Lara já estava no trecho final da trilha quando diminuiu o ritmo. O sol se escondia atrás das árvores, e o ar começava a esfriar. Ela parou para beber um pouco d’água e se recostou num tronco. Fechou os olhos por um instante, ouvindo o próprio coração acelerar e desacelerar. Foi então que ouviu passos. Não eram leves — eram firmes, determinados. Por um segundo, pensou que fosse Gabriel, mas os passos vinham do lado oposto. Quando abriu os olhos, viu uma silhueta se aproximando entre as sombras. — Dan? — o nome escapou de seus lábios num sussurro. Ele parou diante dela, o rosto meio coberto pelo casaco escuro, os olhos intensos e carregados de algo que ela não sabia nomear — raiva, dor, desejo, tudo junto. — Então é aqui que você está. — A voz dele era baixa, firme, mas vibrava de

