Cap 05

2178 Words
Se passaram uma semana desde que meu corpo foi violentado com terríveis chicotadas, as cicatrizes começavam agora a cicatrizar, por um lado eu estava feliz pois não pude me deitar com nenhum nojento que frequenta este lugar, sei que os clientes não tinham culpa, duvido muito que com tantos clientes nenhum pudesse denunciar a covardia que acontecia aqui, bem na verdade eu acreditava nisso. Me encarregando da limpeza do local passava meus dias limpando cada banheiro da boate, ela era um padrão luxuosa, não dava pra imaginar qualquer um entrando aqui. Marta minha mais nova amiga ou colega de prisão nao defini ainda, me instruiu que muitos homens importante vinham aqui, mas que nenhum desconfiava da imundície que cercava todo esse negócio, éramos restritamente proibidas de comentar qualquer coisa, e se caso acontecesse sempre era abafado com gordas notas ou acesso vip por certo tempo. A verdade é que eu queria acreditar que os homens ao qual frequentava aqui não sabiam, assim diminuía pelo menos um pouco meu nojo quando chegasse a hora de me deitar com qualquer um que fosse. Eu sabia que essa hora iria chegar, e mais uma vez uma parte de mim foi grata por essa surra, quanto mais demorasse melhor. Mas sabia que no máximo fugiria por mais uma semana, o que impedia era os ferimentos estarem expostos ainda, uma vez que só magnata frequentava, não iriam se deitar com uma esfolada. Observei o banheiro vermelho bordô que havia acabado de limpar, era o último dos 26, a boate possuía 24 quartos, todos com suíte, dois banheiros no primeiro piso, como punição lavaria os banheiros todos os dias, até começar a trabalhar, sem ajuda de ninguém levantava 5:00 para poder dar conta, eles eram enormes, mas me sentia feliz por não precisar vender meu corpo e pior ainda se quer ver o dinheiro, tinha dúvidas se eles realmente enviariam alguma parte para nossos familiares. Minha filha. Céus! Como meu coração doía todos os segundos neste lugar lembrando de seu rosto, que saudade! A incerteza de não saber se a veria me corroía por dentro, e no final da tarde quando me dava o luxo de fazer os últimos banheiros com menos pressa, me derramava em lágrimas sem notícias. Marta comentou que era muito raro eles pegaram garotas como eu, que tinham filhos, mas segundo ela minha beleza com toda certeza me condenou e a ambição da mentirosa falou mais alto me enganando com mentiras de um trabalho e de abrigo sem precisar de um visto. Malditos! Me alertou também para não surtar como tinha feito, o pai das agredidas só não me deu um fim porque era ambicioso demais para perde um corpo que lhe traria dinheiro, a cada descoberta meu nojo por essa gente aumentava mais. Me perguntei desde quando fiquei tão corajosa, sim coragem para não baixar a cabeça para esse povo, não que eu saísse por aí estrangulando todo mundo, mas se precisasse nao excitaria em levantar a mão novamente, sei que a violência não resolve nada, mas não via outra maneira de me defender, diálogo com toda certeza estava fora de cogitação, as aguadas não apareceram mais por aqui. Marta me atualizou que o pescoço de galinha que estrangulei precisou de atendimento médico. Creio que a raiva do sistema político do meu país, junto a falta de ética do ser humano em busca de riqueza despertaram em mim certa raiva e coragem. Mas precisava me conter, era uma grande briga interna com meu subconsciente, pois uma parte queria enforcar todos e a outra pensava em fugir e voltar pra minha família, como não posso fazer uma fuga morta, precisava verdadeiramente dançar conforme a banda tocava. Hoje finalmente eu iria começar a "trabalhar", segundo Robert um dos armários que faziam a segurança, imundo! Durante essas duas semanas que somente fiz a limpeza, ele me cercava certos momentos, me intimidando, mas graças a Deus nunca tentou nada mais invasivo. Marta contou que era uma das regras da casa, sem envolvimento com segurança, para nenhum babaca se apaixonar e tentar fugir com as meninas, o que pra mim era um alívio, pois me sentiria nojenta e suja, pois eles eram cúmplices da imundície que acontecia aqui. Olhando o meu reflexo através do espelho, minha pele morena parda estava mais pálida que