto quanto eu, e tinha a ordem de ser hostil com qualquer um que não saiba a senha para entrar, quando se trabalha em um negócio como o meu discrição é imprescindível o que tornava esse lugar para um número de pessoas limitadas. Todos que entravam aqui eu já havia pesquisado até sobre suas gerações passadas. Subi as escadas me sentando na minha cadeira, meu trono moderno, confortável com um toque sombrio. Daqui consigo ver a boate inteira, os clientes começando a chegar e encher a casa, bebendo, dançando. A área vip já estava quase lotada em pouco tempo pelos playboys que ostentavam mulheres e bebidas caras. — Hades! — Ouvi a voz alta de Tom atrás de mim. Me levantei vendo o loiro se aproximando e me dando um abraço longo demais. — A quanto tempo. — Ando ocupado. — Dei de ombros colocando as mãos no bolso da calça. — Você trabalha demais, precisa de divertir, trepar, essas coisas. Tom era um dos apostadores regulares da área premium, já perdeu tanto dinheiro quanto ganhou, sempre está com uma mulher diferente a tiracolo, uma acompanhante enquanto sua esposa cuidava das crianças em casa. Lizzy não irá precisar se preocupar com traições, nunca fui religioso, mas quando a vi me tornei totalmente monoteista, vivendo para idolatrar uma deusa só. — Essa aqui é a Cristal. — Apresentou a mulher de pele cor ébano em um vestido longo e dourado ao seu lado. Apenas a cumprimentei com um acenar de cabeça. — Espero que se divirtam muito essa noite. — Com certeza irei. — Tom sorriu malicioso acertando um tapa na b***a de Cristal antes de se afastar de braços dados com ela para a área do cassino. Voltei a sentar na minha cadeira balançando o copo de uísque fazendo os cubos de gelo tilintar antes de tomar o restante do líquido âmbar. Olhei o Rolex no meu pulso, ainda tinha tempo antes do meu cliente chegar, tempo o suficiente para observar a Underworld funcionando em toda sua glória. Uma das luzes iluminou momentaneamente um cabelo cor de fogo que eu reconheceria a quilômetros de distância. Lizzy. O vestido que estava usando deixava muito pouco para a imaginação deixando suas curvas ainda mais atraentes, não pensei que fosse possível. Quando ela virou de costas pude ver que tinha uma tatuagem boa parte das suas costas, mas não conseguia ver o desenho de tão longe, parecia uma cobra. Podia perceber outros homens olhando e cobiçando o que era meu como lobos famintos. Lizzy se juntou a um pequeno grupo e já estava virando shots em pouco tempo, como cada ato dessa mulher pode deixá-la sexy? Mesmo que os mais simples como o ato de virar a p***a de um shot já me causava uma ereção desconfortavel por ser contida. A segui com os olhos até a pista de dança, ela estava com uma amiga, mas só tinha olhos para ela. Seu corpo balançando no ritmo da música, sua b***a deliciosa rebolando naquele vestido apertado era algo completamente hipnotizante. Lizzy com certeza era o tipo de mulher que sabia ser gostosa, suas mãos acariciando suas curvas seguiam o caminho que as minhas imploraram para fazer. Eu seria capaz de lamber cada centímetro dessa mulher e ainda agradeceria por isso. O que ela está fazendo comigo? Me sinto como a p***a de um cachorro com a coleira no pescoço. Ela dançava sozinha quando um cara se aproximou a agarrando por trás. Meu maxilar se comprimiu e meu punho cerrou automaticamente. Quem é esse bastardo? Quem merda ele pensa que é? Agora as mãos dele que a tocavam enquanto ela se esfregava nele, e quando aquele beijo aconteceu foi como desafiar a minha fúria, levantei sego de raiva descendo as escadas. Eu enxergava tudo em vermelho. — Eu já volto. — Deixei Dean avisado, mas sem parar de andar, sequer esperei por qualquer confirmação de que ele tenha ouvido o que eu disse. Aquele bastardo estava na minha mira, o seguia em direção ao bar, ele entrou no meu caminho, o caminho de um predador, eu o faria sofrer e se arrepender por cada toque que ousou dar na pele da minha mulher. Me aproximei do bar como se fosse pedir uma bebida quando o vi começar a falar com alguém. — Tá com a parada ai? — Perguntou o bastardo. — Aqui. — O vi passar uma pequena embalagem plástica. — Tem certeza que ela não vai acordar? — Cara, isso derrubaria até um cavalo! Agora vai logo! To doido pra enfiar meu p*u em todos os buracos daquela ruiva. — Tá, mas eu vou primeiro. — O bastardo ria colocando um comprimido em um dos drinks. Filhos da p**a. Fiz um sinal com a cabeça para um dos seguranças da boate que estava por perto e ambos fomos em direção a eles. — Com licença. Preciso que me acompanhem. — Ele falava sério, mas contido enquanto a fúria de todo o inferno me consumia por dentro totalmente focado no bastardo que estava com Lizzy. Peguei o drink das mãos dele sem a menor cerimônia o jogando na pia do bar. — Ai cara qual é a sua? — Reclamou como se tivesse algum direito. Agarrei seu braço o virando nas costas para imobilizar, não queria chamar atenção aqui. — Se você fizer qualquer merda que não seja calar essa maldita boca e me acompanhar eu juro que arranco seu braço fora com as minhas próprias mãos, entendeu? — Forcei mais seu braço o fazendo gemer de dor. — S-sim. — Gaguejou. — Cuida desse escroto, esse daqui cuido eu. — Disse ao segurança empurrando o bastardo para a frente Como uma boa p*****a ele fez o que eu pedi. Atravessamos a boate em direção a saída, ele ia na frente e eu logo atrás pensando todas as coisas que eu queria fazer com ele e todas elas envolviam uma grande bagunça. — Cara, eu não sei o que você viu, mas eu não fiz nada! — Se justificou quando estávamos do lado de fora da Underworld. — Continua andando. — O empurrei que ele quase caiu no chão. Que homem mole. O guiei até próximo ao meu carro no estacionamento nos fundos da boate. — O que você está fazendo? — Ele virou para me encarar. Revirando os olhos acertei seu rosto com um único soco o fazendo cair desacordado como um saco de batatas no chão. — Bastardo de merda. — Grunhi chutando a sua barriga. Ainda estávamos a alguns metros do meu carro, segurei seu pé e o arrastei pelo caminho assobiando enquanto tirava as chaves do meu carro do bolso. Não costumo usar meu precioso Impala 67 para lidar com vermes como ele, mas toda regra tem sua exceção. Abri o porta-malas o jogando lá dentro batendo a porta. Havia sangue dele nos nós dos meus dedos. — Carry on my wayward son… — Cantarolei junto ao rádio dirigindo com um braço para fora da janela e as vezes fazendo leves batuques no couro do volante. Antes de ir até o meu galpão fiz uma pequena pausa em uma loja de presentes jogando a embalagem no banco do passageiro antes de voltar a dirigir.
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