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Sophia. As palavras ficaram suspensas no ar depois que eu disse aquilo. Pesadas. Irreversíveis. Eu ainda encarava o teto quando ouvi a respiração de Andrew falhar por um segundo — quase imperceptível, mas eu conhecia aquele som. Era o momento em que ele tentava não desmoronar. — Sophia… — a voz dele saiu baixa, contida. — Olha pra mim. Por favor. Dessa vez, eu consegui virar o rosto. Não completamente. Só o suficiente para vê-lo ao meu lado, rígido, como se cada músculo estivesse sendo forçado a não se mover rápido demais. Sentado ao lado da cama, curvado para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos. O rosto ferido, um corte recente na sobrancelha, o maxilar marcado por roxos. Os olhos… Deus, os olhos dele estavam cheios de algo que eu quase não reconheci de imediato: medo. Culpa. Al

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