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Sombras da Fazenda Esperança

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Sombras da Fazenda Esperança é um romance de drama familiar, mistério e vingança que se passa em uma antiga fazenda marcada por segredos sombrios e mentiras que atravessam gerações.Após a misteriosa morte do poderoso fazendeiro Augusto Albuquerque, sua família vê o passado ressurgir de forma assustadora. Cartas anônimas, documentos escondidos e revelações inesperadas levam todos a questionarem tudo o que acreditavam saber sobre sua própria história.Enquanto o delegado Samuel Costa investiga a morte do patriarca, antigos segredos envolvendo um desaparecimento nunca esclarecido, uma paixão proibida e uma traição familiar começam a vir à tona. Cada descoberta aproxima a família de uma verdade perigosa que alguém está disposto a proteger a qualquer custo.Entre disputas por herança, ressentimentos antigos, mistérios enterrados e uma vingança planejada durante décadas, os moradores da Fazenda Esperança precisarão enfrentar seus próprios fantasmas antes que novas tragédias aconteçam.Mas a maior pergunta permanece:Quem está por trás da vingança?E quando a verdade finalmente surgir, talvez seja tarde demais para salvar aqueles que ainda restam.Gênero: Drama Familiar • Mistério • Suspense • VingançaIndicação: Leitores que gostam de histórias cheias de segredos, reviravoltas, investigações e conflitos familiares intensos.

