Capítulo 18: Você não vai negar sua presença, né?!

2008 Words
Após se recuperar do que estava sentindo, aquela euforia ao estar tão perto de Henrique, como também em terem se tocado naquele aperto de mão, ela liga o seu carro e segue para o seu escritório. Ela tinha muito trabalho pela frente. O abrir das portas do elevador, anuncia a sua chegada ao andar em que fica o seu trabalho. Eduarda não imaginava encontrar logo de cara com Júlio que sabia que a mesma estaria logo cedo e queria falar com ela. Ao se deparar com ele, toda aquela cena que Eduarda tentava esquecer, vinham a sua mente. O caso de querer tanto vomitar por ver aquela cena, sempre Eduarda viu o seu amigo como um irmão e a cena era de constrangimento e vergonha, mas agora frente a ele, precisava encarar os fatos. Não adiantava os argumentos dele, mas os fatos estavam ali e agora, era tocar a vida para a frente. Apesar que Júlio sempre sentiu algo a mais por sua amiga, mas o medo de se declarar e perder a amizade dela, ele não queria. - Bom dia Duda! – Júlio a cumprimenta desviando o olhar. - Bom dia Júlio, bom dia Luana. Michele te passou o que pedi no turno dela? - Sim, senhora. Já enviei todos os e-mails e também todas as cópias dos processos em andamento estão na sua mesa. - Perfeito! Eduarda segue para a sua sala e sentindo os olhos do seu amigo sobre ela, a mesma vira-se para o seu amigo e o indaga. - Você quer falar comigo Júlio? Coçando a cabeça, ele está com um sorriso sem graça e caminha até a sua amiga assentindo. - Sim, eu queria falar muito com você. - Então, entre. Luana, se alguém nos procurar e sendo urgente, nos comunique. Caso contrário, estamos em reunião. - Sim, senhora. Ao entrarem na sala, Eduarda segue até a sua mesa, enquanto Júlio fecha a porta vindo logo atrás. Ela retira o seu blazer colocando-o pendurado no encosto da sua cadeira. A sua bolsa, ela guarda na última gaveta como sempre fez. Sentando-se, ela encara o seu amigo que se senta como se fosse um cachorro com medo da repreensão. - E então Júlio, o que gostaria de falar comigo? - Bem... e-eu... – Júlio coloca o dedo no seu colarinho tentando afrouxa-lo mostrando o nervosismo. Eduarda está morrendo de vontade de rir, mas se controla. Por dentro está quase explodindo em risos. Ela encara bem o seu amigo e dispara seriamente. - Se é sobre o que aconteceu na sua sala, como conversamos antes, espero que não se repita aqui. O que não falta é motel aqui perto e nem sendo pela adrenalina, as se não fosse eu quem entrasse, fosse um cliente ou até mesmo a Luana ou a Michele, seria bem pior. Você estava tão envolto no seu Bel prazer que se esqueceu de trancar a porta. Fiquei realmente em choque com o que vi. Júlio abaixa a cabeça envergonhado. Ele sabe que errou ao fazer aquilo, e se havia alguma possibilidade de vir a ter algo com Eduarda algum dia, agora essas chances seriam quase zero. Eduarda, massageia a testa e fala com o seu amigo de uma forma mais suave e comedida. - De toda a forma, o que foi feito já aconteceu. Agora é tocarmos a nossa vida aqui no escritório adiante. Levantando o seu rosto, os olhos deles se encontram. Ele sorri amarelo e assente aliviado. - Ufa, confesso que tive um certo receio de você não querer mais falar comigo ou até mesmo me evitar. - Porque eu faria isso, somente por você ter cometido um deslize? Não se preocupe Júlio. Confesso que no mesmo dia evitei estar com você, pois, queria apagar a cena que vi. Mas, a vida é sua, só não quero isso aqui no nosso ambiente de trabalho. Devemos dar o exemplo aos nossos funcionários e clientes. Principalmente por termos na nossa pequena empresa um cargo de liderança. - Tudo bem Duda, eu