– Como assim grávida? – O quê? – Verônica se levanta e se aproxima de mim, ergue os pés delicadamente para alcançar meus ombros tensos com as mãos. – Parece que você... – Sua voz some e junto qualquer expressão de felicidade que estava há poucos minutos. – Você não gostou. Ela se vira e dá passos largos, mas lentos na direção do banheiro, eu sei que se eu não a impedir vai entrar lá e se trancar, sei que tenho que falar algo de positivo, algo que a faça feliz, por que é isso o que os cônjuges deve fazer, não é? Apoiar na doença e na saúde, na alegria e na tristeza. Mas como lidar com a responsabilidade de apoiar em um caso que é alegria para ela e tristeza para mim? – Verônica, eu não posso ser pai. – Você está me acusando... – Não! – Exclamo. – Você é estéril? – Não é i

