bc

A ESPOSA PERFEITA DO BILIONÁRIO

book_age18+
55
FOLLOW
1K
READ
dark
system
playboy
mafia
heir/heiress
sweet
kicking
city
office/work place
like
intro-logo
Blurb

Rick Copello é o mais novo entre seus irmãos e é o único solteiro. A Cúpula, uma organização secreta que ele participa, agora está lhe cobrando um casamento por estar na hora de contribuir para o cumprimento das leis básicas. Rick não quer casamento, mas aceita com uma condição: ele mesmo vai escolher.E é nessa decisão que inesperadamente ele conhece uma jovem doce e atraente. Ela mostra inocência, pureza, calmaria e tudo aquilo que ele busca numa mulher.Mas… aos poucos ele descobre que ele ela tem mais a mostrar do que algo físico. Ela tem segredos! E eles estão prestes a explodir e atingir Rick com toda força.

chap-preview
Free preview
Eu decido!
Rick Copello Entro no meu carro e fecho a porta atrás de mim. Jogo o paletó sobre o banco do passageiro, afrouxo um pouco a gravata e me acomodo no banco de couro antes de colocar a chave na ignição. Dou a partida. O motor ronca baixo, familiar e quase reconfortante. Pelo menos alguma coisa neste dia parece estar do jeito que eu gosto. Começo a dirigir pelas ruas movimentadas, mantendo uma das mãos firmes no volante enquanto a outra repousa tranquilamente sobre o câmbio. Normalmente, meu humor é elevado. Sempre. Sou o tipo de homem que acorda disposto a fazer o dia valer a pena, mesmo quando ele começa mäl. Gosto de rir, provocar, aproveitar cada oportunidade e, se possível, transformar até uma situação desagradável em alguma coisa minimamente divertida. A vida é muito curta para ficar de cara fechada. Eu acredito nisso. Mas hoje... Hoje eu sei que não será bem assim já que meu destino é a Sede da Cúpula. E eu não estou indo até lá porque acordei com vontade de tomar um café com um bando de velhos ricos que acreditam ter o direito de decidir o destino de todo mundo. Recebi um convite. Um convite intimidador. Na verdade, nem sei se posso chamar aquilo de convite. Era praticamente uma ordem já que dizia: sua presença é indispensável. Compareça com urgência. Quando recebi a mensagem, já soube exatamente do que se tratava. Não precisei de muito esforço para imaginar a conversa. Meus dedos apertam um pouco mais o volante, porque isso acontece sempre. Primeiro, eles encontram um motivo para nos convocar. Depois, fazem aquele discurso sobre tradição, responsabilidade, legado e família. E, por fim, tentam enfiar alguma decisão goela abaixo. Só que, desta vez, o alvo sou eu. Já faz um tempo que meus irmãos deixaram de ser solteiros. Dominik construiu a própria família. Jackson também. Os dois encontraram suas mulheres, se casaram e, de alguma maneira que ainda considero um pouco questionável, parecem bastante satisfeitos com a vida de homens comprometidos. Problema deles. Eu continuo muito bem sozinho. Aliás, estou ótimo. Tenho minha liberdade, meu dinheiro, meus negócios e uma lista de coisas que prefiro fazer antes de dividir minha cama, minha casa e minha rotina com alguém. Mas parece que, para a Cúpula, isso é um problema, porque agora que meus irmãos estão com suas famílias feitas, eu virei um alvo fácil. O último irmão solteiro. O último homem Copello que ainda não colocou uma aliança no dedo. E, aparentemente, isso é uma emergência internacional. — Que merdä! Aperto o volante novamente com mais força, porque eu já sei como essa história termina. Eles vão me dizer que estou na idade certa, que preciso pensar no futuro e que meus irmãos deram o exemplo. Que um homem da minha posição precisa ter uma esposa. Talvez até apresentem uma lista de nomes e com isso, eu deveria escolher uma delas, sorrir, apertar algumas mãos e começar os preparativos. Simples e prático. Só existe um pequeno problema. Eu não vou fazer isso. Na verdade, já tenho uma ideia bem melhor e talvez eles não gostem nem um pouco dela. Minutos depois, estaciono meu carro na área reservada da Sede da Cúpula. Desligo o motor e fico alguns segundos parado. Olho para o prédio enorme à minha frente, vejo a arquitetura imponente, as paredes de vidro, a segurança exagerada e aquele ar de superioridade que parece impregnar cada centímetro do lugar. É impressionante. Mas também é extremamente irritante. Saio do carro, ajeito o paletó e começo a caminhar. Como sempre, pareço despreocupado. É uma das minhas especialidades. Posso estar prestes a entrar numa sala onde um grupo de homens poderosos pretende decidir o rumo da minha vida e, ainda assim, caminhar como se estivesse indo comprar um café. Por fora, estou tranquilo. Por dentro... existe uma certa adrenalina chata e desnecessária. Eu odeio sentir isso. Não porque esteja com medo, estou longe disso. É apenas a sensação de saber que alguma coisa desagradável está prestes a acontecer e que, por mais que eu queira evitar, vou