A casa os recebeu em silêncio. Isadora entrou primeiro, deixando a mala perto da porta. O cheiro familiar do lugar a envolveu — café, madeira, o leve traço do perfume de Henrique misturado ao ar. Não era apenas retorno. Era reconhecimento. Henrique fechou a porta atrás deles e ficou parado por um instante, como se quisesse marcar aquele momento na memória. Não era mais o lugar onde haviam recomeçado. Era onde continuariam. — Parece diferente — Isadora comentou, caminhando devagar pela sala. — A casa ou a gente? — ele perguntou. Ela sorriu de leve. — Os dois. O peso que fica do lado de fora Desfizeram as malas juntos, em silêncio. Não havia pressa. Cada roupa guardada era um gesto de permanência. Isadora sentou-se na cama depois, observando Henrique dobrar uma camisa com cui