nunca, falta da vitamina D. O vestido vulgar vermelho prostituta valorizava minha pele, devia ser da minha cartela de cores, embora vulgar era muito luxuoso, seu tecido não era qualquer um, com apenas um ombro coberto e indo até a altura das minhas coxas impedindo muitos movimentos se não viraria uma camisa. Analisei minha maquiagem, a casa abriria em uma hora, e como estava zero animação pra minha primeira noite e muito menos queria chamar atenção fiz tudo muito rápido, uma maquiagem leve, sem lápis, apenas uma base, pó, máscaras que alongava mais ainda meus cílios, batom e um blush, as outras meninas pareciam que iriam pra algum desfile, com seus contornos e mais reboco. Céus quanta animação, não tinha certeza quantas meninas tinham mas era em torno de 45/50, eram muitas, algumas dançavam, outras serviam bebidas, e tinha a parte da limpeza enquanto a boate ainda estava aberta, sempre tinha um alcoólatra fazendo porqueira, nos encontrávamos agora em uma sala, era bem grande para acomodar todas, com duas enormes janelas viradas para um muro que parecia não ter fim, a boate era composta por 4 andares, nós "morávamos" no primeiro andar, o segundo era a boate, terceiro os quartos e o último nunca cheguei a ir, éramos proibidas, mas Marta disse ser o escritório e onde se resolviam os assuntos financeiros. - Incrível como fica linda com pouca coisa- Recebi um elogio de Marta, me virei vendo a mesma vestida com um vestido preto, quase igual ao meu, diferença era que seus dois ombros estavam cobertos. Ela era uma mulher linda, morena um pouco mais que eu, olhos negros, seus cabelos cacheados que iam até a b***a, lindos cachos definidos, era de Minas Gerais, sua estadia aqui fazia 4 anos, ela aceitou seu destino e era pra mim fazer o mesmo me alertou, mas nem ferrando, eu daria um jeito de sair dali, pensei em várias formas, das mais sujas até às mais imbecis, mas não me importava, a mais coerente foi a de seduzir algum velho babão pra me tirar daqui. Sondei mais o território e minha companheira de prisão informou que já viu algumas meninas saírem dessa forma, rara as vezes porque a maioria era casado, mas não era impossível, mas alertou que os homens pagavam um alto valor, e muitas das vezes alguns desistiam quando descobriam o valor e as responsabilidades sobre a garota. No mais simplificou que você saia daqui para outra prisão, mas tendo que se deitar apenas com um, muitas das vezes ou suporta as festinha nojenta que outros faziam, mas mesmo assim seria melhor, ao menos a maioria lhe colocavam em algum apartamento quando a paixão batia forte, velhos 99% eram esse perfil, decadentes de atenção. Não me importei, só precisava sair daquele lugar, depois dobraria o ser que me resgatou, e voltaria para minha família. Não importava se usaria do meu corpo e sedução para isso, se minha beleza me colocou nessa, ela também iria me tirar, isso era melhor que tentar uma fulga e ser jogada em uma vala com algumas perfurações pelo corpo ou totalmente queimada, Marta já havia presenciado algumas tentativas e alertou que não eram nada agradáveis. - Obrigada- respondi nervosa- você também está linda apesar das circunstâncias. - Não fique nervosa, só se comporte ok? E tudo sairia bem, lembre-se o castigo vai ser pior desta vez, estaremos em público, a reputação da boate, enfim, você entendeu, pro seu bem- Me alertou com um tom de repreensão, ela com certeza já havia visto muita coisa, seu tom era de preocupação também, embora a advertência. - Não se preocupe, tenho um caça dote para fisgar- Forcei um sorriso tentando conforta-la, ela sabia de meu mais novo plano, iria me ajudar com alguns babões, já que conhecia a clientela, me confortou que não seria difícil, só precisaria de tempo até enfeitiçar alguém, só precisava ser uma perfeita submissa, suas dicas realmente me ajudaram e encheram meu corpo de esperança. Questionei a ela se nunca pensou nessa possibilidade, qualquer coisa era melhor que estar aqui, me contou que sim, mas ele era jovem até, e pro azar dela se apaixonou por ele e com um piscar de olhos e promessas vazias de tira-la daqui o sujeito simplesmente sumiu. Senti a dor ainda em sua voz, era nítido que ela sofreu muito