Os dias seguintes ao reencontro com Dan foram um turbilhão contido. Lara respirava o presente que começava a construir com Gabriel mas, o passado parecia ter aprendido a driblar todas as portas que ela fechava. Gabriel, com o riso fácil e o olhar sincero, era o oposto daquela confusão. Ele a fazia se sentir leve, segura. Era paz. Mas a paz tem um preço — e o passado, às vezes, não aceita ser esquecido. Naquela tarde, enquanto revisava um projeto no computador, o celular começou a vibrar sobre a mesa. Uma, duas, três vezes. Mensagens de um número desconhecido. Mas o jeito direto,era inconfundível. “Oi, pequena.” “Tá fugindo de mim?” “A gente precisa conversar.” O coração dela apertou, e o corpo reagiu antes mesmo que a mente aceitasse o que estava vendo. As mãos suaram. O estôma