precisar lidar com ela. Passo pela entrada principal e cumprimento alguns funcionários. — Senhor Copello. — É bom vê-lo! — Olá, senhor Copello! Continuo andando, eu não paro. Não olho para os lados, apenas vou diretamente para o escritório do conselho. Quanto mais rápido essa conversa terminar, melhor. Chego diante da porta bato duas vezes. — Entre. Reconheço imediatamente a voz. Fernando Versalles. O líder do conselho. Abro a porta e ele está sentado atrás da enorme mesa de madeira, com alguns documentos espalhados diante dele. Ele levanta os olhos assim que entro. — Rick. Entro e fecho a porta atrás de mim. — Se puder ser breve, eu agradeço. — Digo. — Tenho uns compromissos. Fernando me observa por alguns segundos. Aquele olhar, eu conheço. É o olhar de quem já tomou uma decisão e só está esperando o momento certo para me comunicar. Ele entrelaça os dedos sobre a mesa e eu olho ao redor. Só tem nós dois aqui e eu acho estranho. Pensei que seria intimidado por todos. — Pois bem. Faço um gesto com a mão. — Estou ouvindo. — Você precisa se casar. Pronto. Eu sabia! Não consigo evitar um pequeno sorriso. — Vamos colocá-lo na lista dos próximos casamentos da organização. — Ele diz. —Você está na idade certa e precisa seguir os passos dos seus irmãos. Eu cruzo os braços. Era óbvio. Dominik e Jackson se casaram e agora chegou a minha vez, porque aparentemente existe uma espécie de cronograma familiar que eu desconhecia. — Entendi. — Temos as listas com os nomes das melhores moças disponíveis. — Ele continua. — Jovens de famílias adequadas, com boa reputação, excelente formação e... — Eu me caso. Fernando para. Ele levanta uma sobrancelha e me olha como se não esperasse isso. — Mas é com uma condição. Agora ficou interessante. Eu me aproximo com alguns passos e chego em frente a sua mesa. — Eu me caso, mas... eu escolho a minha noiva. — O silêncio que se instala é quase engraçado. — Seja ela quem for. A decisão é apenas minha. — Cruzo os braços novamente. — Se não for assim, nem sigo em frente. Fernando permanece imóvel por alguns segundos. Depois, ele se apoia na mesa e um sorriso surge lentamente em seu rosto. Ele ri silenciosamente, como se tivesse acabado de lembrar de alguma coisa. — Você tem sorte de muita coisa ter mudado, meu jovem... — Ele suspira. — Fabrício jamais aceitaria isso. Meu sorriso desaparece por um instante. Fabrício. Não ouço mais o nome daquele verme há um bom tempo. Fernando não precisa explicar, todos nós sabemos de tudo que houve. — Espero que escolha bem, Copello! — Eu sempre escolho bem. — Não tenha tanta certeza. — Ele dá de ombros. — Mas... me surpreenda! Reviro os olhos. — Fernando... — Se sua escolha não for adequada, você será impedido. — Ele diz. — Vou te dar a chance... uma colher de chá e espero que use bem. Meu olhar se estreita. — Impedido? — A Cúpula ainda possui regras. — Eu sei disso. — Então estamos entendidos. — Ele pega uma caneta sobre a mesa e a gira lentamente entre os dedos. — Vá em frente. Desde que seja uma moça desimpedida, de boa reputação e que esteja dentro dos critérios da organização, conversaremos. — Ele ergue os olhos para mim. — Quero ver suas escolhas. Ótimo. Agora estou sendo avaliado até na minha capacidade de escolher uma esposa. Ergo uma sobrancelha e só eu sei como eu odeio essa sensação. Odeio que estejam esperando para descobrir se vou fazer algo certo ou errado. Mas, pelo menos, consegui o que queria. A escolha será minha e dou um pequeno sorriso. — Então temos um acordo. Fernando apenas assente e com isso, encerramos aqui. Eu dou meia volta para sair e a minha mão alcança a maçaneta. E, nesse instante, sinto aquele velho entusiasmo voltar. Porque agora existe uma missão. Eu preciso me casar, tudo bem. Vou me casar. Mas não com uma mulher escolhida por uma lista de famílias poderosas. Não com alguém selecionada pela Cúpula e não com uma mulher que passe horas planejando como transformar minha vida em um inferno. Eu vou escolher. E, se eles querem tanto que eu encontre uma esposa... então vou encontrar exatamente aquilo que procuro. Uma mulher bonita, delicada, feminina, doce e educada. E, principalmente, alguém que não complique a minha vida. Uma esposa perfeita que saiba seu lugar e obedeça! Saio da sala com um sorriso no rosto. Talvez, afinal, essa reunião não tenha sido tão rüim, porque agora eu tenho um plano e eu mäl posso esperar para colocá-lo em prática.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Unscentable

read
2.1M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
843.7K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
2.1M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
1.0M
bc

A Warrior's Second Chance

read
388.9K
bc

Not just, the Beta

read
363.8K
bc

The Broken Wolf

read
1.2M

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook