Observei minha família em volta da piscina, alguns nas mesas outros mergulhando, meu pai estava cuidando da carne, desde que se aposentou dos seus deveres na máfia, adorava o fetiche de ser churrasqueiro nos almoços de família que aconteciam de 15 em 15 dias.
Hoje tínhamos a presença da família da minha futura mulher, não que eu me importasse com eles, isso viraria rotina então quanto antes se acostumar melhor.
Avistei meu primo conversando algo com sua esposa e pareciam se desentender discretamente.
Eu estava com tédio, e isso era um fato. Minha mente viajava nos compromissos que teria amanhã em Nova Iorque, seria uma semana cansativa.
- Filho, precisa relaxar. - Minha mãe venho até mim fazendo uma leve massagem nas minhas costas, me encontrava de shorts e com uma regata branca.
- Estou relaxado, só estou cansado.
- O que acha de dar uma atenção a sua noiva? Vocês m*l se vêem, e por mais que precise manter sua pureza até o casamento, nada os impede de dar uns beijinhos. - Disse risonha-
Revirei os olhos, não mamãe! Eu definitivamente não sou homem para beijinhos.
- Acho melhor não começar o que não posso terminar.
- Tudo bem, ao menos converse com ela.
Quando minha mãe se afastou, avistei a loira, um pouco mais a minha frente, eu gostava muito de loiras, posso dizer que eram o meu tipo, apesar de não me apegar a isso. Creio que possa ter influenciado na minha escolha para primeira dama. Ou Não.
Luna era uma mulher muito bonita, seus cabelos loiros até a metade das costas, olhos azuis, um belo corpo, ainda em formação, pois só tinha 19 anos.
Mesmo assim era uma boa escolha, fora sua família que foi uma grande influência na decisão de minha futura esposa.
Mas era tudo negócios.
Meu casamento se resumiria a isso, não é como se não planejasse t*****r com ela, não teríamos corações e flores.
Não era o meu forte.
Resolvi pegar uma dose de algo mais forte entrando para dentro de casa, depois da pequena avaliação em minha futura companheira.
Meu pai tinha o mesmo gosto de bebidas que eu, para minha sorte.
Fui até sua mini adega, me servindo. Ouço alguns passos atrás de mim.
- Oi.... é podemos conversar? -Me deparei com Luna a minha frente, ela tinha seus 1.70, poderia facilmente ser modelo se não nascesse na máfia.
Meu corpo atlético de 1.85 não suportaria ficar abaixando toda vez que tivesse o dever de olhar pra minha esposa, então a altura contou também.
Eu sei, fui bem exigente em vários critérios.
Seria a mãe dos meus herdeiros, um casamento desfeito apenas com a morte do seu par. Estava no meu direito.
- Claro. - Limitei a falar, achando estranho sua ousadia, seria a primeira vez desde o noivado que ela se dirigia a mim, tão intimamente.
- Bom...- ela estava nervosa.
- Diga logo.
- Gostaria de saber se posso lhe acompanhar em sua viagem. - A encarei sabendo que tinha dedo do seu pai na história, pois era impossível ela saber meus passos, uma vez que não mantínhamos nenhum contato.
- Qual seria seu interesse nessa viagem?
- Bom, vamos nos casar e eu gostaria de passar mais tempo com meu noivo, nosso casamento é daqui dois meses. - Sua voz era mansa, mas de longe confiante.
- Entendo, mas não estou indo a passeio, creio que não terei sequer tempo de dormir. - Engoli mais um gole da minha bebida, esperando o rumo dessa conversa.
- Não me importo, eu só gostaria de sair um pouco também, respirar novos ares. Você sabe desde o noivado estou mais proibida ainda de sair.
- Depois que casarmos permitirei que viaje.
- Por favor, prometo me comportar. - Num ato nunca esperado por mim ela pronunciou essas palavras, se achegando mais perto, sua cabeça ficava no meu pescoço, senti suas mãos no meu peito.
Comecei a me perguntar se a escolha teria sido apropriada. Em outros meios não queria dizer nada, seríamos homem e mulher, mas nessa ocasião, ela não estava demonstrando ser recatada e era isso que eu esperava.
Tal atrevimento me irritou, muito, pois não estava disposto a fazer uma nova ficha com futuras candidatas, e uma quebra de noivado não ficaria bem para nenhum dos lados.
Peguei seu queixo com uma certa força, vendo que seus olhos arregalaram.
- Está muito solta para uma futura primeira dama.
- Já somos praticamente marido e mulher - Me questionei se realmente havia arrumado uma mulher submissa e que não daria problemas.
- Não. O casamento ainda não foi consumado, e eu posso voltar atrás a qualquer momento. Se não quer que essa hipótese aconteça se comporte como tal. Pois além de descartar, ainda terei o prazer de castigar devidamente. - Minhas mãos se apertaram um pouco mais, trazendo uma expressão de dor ao seu rosto.
- Achei que não batia em mulheres. - Ela estava atrevida e isso não era bom, soltei um tapa em seu rosto.
- Realmente não bato. Como você mesma disse estamos praticamente casados, a mulher do dom não pode ser agredida por soldados. Isso me tira o peso na consciência se caso precise lhe colocar em seu lugar.
Sua expressão estava um misto de medo com surpresa com meu ato. Não sei o que ela queria mas com certeza não teve. Eu não batia em mulheres, algumas poucas soldadas femininas faziam isso, era raro a punição para alguma mulher, assim como não tinham voz, muito menos tinham direito de algum julgamento caso não seguissem as regras.
Dependendo do ocorrido era sempre morte ou surra, como não aceitava homem batendo em mulher recrutamos soldados do sexo feminino, o que não era tão diferente a punição, pois algumas conseguiam ser piores que os homens, mas isso fazia minha consciência pesar menos. E pra mim era o que importava.
- Desculpe dom, não sei o que me deu, desculpe.
- Espero que não se repita, não costumo ser tão paciente, e sua postura não me agradou em nada, espero uma dama e não uma ordinária.
Ela fez uma reverência antes de deixar a sala sem dizer nenhuma palavra.
Ótimo!
Sabia que tinha influência de seu pai nisso, o porquê eu não sei, e também não estava a fim de descobrir naquele momento.
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Já faziam dois dias que estava em Nova Iorque, as papeladas das minhas franquias de bebidas estavam em ordem, a inauguração seria na próxima semana, me dando o prazo de verificar os demais negócios que tinha na região.
Joseph já havia me convocado a aparecer em sua boate, marquei presença para amanhã a noite, deixando claro que só iria com alguma garota caso fosse mercadoria nova. Odiava mulheres que se deitavam com todos, eu tinha preferência na exclusividades enquanto servia ao meu prazer.
Nas minhas boates tinham as que eram somente minhas garotas, ao total de 7, uma diferente da outra, desde a cor da pele, ao cabelo, assim me enjoava com mais dificuldade, não precisando sempre de um rodízio.
Eram bem cuidadas e mimadas as que sabiam fazer seus trabalhos direito, não tenho nojo de me deitar com mulheres desconhecidas, só não gosto do fato de meu p*u estar no meio de uma b****a que levava rola diferente todos os dias.
Tiraria o dia para descansar, e amanhã resolveria algumas pendências com o narcotráfico e a noite iria fazer minha visita cordial a Joseph.