Sophia. Eu estava chegando aos sete meses de gestação, e Andrew, a cada dia, me envolvia com mais carinho e amor. Aos poucos, íamos resolvendo nossas diferenças, costurando com cuidado tudo aquilo que antes nos feriu. Havia diálogos difíceis, silêncios necessários, mas também gestos sinceros que nos aproximavam outra vez. Entre uma conversa e outra, entre risos tímidos e mãos entrelaçadas sobre a minha barriga, escolhemos o nome da nossa princesinha. Serena. Ao pronunciar aquele nome, algo dentro de mim se aquietava. Era como se, pela primeira vez em muito tempo, o futuro deixasse de ser feito apenas de medo, incertezas e sombras — e passasse a carregar esperança, amor e a promessa silenciosa de um recomeço. Andrew e eu caminhávamos devagar pelo jardim da cidade, sob a copa das árvores