entendo e peço desculpas por isso. Cada vez que te conheço mais, a admiração por você só aumenta. Ele fala com os olhos brilhando e Eduarda se sente encabulada com o comentário que ele faz, deixando-a corada e sem graça. - Deixa pra lá. Agora vamos ao trabalho? Júlio assente levantando-se para retornar a sua sala. ele bate continência para ela. - Sim, sargento. Os dois riem e ambos retornam ao seu trabalho fazendo tudo o que estava pendente no escritório, já que Eduarda e Júlio logo cedo na manhã seguinte, teriam que estar no fórum para algumas audiências marcadas. Eduarda, recebe uma mensagem do seu pai marcando um almoço com ela e a avó no fim de semana. A mesma, responde para ele confirmando. O mesmo, avisa que terão mais um convidado, mas que era uma surpresa para ela. Mesmo curiosa, Eduarda achou melhor não questioná-lo, pois, sabe bem que o seu pai não falaria nada nem sob tortura. Mas, o que lhe chamou a atenção, foi uma ligação recebida de Vinícius. Eduarda achou estranho, já que, assim que retornou para o escritório, ela recebeu os seus honorários do caso em que estava trabalhando para Henrique e disso, não tinham mais nenhum vínculo. Bem, era isso que a mesma pensava, mas, ninguém manda no coração. Ela deu de ombros e não atendeu deixando cair automaticamente na caixa de mensagens, mas a insistência foi tanta, que ela bufou e atendeu quando ligou novamente. - Alô, doutora Medeiros falando. Eduarda fala um pouco arrastada pelo cansaço que está sendo o seu dia, mas sabe que ali não era Vinícius pela respiração ofegante. O seu coração logo erra a batida. É Henrique ao telefone. - Como é bom ouvir a sua voz. - É, Henri... quer dizer, Senhor Fontes, precisa de algo? Rindo abafado, ele pigarreia e assente. - Na verdade, sim. Eu tenho algo a tratar com você. Um sorriso espontâneo brota nos seus lábios, ela o questiona. - Sobre o que seria? - Como hoje estou de volta no morro, queria que você fosse minha convidada ao baile hoje. Vai rolar um festão. Ela morde o lábio se sentindo tentada, mas resolve recusar. - Eu agradeço o convite, mas não poderei. Sinto muito. - Ah, mas só terá graça se você tiver aqui. Eduarda sorri ainda mais. Mesmo a sua razão dizendo para continuar insistindo em não aceitar, o seu coração fala mais alto e ela então, dá a resposta que ele queria muito ouvir. - Ok, está bem. Ela não pode ver, mas Henrique do outro lado da linha, está pulando parecendo uma criança que acaba de ganhar o seu doce preferido. Ele sorri e dá alguns socos no ar festejando. Mas ao olhar em direção ao seu amigo que ri parecendo uma hiena desenfreada por parecer um adolescente descobrindo o amor, se recompõe e continua a falar com ela. - Perfeito. Vou mandar te buscar na sua casa mais tarde. - Não será necessário. Arqueando a sobrancelha, ele sente um leve incômodo no seu peito. Como se ela tivesse alguém e ele sente ciúmes disso. A sua voz, logo muda para uma sombria e fria. - Porque não será necessário? Eduarda sente pelo tom de voz de Henrique, que ele não gostou muito da ideia, mas ela logo se justifica. - Desde que eu possa levar uma amiga e o rolo dela, não será necessário mandar me buscar. Ele suaviza as suas expressões. Sorrindo feito um bobo apaixonado, ele dispara. - Não tem problema nenhum. Desde que você venha. - Com certeza eu irei. Não se preocupe. - Assim que se fala. Ainda mais porque, eu sabia que você não se negaria a sua presença na minha festa. Você tem grande parte desse momento glorioso pra mim. - Só fiz o que qualquer advogado faria para o seu cliente. Mas tudo bem. - Fica bem gata para essa noite e vou desligar para você trabalhar. - Até mais. Ao encerrar a ligação, Eduarda segura