com isso, então resolveu só aceitar que esse era seu destino. Mas não se dependesse de mim. Quando eu estivesse no Brasil faria das tripas e o coração para denunciar essas pessoas miseráveis, eles não saíram em pune, claro tudo anonimamente, eu ainda não sabia com quem estava lhe dando, e minha família poderia estar em risco caso eles soubessem quem foi o denunciante. Mas eu faria, ah se faria! Reparei as garotas saindo me dando conta que estava na hora dos shows de horrores, vi Cláudia na porta, seu pescoço ainda carregava um tom vermelho, céus eu estava ficando muito perversa pois segurei o riso quando tentei passar por ela. - Você fica. - Rosnou pra mim, acho que galinha já não seria um bom apelido para a c****a raivosa a minha frente, não podia vacilar, eu iria obedecer. Me pus do lado da porta vendo todas as meninas saírem, por fim ficando apenas com a traidora- - Temos um cliente especial hoje na casa, e ele gosta de mercadorias novas, intocáveis ainda- seu tom era nitidamente de nojo e se não estou delirando um certo ciúmes.- Como você levou aquela surra- deu um sorrisinho- E ainda não foi tocada por ninguém aqui, será a companhia dele.- ela se aproximou mais, como uma c****a pronta pra morder- - Cuide bem dele, pois é um homem muito importante para nossos negócios, não quero reclamações, o satisfaça é pra isso que está aqui, por mim você poderia estar nas mãos de um velho qualquer, mas algumas coisas estão fora do meu alcance, me acompanhe- Não ousei responder nada, apenas a segui, odiando ainda mais a mulher a minha frente, quem seria esse tal homem importante, será que ele serviria pro meu plano? Bom talvez não, se era tão importante para os negócios talvez era cúmplice desses nojentos, sem chance tentar o golpe com ele, mas precisava sobreviver a está noite perdida. Ela parou na frente de um dos melhores quartos, e abriu fazendo menção para que entrasse. - Logo ele virá, não tente nenhuma gracinha, as consequências não serão tão leves- Ameaçou virando as costas e saindo, não sei se frustrada por não cair em suas provocações ou qualquer outra coisa, mas estava frustrada isso era evidente. Analisei o quarto vazio soltando um longo suspiro, havia bebida no pequeno mini bar, mas não sei se poderia beber, não que alguma coisa aqui fizesse parte de meu cardápio de bebidas, eu era do vinho suave no máximo, não pra se embriagar, mas beber socialmente. Após meia hora sozinha resolvi encarar uma bebida qualquer, a mais amarela que tinha ali, não sei o nome e nem fiz questão de saber, talvez isso me desse um pouco mais de coragem, talvez? Enchi o copo com menos da metade e desci garganta abaixo, repeti mais uma vez, aquilo era horrível, muito r**m mesmo e tenho certeza que é uma fortuna, deixei o copo sob a mesa e caminhei até a cama, cadê esse maldito homem, espero que seja um broxa pra que eu possa voltar logo pro quarto. Céus! Me levantei novamente indo até a janela e tendo a bela visão do lado de fora, as partes que mais ficávamos não tinha essa vista privilegiada, só se via a parede do grande muro. Escutei a porta abrindo e congelei, ok agora estou nervosa, custei a virar e encarar o homem que precisava satisfazer essa noite, fechei os olhos respirando frio. Respira e inspira, respira. Ouvi a porte se fechando depois de longos segundos, tomei coragem e encarei meu destino dessa noite, tudo bem, infelizmente esse seria o meu segundo homem, de forma nojenta, mas seria, pensando bem o primeiro não foi tão diferente já que fugiu depois de saber que seria pai, a verdade que a maternidade, mãe solo, e o trabalho não deixaram espaço para homem na minha vida, e não fazia falta. Em um ato de coragem me virei totalmente encarando o homem que até o momento não havia dito nada, e eu não sei quanto tempo passei virada de costas para ele, mas congelei mais ainda ao ver um deus grego parado na minha frente, um lindo homem, não maravilhosamente lindo, esculpido a dedo por Deus, se deuses mitológicos existissem ele com toda certeza seria um. Talvez isso seria mais difícil do que eu pensei, pois agora não sentia mais nojo, e sim insegura de ser muito areia pro meu caminhão.
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