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Sombras da Fazenda Esperança, Segredos da Fazenda Esperança, A Herança da Vingança, O Mistério dos Albuquerque
O Segredo Enterrado O vento soprava forte sobre os campos da Fazenda Esperança. As árvores antigas balançavam lentamente, como se guardassem segredos que ninguém ousava contar. A fazenda, localizada em uma região isolada, pertencia à família Albuquerque há mais de cem anos. Ali nasceram gerações, amores foram construídos e tragédias deixaram marcas profundas. Naquela noite, o céu estava coberto por nuvens escuras. Raios iluminavam a paisagem por alguns segundos, revelando a imensa casa principal, construída com madeira nobre e cercada por jardins que já haviam conhecido dias melhores. Dentro da casa, a família se reunia para comemorar o aniversário de setenta anos do patriarca, Augusto Albuquerque. Augusto era um homem respeitado e temido. Dono de uma fortuna construída através da criação de gado e plantações, ele governava a família com mão firme. Sentados à mesa estavam seus dois filhos: Ricardo Albuquerque, o mais velho, responsável pela administração da fazenda. Helena Albuquerque, a filha caçula, que havia retornado recentemente após passar anos morando na cidade. Também estavam presentes os netos: Lucas, filho de Ricardo. Marina, filha de Helena. Apesar da aparência de uma família unida, ressentimentos antigos pairavam sobre todos. Durante o jantar, o silêncio predominava. — Então, Helena — disse Augusto — decidiu finalmente voltar para casa? Helena ergueu os olhos. — Talvez tenha chegado a hora de enfrentar algumas coisas. Ricardo observou a irmã com desconfiança. — Algumas coisas ou algumas pessoas? A tensão aumentou. Antes que alguém respondesse, um trovão sacudiu as janelas. Marina tentou mudar o assunto. — Vovô, conte alguma história da fazenda. Augusto sorriu. — Existem histórias demais por aqui. Mas seu sorriso desapareceu rapidamente. Por um instante, seu olhar foi direcionado para uma antiga fotografia pendurada na parede. Uma fotografia que mostrava três jovens. Ele. Seu irmão Joaquim. E uma mulher chamada Isabel. A fotografia parecia despertar lembranças dolorosas. Ninguém percebeu, mas Helena observou tudo. Ela sabia exatamente o motivo daquele olhar. E também sabia que o passado estava prestes a voltar. Mais tarde, quando todos foram dormir, a tempestade ficou ainda mais intensa. Augusto caminhou sozinho pelos corredores da casa. Parecia preocupado. Como se estivesse esperando algo. Ou alguém. Ao entrar em seu escritório, encontrou um envelope sobre a mesa. Seu rosto empalideceu. Ele tinha certeza de que aquele envelope não estava ali antes. Com mãos trêmulas, abriu a carta. Dentro havia apenas uma frase: "Chegou a hora de pagar pelo que fez." Augusto deixou o papel cair. O coração disparou. Aquilo era impossível. A pessoa que poderia ter escrito aquela mensagem estava morta havia décadas. Ou pelo menos era isso que ele acreditava. Na manhã seguinte, a fazenda despertou em meio ao nevoeiro. Os funcionários começaram o trabalho normalmente. Mas a tranquilidade não durou muito. Um grito ecoou pela propriedade. Todos correram para o celeiro principal. Quando chegaram, encontraram Augusto caído no chão. Imóvel. Sem vida. O choque tomou conta de todos. Helena levou a mão à boca. Marina começou a chorar. Ricardo ficou parado, incapaz de acreditar. Ao lado do corpo havia algo estranho. Uma medalha antiga. Uma medalha que pertencera ao irmão desaparecido de Augusto: Joaquim. O mesmo Joaquim que todos acreditavam estar morto há quarenta anos. A notícia espalhou-se rapidamente. A polícia da cidade chegou algumas horas depois. O responsável pela investigação era o delegado Samuel Costa. Um homem experiente e conhecido por resolver casos difíceis. Após examinar o local, Samuel reuniu a família. — Preciso fazer algumas perguntas. Ricardo cruzou os braços. — Está dizendo que alguém daqui matou meu pai? — Estou dizendo que não descarto nenhuma possibilidade. Helena permaneceu em silêncio. Samuel percebeu. — A senhora parece saber alguma coisa. Ela hesitou. — Existem segredos nesta família. — Que segredos? Helena respirou fundo. — Meu pai e meu tio Joaquim brigaram muitos anos atrás. — Sobre o quê? — Uma mulher. O delegado anotou. — Isabel? Helena arregalou os olhos. — Como sabe esse nome? Samuel mostrou uma fotografia encontrada no escritório de Augusto. A mesma fotografia pendurada na parede. Helena ficou pálida. Naquela noite, Lucas decidiu investigar por conta própria. Ele sempre sentiu que existia algo estranho na história da família. Munido de uma lanterna, caminhou até um galpão abandonado no fundo da fazenda. O local estava fechado havia décadas. Seu pai proibia qualquer pessoa de entrar ali. O que apenas aumentava sua curiosidade. Após forçar a porta, encontrou móveis cobertos por poeira. Caixas antigas. Ferramentas enferrujadas. E um baú. Ao abrir o baú, encontrou documentos antigos. Fotografias. Cartas. E um diário. Na capa estava escrito: "Joaquim Albuquerque" O coração de Lucas acelerou. Ele começou a ler. As páginas revelavam uma história completamente diferente daquela que a família conhecia. Segundo o diário, Joaquim não desapareceu. Ele foi expulso. Traído. E acusado injustamente. Mas a revelação mais assustadora estava nas últimas páginas. Ali havia uma frase escrita com força: "Se algo acontecer comigo, Augusto será o responsável." Lucas ficou sem ar. Aquilo mudava tudo. Enquanto isso, alguém observava a casa principal do alto de uma colina. Uma figura encapuzada. Imóvel. Silenciosa. Segurando uma fotografia antiga. Na imagem apareciam Augusto e Joaquim. O desconhecido passou os dedos sobre o rosto de Joaquim. E sorriu. Um sorriso frio. Perigoso. — A primeira dívida foi cobrada — murmurou. Um raio iluminou seu rosto por um segundo. Mas logo a escuridão voltou. Nos dias seguintes, a investigação avançou. O delegado Samuel descobriu algo intrigante. Poucos dias antes de morrer, Augusto havia retirado uma grande quantia de dinheiro do banco. Ninguém sabia para onde aquele dinheiro tinha ido. Nem mesmo Ricardo. — Meu pai nunca comentou nada. Samuel anotou a informação. Cada nova pista parecia apontar para um passado escondido. E para alguém que desejava vingança. Na terceira noite após a morte de Augusto, outro acontecimento assustou a família. Marina acordou ouvindo passos do lado de fora do quarto. Pensou ser um funcionário. Mas os passos continuaram. Lentos. Arrastados. Ela abriu a porta. O corredor estava vazio. Então viu algo no chão. Uma carta. Com medo, pegou o envelope. Dentro havia uma única frase: "A verdade será revelada." Marina correu para mostrar ao delegado. Quando Samuel examinou o papel, percebeu algo. A letra era muito parecida com a encontrada no bilhete recebido por Augusto. O mesmo autor. O mesmo aviso. A mesma ameaça. Na manhã seguinte, Lucas decidiu mostrar o diário encontrado. A família reuniu-se na sala principal. Quando começou a ler os trechos escritos por Joaquim, o clima tornou-se pesado. Ricardo levantou-se furioso. — Isso é mentira! — Como sabe? — perguntou Lucas. Ricardo não respondeu. Helena observava tudo atentamente. Então falou: — Talvez esteja na hora de contar o que realmente aconteceu. Todos olharam para ela. Helena respirou fundo. — Joaquim amava Isabel. Mas Augusto também. Os dois irmãos disputaram o amor dela durante anos. Até que Isabel desapareceu. Ninguém nunca encontrou seu corpo. O silêncio tomou conta da sala. — Está dizendo que ela foi assassinada? — perguntou Marina. Helena baixou os olhos. — É exatamente isso que estou dizendo. A revelação caiu como uma bomba. Se Isabel havia sido assassinada, quem era o responsável? Augusto? Joaquim? Ou alguém completamente diferente? O delegado Samuel percebeu que o caso era muito maior do que imaginava. Não estava investigando apenas uma morte recente. Estava desenterrando décadas de mentiras. Décadas de segredos. Décadas de ódio. E talvez uma vingança planejada há quarenta anos. Enquanto isso, escondido em algum lugar da fazenda, o misterioso observador folheava um velho álbum de fotografias. Ao encontrar a imagem de Isabel, seus olhos se encheram de lágrimas. — Finalmente... — sussurrou. Uma lágrima escorreu por seu rosto. Mas logo foi substituída por um olhar sombrio. Determinado. Frio. Porque a morte de Augusto era apenas o começo. E antes que aquela história terminasse, muitos outros segredos seriam revelados. A Verdade Começa a Surgir O silêncio tomou conta da sala após a revelação de Helena. Ninguém conseguia acreditar que Isabel, a mulher que havia dividido os irmãos Augusto e Joaquim, poderia ter sido assassinada. Lucas observava o diário aberto sobre a mesa. Cada página parecia esconder mais perguntas do que respostas. — Você sabia disso todo esse tempo? — perguntou Marina para Helena. Helena abaixou a cabeça. — Eu era muito jovem quando tudo aconteceu. Mas ouvi conversas. Vi discussões. E aprendi que, naquela família, algumas verdades eram proibidas. Ricardo bateu a mão na mesa. — Isso é absurdo! Estão transformando meu pai em um assassino. — Ninguém disse isso — respondeu o delegado Samuel. — Mas é exatamente o que estão insinuando! O delegado permaneceu calmo. — Estou apenas seguindo as pistas. Ricardo saiu da sala furioso. Lucas observou o pai se afastar. Pela primeira vez, começou a desconfiar dele.

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