firma o celular contra o seu peito e suspira com um sorriso bobo no rosto. Olhando no seu relógio e vendo que não havia mais o que fazer, se preparou para ir embora. Nesse momento, Michele já estava no seu turno também se preparando para sair. Ao passar por ela, Eduarda a pergunta sobre Júlio. - Michele, onde está o Júlio, ele já foi? - Não senhora. Ele está na sala dele. Antes que ela possa ir até lá, ela a indaga para não cometer nenhuma gafe como no outro dia em que ele estava em uma situação constrangedora. - Ele está sozinho? Ela apenas acena com a cabeça confirmando. Eduarda sorri e caminha até a sala dele. Ela bate na porta e girando a maçaneta, encontra o seu amigo concentrado digitando alguma petição no seu computador. - Já está indo? Olhando-a de relance, ele ajeita os seus óculos que estavam na ponta do nariz e sorri para a sua amiga. - Daqui a pouco eu vou. - Então, tem muito trabalho? Queria mesmo te fazer um convite. - Um convite? Pode falar, que eu só tenho que terminar essa petição e já irei para casa. - Gostaria de ir a uma festa comigo e os meus amigos? - Claro. Que horas e onde? – Ele fala com um brilho intenso no olhar. - Passa lá no meu apartamento às 23h e quanto aonde, é surpresa. Mas oh, vai em traje esporte e casual. - Ok. Combinado. Acenando para ele, Eduarda se despede. Ela segue para o seu apartamento e aproveita para ligar para Mariana a sua amiga. Mariana no início fica um pouco hesitante diante do ocorrido na noite em que foram ao baile. Mas, concordou para aproveitar um pouco a noite ao lado da amiga e de Raul e também para que a sua amiga tenha uma vida social que ela não tem muito pela profissão e por ser uma pessoa muito caseira. Com tudo acertado, as horas passaram como num passe de mágica e Eduarda, resolveu se arrumar para esperar os seus amigos e irem ao tão esperado baile de comemoração pelo retorno do chefe do morro. Eduarda, optou por um vestido costa nua de alças finas de paetê prata na altura do joelho, sandália de salto Anabela branca, cabelos presos em um r**o de cavalo e maquiagem que realça os seus olhos e lábios em um batom com glítter rosa, deixando-a muito sexy e linda. Pronta para a balada, ela aguardava na sua sala a chegada dos amigos que não demoram muito, interfonam para avisar que já esperavam na frente do prédio. Olhou tudo no apartamento antes de sair e segue para o elevador depois de checar que tudo estava ok. Assim que ela colocou os pés na frente do seu prédio, não só Mariana ficou chocada vendo a sua amiga vestida de forma elegante e sexy, mas Raul e Júlio que já estava também a esperando com eles, ficaram encantados com aquela Eduarda que estavam vendo-o. Ela ri e debocha deles. - O que foi, não viram uma mulher bonita não? Mariana é a primeira a manifestar a sua opinião enquanto os meninos estão boquiabertos. - Linda, maravilhosa e gostosa como você minha amiga quenga, com certeza estamos vendo agora não é rapazes? Ela olha para eles e os dois que pareceram quebrar-se do encantamento, assentem ainda abobalhados. - Sim, Duda. Você está uma gata. – Raul fala com um sorriso. - Concordo. Você realmente está mais linda Duda. – Júlio também se pronuncia. Ela cora e quebra ainda mais o clima de feitiço no ar. - Ai gente, é só uma roupa. Agora vamos, que eu e Júlio temos hora para voltar por termos muito trabalho amanhã no fórum. Todos assentem e seguem para o carro. Eduarda e a sua amiga resolveram ir juntas no banco de trás, enquanto os rapazes foram no carona e motorista. Seguiram para o baile. O único que não sabia onde era, é Júlio. Mas com certeza, essa noite prometeria e muito.
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