A chuva começou antes mesmo de o grupo deixar as ruínas da antiga torre. Grossas nuvens cobriram o céu, e o vento espalhava folhas secas pelo caminho de volta à Fazenda Esperança. Dentro da caminhonete, ninguém dizia uma palavra. A caixa contendo as fitas cassete permanecia sobre o banco traseiro, cuidadosamente protegida por cobertores. Lucas dirigia em silêncio. Gabriel observava a estrada pela janela. Helena segurava o diário de Eduardo Montenegro contra o peito. Samuel, sentado ao lado de Clara, parecia perdido em pensamentos. Havia algo que o incomodava. A figura misteriosa observando as escavações. Ele não comentara nada com o grupo porque não tinha certeza do que havia visto. Mas sua experiência lhe dizia que não fora impressão. Alguém realmente os espionava. Ao chegarem

